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17 de Novembro de 2018

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Edição nº 942 / 2017

10/10/2017 - 09:07:19

Gabriel Mousinho

Gabriel Mousinho

Peitando o Supremo

Perdedor novamente em votação no Senado, Renan Calheiros peitou a decisão do Supremo Tribunal Federal de afastar temporariamente o colega Aécio Neves, acusado de receber R$ 2 milhões de propina da JBS.

Renan foi duro e parece mesmo não ter medo de futuras consequências, ou seja, se tornar réu em mais dezessete inquéritos que responde no STF. Se por um lado o senador perdeu feio na votação que adiou a apreciação da matéria, por outro mostrou destemor em enfrentar da tribuna o Supremo Tribunal Federal. Chegou a dizer que, se o Senado não apreciasse a matéria naquele dia, terça-feira, o que realmente não foi feito, seria melhor entregar a chave do Senado ao Supremo Tribunal Federal.

Para a maioria dos senadores não seria interessante, neste momento, desafiar a decisão do ministro Edson Fachin, relator do processo de Aécio, para evitar futuros embates desnecessários e ameaçar um bom relacionamento entre o Judiciário e o Legislativo.

Como se sabe, depois da Operação Lava Jato, setores do Legislativo batem quando podem no Judiciário, não admitindo decisões monocráticas de ministros do STF, como no caso de Aécio Neves. A corda esticou e ninguém sabe, daqui pra frente, o que vai acontecer na democracia brasileira.

Derrota

Parece que o grupo de senadores onde estão incluídos Renan Calheiros, Romero Jucá, Jader Barbalho, Roberto Requião e outros que lideravam as decisões no Senado, perdeu força. Na votação da terça-feira, para aprovar um requerimento protelando a decisão do Senado e aguardar a decisão do STF, perderam feio, numa demonstração clara de que os tempos são outros.

Atrito

Defendendo que o Senado deveria tomar uma posição invalidando a decisão sobre o recolhimento domiciliar do senador Aécio Neves, Renan jogou duro com o ministro Luiz Fux. Disse que era mais digno pedir R$ 2 milhões emprestado a Joesley Batista do que decidir por liminar mantendo os altos salários do Ministério Público Federal e do Poder Judiciário ad eternum, se referindo a uma decisão do ministro.

Pé no freio

Na sessão de terça-feira no Senado, ficou claro que muitos senadores foram tolerantes com a decisão do STF e outros muito agressivos. Nota-se que a maioria está com medo das decisões do Supremo nos processos de quem tem foro privilegiado e que estão pautados para começarem neste mês de outubro. E isso na fase de recebimento das denúncias.

Agora, vai?

Há quem diga que a demora do governador Renan Filho em acertar os ponteiros com Ronaldo Lessa foi aguardando a decisão do Supremo Tribunal Federal sobre um processo a que o deputado respondia e no qual foi absolvido por unanimidade. Se Ronaldo perdesse no STF perderia o valor eleitoral, já que estaria inelegível para 2018. Como venceu por 4 a 0, o governador deve apressar o fechamento da questão.

Maior espaço

Muitos aliados de Ronaldo Lessa consideram que o espaço oferecido pelo governo, que seria a Secretaria de Turismo e Desenvolvimento Econômico, é incompatível com o tamanho do peso eleitoral do deputado. Agora, depois de ser inocentado pelo STF, Lessa deve refletir e procurar se valorizar ainda mais.

O medo impera

Muitos candidatos a deputado estão morrendo de medo sobre como a população irá utilizar as redes sociais. Fácil de filmar e denunciar qualquer mal feito, o instrumento tem sido um inimigo invisível para candidatos acostumados com a ilegalidade.

Ele brigou de novo

O deputado Cícero Almeida parece que não tem jeito mesmo. Depois de bater o recorde de passar por vários partidos, o ex-prefeito de Maceió agora brigou com o Podemos para onde iria migrar, desentendendo-se com o presidente do diretório regional, advogado Omar Coêlho de Melo. Almeida não queria ninguém lhe fazendo sombra e optou por ficar, no momento, sem partido. Para variar, desabafou no programa do França Moura e atirou pedras na nova agremiação que lhe daria abrigo.

Máfia do Lixo

Enquanto corre no Supremo Tribunal Federal ação sobre a famosa Máfia do Lixo, onde o deputado Cícero Almeida está envolvido, o desembargador Alcides Gusmão manteve a ação que apura improbidade administrativa realizada pela Empresa Viva Ambiental durante o ano de 2005. Segundo o desembargador-relator, existem fortes indícios de que a empresa teria se beneficiado com o contrato sem licitação de milhões de reais, exatamente no governo de Cícero Almeida.

Desgaste 

Ronaldo Lessa, que tem secretarias na Prefeitura de Maceió, mas já está quase acertado com o governador Renan Filho, tem aumentado o seu desgaste político nos últimos dias. O presidente do PDT em Alagoa está, como bom tucano, em cima do muro. Por ele, ficaria na prefeitura e no Estado. Só que esta posição é casamento de jacaré com cobra d´água.

Menos um obstáculo

Para os Calheiros, puxar Ronaldo Lessa para o governo é deixar o campo livre para a reeleição deles para o governo e para o Senado. Com esta aliança, Ronaldo não teria outra alternativa a não ser sair candidato à reeleição. Ronaldo de fora, aumentam as esperanças de Renan pai e Renan Filho.

Segundo obstáculo

O problema agora do PMDB é baixar a bola do ministro do Turismo, Marx Beltrão, que se anuncia como candidato ao Senado em 2018. Este é o outro problema do senador Renan Calheiros, que prefere não subestimar a capacidade eleitoral do seu ainda companheiro de partido. A próxima jogada é tirar Marx da área.

Perdendo                  o mandato

O prefeito Renato Resende, que começou bem o seu mandato, pode perder o cargo de gestor do Pilar a qualquer momento. É que ele foi tornado inelegível pelo juiz Sandro Augusto, depois de apurar que Renatinho teria supostamente se autopromovido durante a campanha de 2012, utilizando os programas federais Minha Casa, Minha Vida e o Bolsa Família. O prefeito no momento está inelegível por 8 anos, embora possa recorrer e pagar uma multa estipulada em R$ 728 mil.

Alto lá 

Segundo nota publicada na Veja pelos jornalistas Marcelo Rocha, Nonato Viegas e Nelson Niero Neto, o Ministério Público Federal, em Alagoas, “enviou ao governo de Renan Filho recomendação para que a Secretaria de Segurança Pública deixe de fazer interceptações telefônicas. De acordo com o documento, policiais militares estão operando as escutas ilegalmente, uma vez que isso é atribuição da Polícia Civil. O governo nega irregularidades”, diz a nota. 

Grampo

Como o momento não está para brincadeiras e o grampo telefônico vadeia pelo Brasil afora, os políticos estão com a orelha em pé e quase sempre não alimentam conversas via telefone. Querem o encontro pessoalmente, mas em locais que evitem maiores suspeitas.

Senado pequeno

O senador Fernando Collor, a exemplo de Renan Calheiros, bateu forte na própria Casa onde legisla. Ele disse, na terça-feira, que não admitia o Senado agachar-se, intimidar-se, fugindo da responsabilidade que lhe é assegurada por dispositivo legal. O Senado, então, segundo Collor, acorvardou-se.


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