Acompanhe nas redes sociais:

15 de Novembro de 2018

Outras Edições

Edição nº 941 / 2017

03/10/2017 - 14:41:19

Gabriel Mousinho

Gabriel Mousinho

Malas da corrupção

A recente descoberta pela Polícia Federal de malas de dinheiro em um dos apartamentos em Salvador alugado por Geddel Vieira Lima lança um alerta para as eleições programadas para o próximo ano em Alagoas.

A ex-senadora e ex-vereadora Heloísa Helena já começa a levantar suspeitas sobre a utilização de recursos ilícitos na próxima campanha. Será que existem maletas semelhantes em Alagoas para serem abertas durante o processo eleitoral? Quem sempre se utilizou de recursos suspeitos vai novamente utilizar o mesmo expediente?

Esses questionamentos só serão respondidos a partir do próximo ano, quando as botijas poderão ser desenterradas e iniciar o processo de compra de votos, expediente muito comum no estado de Alagoas em época de eleição.

Até agora, políticos envolvidos em denúncias na Lava Jato juram de pés juntos que todo o dinheiro aplicado nas eleições foi devidamente registrado oficialmente no Tribunal Superior Eleitoral. Resta saber a origem dos recursos, que poderiam, também, fazer parte dos saques contra a Petrobras que faltou pouco para quebrar.

O hábito de se comprar votos em Alagoas, seja por dinheiro, seja por favores políticos em troca de nomeações de cabos eleitorais, não vai e nem deve mudar com facilidade. Somente com a atuação firme da Polícia Federal nos próximos processos eleitorais, é que se poderá esperar uma campanha, se não tão limpa, ao menos dentro dos padrões de razoabilidade.

Essa, não

A Andrade Gutierrez, Odebrecht, OAS e Queiroz Galvão mesmo envolvidas até o pescoço na Lava Jato, estão aptas a assinar contratos com o governo. Menos a Tomé Engenharia, que prestou serviços no Porto de Maceió. Ninguém sabe os motivos.

Sem jeito

Falar em salários astronômicos na Assembleia Legislativa e Tribunal de Contas do Estado com servidores que nunca ou pouco deram um dia de serviço, é chover no molhado. Todo mundo está careca de saber, mas nunca alguém tomou qualquer providência. Agora o deputado Rodrigo Cunha botou o dedo na ferida, mas aos poucos, como é de praxe, o assunto vai sendo esquecido.

Pra que mesmo?

A auditoria feita pela Fundação Getúlio Vargas na Assembleia Legislativa entrou por uma perna de pinto e saiu por uma perna de pato. Pra que mesmo, ninguém sabe. A Mesa Diretora da Assembleia faz de conta que anda tudo às mil maravilhas. Enquanto o Ministério Público e a Polícia Federal não intervirem, vai ser assim pelo o resto da vida.

A coisa é grave

Quando chega ao ponto de um general pregar uma intervenção militar pela zona de assaltos aos cofres públicos que chegou a este país, a coisa é grave mesmo. O general Mourão não sofreu nenhuma punição e o sentimento é de que outros oficiais têm o mesmo pensamento. A população, esta sim, gostaria mesmo de ver todos esses ladrões na cadeia.

Até quando?

O roubo é tão descarado, que a população não aguenta mais os órgãos de comunicação estarem divulgando que encontraram R$ 51 milhões em malas de dinheiro num apartamento em Salvador, que foram roubados bilhões da Petrobras, que venderam unidades do petróleo a preço de banana, que houve saques milionários sobre movimentação de contas na Caixa Econômica e, o mais grave, é que até o ex-presidente Lula está metido nas enroladas.

Rasteira 1

O senador Renan Calheiros não vai perdoar nunca o seu colega Fernando Collor. Ele não digere a surra que levou nas urnas de Geraldo Bulhões quando foi candidato ao governo de Alagoas. Na época, Collor presidente optou por GB, esvaziando a candidatura de Renan Calheiros, que começou com 70% de preferência do eleitorado e terminou perdendo a eleição. Agora, Renan quer dar o troco.

Rasteira 2

Nos bastidores políticos em Brasília, diz o colunista Maurício Lima, de Veja, Renan prepara o filho para disputar o Senado em 2022, mas, para isso, precisa se reeleger e reeleger também Renan Filho. O plano é viável e Collor que se cuide.

Azar

Ao lançar o selo em comemoração aos 200 anos de Alagoas, o governador Renan Filho não esperava que os servidores da instituição entrassem em greve por melhores salários. Com direito a festa no Palácio, o diretor dos Correios, Edmilson Bezerra, demonstrava estar bastante incomodado na solenidade com a situação.

Mais segurança

Como a segurança pública não dá vencimento aos problemas na capital, o vereador e presidente da Câmara, Kelmann Vieira, quer o retorno imediato dos guardas municipais nos postos de saúde de Maceió. Uma forma de preservar o patrimônio público e dar segurança a quem precisa dos serviços médicos.

Tomando o lugar

Aos poucos o deputado e ministro Marx Beltrão vai tentando tomar o lugar do senador Renan Calheiros. Agora ele diz que o Programa do Leite em Alagoas é ele quem resolverá. Entrou no vácuo de Renan, que perdeu prestígio e força junto ao presidente Michel Temer para resolver os problemas do estado.

Mais atuantes

Da bancada federal o senador Biu de Lira e o deputado Arthur Lira estão entre os mais atuantes da representação de Alagoas, em Brasília. Eles se destacam nas áreas da saúde e da Codevasf, levando recursos para os municípios alagoanos.

Obstáculo 1

Mesmo que o deputado federal Ronaldo Lessa queira ir para o governo Renan Filho, o primeiro obstáculo que encontrará será na aprovação do presidente nacional do PDT, Carlos Luppi, que não esconde de ninguém nutrir uma grande antipatia pelo senador Renan Calheiros.

Obstáculo 2

O segundo obstáculo que Ronaldo Lessa encontrará será com Ciro Gomes, pré-candidato à Presidência da República pelo PDT. Ciro Gomes quando fala de Renan Calheiros usa adjetivos nada elogiosos contra o senador.

Crise na saúde 

Josenias, o presidente do Conselho Estadual de Saúde, prometeu fazer uma reunião na porta do Palácio se Renan Filho não recebê-lo. É porque a situação na saúde piorou de vez. Em algumas unidades anda faltando tudo, até fitas para medir a glicose e insulina. “Pra que construir mais hospitais se os que já existem estão desabastecidos e sem leitos?”, questiona Josenias.

Contrassenso

Para o presidente do Conselho Estadual de Saúde, estão construindo um hospital vizinho à Santa Mônica, mas a maternidade enfrenta graves problemas como tantos outros geridos pelo Estado.

Silêncio

O prefeito Rui Palmeira definitivamente não quer falar em eleições este ano. Deixa para tratar do assunto em 2018. Enquanto não decide, outras alternativas estão na ordem do dia do grupo ligado a Rui. 

Sem consenso

O nome de JHC surgiu como uma possível alternativa se Rui não topar disputar o governo do Estado. Mas, nos bastidores, muitos do grupo do prefeito reagem a esses comentários. Ou seja, não confiam em JHC.


Comentários

Curta no Facebook

Siga no Twitter

Jornal Extra nas redes sociais:
2i9multiagencia