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17 de Novembro de 2018

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Edição nº 941 / 2017

03/10/2017 - 14:49:08

A história registra fatos maravilhosos

Jorge Moraes

O estado de Alagoas comemorou no último dia 16 de setembro seus 200 anos de Emancipação Política. Durante todo o ano, não se falou em outra coisa: a festa para comemorar a data. Não só a festa do grande dia, mas todos os acontecimentos vividos e acompanhados por entidades e pessoas durante meses e que, certamente, ainda não se encerraram. Ainda hoje, depois do 16 de setembro, são vistos eventos comemorativos ao bicentenário. Se tem gente feliz e os eventos não pararam ainda, é porque temos o que comemorar. Por isso acho que não somos unanimidade nesse pensamento. Temos o que comemorar, em nome de um passado histórico de construção; de um presente que precisamos, apesar de tudo, melhorar muito; e de esperança de um futuro melhor.

Nesse contexto, entendo que o Semanário EXTRA não poderia ficar de fora de um recente fato que considero importante para a história futura: o dia em que uma “onda azul” tomou conta da cidade. Como não temos o espaço reservado para as notícias esportivas semanalmente,  me sinto na obrigação de escrever, novamente, sobre as coisas relacionadas ao nosso futebol alagoano. No artigo da semana passada o quadro desenhado foi sobre a nossa preocupação em torno da falta de planejamento de alguns clubes e da necessidade em mudar conceitos. Essa semana, é para parabenizar e elogiar a conquista do Centro Sportivo Alagoano (CSA) da vaga para a Série B, a Segunda Divisão do futebol Brasileiro, em 2018.

Mais do que isso, mesmo ainda faltando muita coisa para se falar em profissionalismo no clube, o CSA conseguiu fazer a alegria de muita gente sofredora nos últimos anos. Ricos e pobres torcedores sonhavam há muito tempo com esse dia e essa hora. Fruto de um trabalho com acertos e problemas, o CSA conseguiu seus objetivos e alcançou sua meta. Em dois anos, o Azulão do Mutange, como é carinhosamente chamado por muita gente, ganhou o direito de construir um calendário: a Copa do Nordeste, a Copa do Brasil e o Campeonato Brasileiro da Série D. Nesse meio tempo, conseguiu o acesso para a Série C, mas não parou por aí. O clube sempre quis mais.

Há uma semana, o CSA conquistou mais um acesso. Mais uma etapa foi vencida para a alegria de todos. Todos, sim. Mesmo que grande parte dos torcedores do CRB não pense assim, acho que alguns apaixonados regatianos entendem o que isso representa para Alagoas. A vaga para a Série B fortalece o futebol alagoano, os clubes em especial; a economia do estado; e promove a abertura de empregos diretos e indiretos para todos, independente de serem do CRB ou do CSA. Na minha modéstia opinião, tudo isso é bom demais.

Se existe rivalidade, que essa fique para dentro das quatro linhas, ou seja, o campo de jogo. Agora não interessa quem vai ganhar nos 90 minutos. Isso fica para depois, quando a bola começar a rolar. Hoje, tenho uma certeza: que os maiores clubes de Alagoas vão estar frente a frente, brevemente, dando continuidade a tudo isso, pois entendo que, quando se trata de história, temos o que comemorar. 

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