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25 de Setembro de 2018

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Edição nº 942 / 2017

05/10/2017 - 18:56:46

Podemos nomeia Omar Coêlho como presidente estadual

Partido já tem nomes definidos para disputar Senado e a presidência da república

José Fernando Martins [email protected]
Omar Coêlho afirma que partido foi almejado por figuras carimbadas da política alagoana

Depois de muita especulação, o Podemos, antigo Partido Trabalhista Nacional (PTN), confirmou na terça-feira, 3, o nome do advogado Omar Coêlho como presidente do diretório estadual. A reformulação de um dos partidos mais antigos do Brasil, que já conseguiu eleger o presidente Jânio Quadros, na década de 60, seria para tirar o gosto amargo de ter se tornado, no decorrer das décadas, uma sigla de aluguel.

Embora recém-reformulado, o Podemos já tem seus pré-candidatos para as eleições de 2018 tanto a nível nacional quanto estadual. O senador Álvaro Dias irá disputar a Presidência da República e, em Alagoas, Omar Coêlho batalhará por uma vaga na Câmara Federal. O vice-presidente do diretório estadual Rafael Tenório, empresário do time CSA, terá a missão de lutar pelo Senado em meio ao ministro do Turismo, Marx Beltrão (PMDB), e o senador ávido por reeleição Renan Calheiros (PMDB). 

Considerado um nanico, o Podemos ainda pode dialogar com o presidente estadual do Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB), Adeílson Bezerra, que vem unindo siglas com o intuito de criar uma chapa de competitividade contra grandes legendas. “Adeílson já havia me falado sobre uma composição para fazer uma chapa para federal e estadual que não tenha a figura de candidatos de muitos votos”, explicou Coêlho, que disse que ainda vai estudar qual a posição do Podemos no cenário político de Alagoas. 

A presidência estadual da sigla chegou a ser almejada por figuras carimbadas, como o deputado estadual Antônio Albuquerque (PRTB ), que articulou para que a presidência do Podemos caísse no colo do filho Arthur Albuquerque, que atualmente é o secretário do Trabalho e Emprego de Alagoas. “Me chamou e disse que já tinha o partido nas mãos. Respondi a ele que essa posição dependia da presidente nacional do Podemos, Renata Abreu, e do senador Álvaro Dias, e do conceito que queriam para a política em Alagoas”, contou. Ou seja, Albuquerque ficou de fora.

Também foi noticiado pela imprensa local o interesse do deputado federal Cícero Almeida em assumir o Podemos. Porém, conforme Coêlho, a situação foi bem menos tensa e estressante do que apareceu na mídia. “Almeida já tinha o controle do PTN em Alagoas. Mas Renata Abreu e Álvaro Dias explicaram a ele que o partido iria trabalhar focado na campanha presidencial. Então Cícero Almeida desconsiderou participar desse projeto e, em entrevista para o Bom Dia Brasil, esta semana, já disse que estava sem partido”. 

CALEJADO

Omar Coêlho disputou o Senado em 2014 pelo Democratas com a chapa Juntos Com o Povo Pela Melhorias de Alagoas. Entre a sopa de letrinhas de partidos da coligação estava o Partido Progressista (PP). No entanto, o ex-presidente da OAB em Alagoas não tem boas lembranças de sua campanha. Primeiramente estava previsto para sair a deputado estadual. No decorrer dos encaixes partidários, acabou tendo que se candidatar para o Senado. O motivo seria a desistência de Alexandre Toledo, que foi orientado pela diretoria do PSB a não concorrer contra Heloísa Helena.

“Sobrou para mim e me disseram que era furada. Me reuni com marqueteiros e me prometeram estrutural total. Então resolvi me arriscar. Disseram que não haveria problemas financiamento e eu acreditei. Isso não aconteceu e me limitei ao guia eleitoral. Mas, ainda bem que não cumpriram com o financiamento porque hoje a gente sabe que seria de dinheiro da Odebrecht e meu nome poderia estar no meio mesmo sendo inocente”. 

Coêlho também teve experiência desgastante com marqueteiros nas eleições de 2014. “Algo que não pretendo mais adotar. Fiz coisas que não gostaria de ter feito e me neguei a fazer outras. A estratégia era tentar chamar a atenção do candidato a Senado Fernando Collor para que me respondesse. Uma tentativa de polarizar a discussão, bater boca e eu me projetar. Tudo para me tirar do limbo”. 

O PARTIDO

 O PTN foi autorizado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a mudar de nome em maio e foi lançado como Podemos no dia 1º de julho. A legenda “estreou” com 14 deputados e 2 senadores no Congresso. No Senado, o partido conseguiu a filiação de Romário (ex-PSB-RJ) e Álvaro Dias (ex-PV-PR).  Segundo Omar Coêlho, a sigla não será de direita e nem de esquerda. O novo jeito de fazer política é, na verdade, considerar a opinião dos filiados sobre algum assunto em questão. A legenda seguirá a partir da decisão da maioria e não aceitará traições. 

“Como aconteceu na denúncia contra Michel Temer. O partido tomou a decisão de votar a favor da investigação, mas tivemos parlamentares que ficaram do lado do presidente”, lembrou. 

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