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23 de Setembro de 2018

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Edição nº 942 / 2017

05/10/2017 - 19:10:21

Juiz culpa Estado por soltura de réus

Joyce Soares e Meydson são acusados de frequentes agressões que levaram à morte o menino de 3 anos

Joyce Soares e Meydson são acusados de frequentes agressões que levaram à morte o menino de 3 anos
Joyce e Meydson em fotos de álbum de família com Dyllan Taylor, cuja morte teria sido provocada por agressões

O juiz da 5ª Vara Criminal de Arapiraca, Alfredo dos Santos Mesquita, culpa o Estado pela soltura dos réus Joyce Silva Soares e Meydson Alysson Alves da Silva Leão, presos desde o ano passado acusados pela morte de Dyllan Taylor, 3 anos. A criança teria morrido vítima dos constantes espancamentos pelo padrasto com conivência da mãe, que nega a acusação.

Segundo o juiz, a libertação dos acusados se deve à inoperância do Estado que não enviou nenhum dos dois presos para as audiências no Fórum de Arapiraca. De acordo com o magistrado, foram cinco audiências e nenhum comparecimento.

Mesquita disse ainda que não pediu tornozeleira eletrônica para o casal porque sabe que o Estado não tem a oferecer. “A cada audiência adiada, a defesa dos acusados pedia a soltura”, esclareceu ao acrescentar que é muito fácil culpar o juiz por uma soltura como essa, mas que muitos desconsideram a culpa do Estado por trás dessa decisão. 

Em sua decisão o magistrado reconhece a gravidade do caso, mas argumenta que o casal não pode ser penalizado pela ineficiência do Estado que sequer promoveu as audiências. ”Diante de tal demora injustificada, nem o argumento que leva em conta a gravidade do delito é suficiente para que se mantenha a segregação provisória, sendo imperiosa no momento da restauração do status libertatis dos acusados”, decidiu o juiz ao conceder a liberdade provisória a Joyce e Meydson. 

O advogado de Joyce Soares, Cleber Silva Brandão, comemorou decisão do magistrado. Para ele, a Justiça começa a ser feita. 

ENTENDA O CASO

Joyce Silva Soares estava presa desde julho do ano passado no Centro Psiquiátrico Judiciário Pedro Marinho Suruagy, em Maceió, para onde foi levada depois de ter tentado o suicídio no Presídio Feminino Santa Luzia. Ela é acusada, junto com o ex-companheiro, de ter provocado a morte do filho Dyllan Taylor Soares de 3 anos. De lá pra cá, sua vida virou de ponta a cabeça. No final de julho último, denunciou ter sido estuprada no Manicômio Judiciário pelo agente penitenciário Hélio Henderson Silva e temia sofrer outros tipos de violência dentro da prisão.

Segundo informações da Secretaria de Estado de Ressocialização e Inclusão Social (Seris), Hélio Henderson Silva foi remanejado para outras funções até que a investigação sobre o suposto estupro seja concluída.

Quanto ao laudo do exame do IML que confirma ou não o estupro da Joyce Soares dentro do manicômio, a assessoria informou que ele está pronto, faltando apenas ser entregue à delegada da Mulher Cássia Mabel, que cuida do caso. O resultado contudo, não foi revelado.

Dyllan Taylor foi encontrado morto no dia 21 de janeiro de 2016, dentro de casa em Arapiraca onde morava com a mãe e o padrasto Meydson Alysson Alves da Silva Leão. A criança apresentava diversos hematomas pelo corpo. De acordo informações da polícia, Dyllan teria morrido no dia anterior por conta de agressões contínuas nos dias que antecederam sua morte. Na ocasião, Meydson Silva admitiu à polícia que costumava agredir a criança, mas alegou que o fazia na presença de Joyce. A polícia acredita que Dyllan morreu em consequência da série de agressões. Em depoimento à polícia, Joyce afirmou que tinha saído para trabalhar e deixado a criança com o padrasto. Ela nega conivência.

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