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23 de Setembro de 2018

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Edição nº 940 / 2017

27/09/2017 - 08:52:54

As próximas eleições

ELIAS FRAGOSO

Mais uma pesquisa eleitoral no mercado. Agora, a da CNT/MDA que aponta o hepta réu Lula na liderança com 20% das intenções de votos na pesquisa espontânea, seguido do deputado Bolsonaro com 11% e de uma lista de “menos votados” como a indefectível Marina (sempre ausente dos debates nacionais mas que se posiciona em terceiro lugar), os embolados Alckmin/Dória com pequena diferença entre eles e na rabeira o instável Ciro Gomes. 

Se olharmos a pesquisa pelo índice de rejeição fica claro o mega descontetamento da população com os políticos: quase todos os candidatos têm (ou estão muito próximos) índices de rejeição superiores a 50%. E sabemos que numa eleição em dois turnos quem tem mais de 50% de rejeição não se elege. Aécio, Alckmin e Ciro Gomes lideram, nessa ordem, o ranking de rejeição, seguidos muito de perto pelo hepta réu Lula com 50,5% de pessoas afirmando que não votariam nele de nenhuma forma. O recém-chegado Dória já começa com 42% de rejeição.

Se a esses números associarmos os 38% de entrevistados que se declaram indecisos/irão votar em branco ou nulo (não esqueçamos que na recente eleição de governador do Amazonas, este índice superou 50%) chega-se facilmente à conclusão de que a próxima eleição para presidente da República está em aberto. O povo não quer votar nessa turma que está se apresentando como candidato. O surgimento de “outsider” deixa de ser uma improbabilidade e pode se tornar uma possíbilidade real. Com todos os riscos que isso suscita (1990 aí está para comprovar isso).

Objetivamente, estamos indo para uma eleição (com ou sem outsiders) em que mais uma vez é grande a possibilidade da demagogia populista sair vencedora. Nenhum dos candidatos que ora se apresentam tem sequer uma proposta decente de programa de governo. Todos continuam a tradição da politicagem nacional: muitas promessas para serem “esquecidas” (acham eles) após as eleições. Deveriam lembrar daquela que tem um só neurônio e ainda assim avariado que foi apeada do poder exatamente por querer “esquecer” as promessas de campanha (e muitas outras coisas cabeludas ocorridas em seu governo de imperícias).

A opinião pública na mesma pesquisa dá um recado claro: quase 79% da população apoia a Lava Jato. Ou seja, a continuidade da limpeza da vida pública da banda podre do Executivo, do Legislativo e do Judiciário. Esse recado é claro e irreversível. Tentar “melar” as próximas eleições elegendo um candidato do status quo atual é mexer num rastilho de pólvora. Todos sabemos da insegurança social reinante. Que poderá explodir. Os militares inquietam-se e começam a enviar recados claros e o povo, calado, mas não passivo, aguarda as eleições para fazer o mesmo que fez com o PT nas eleições de prefeito: varrer do mapa político a canalha corrupta que assola e desassosega este País. 

Aquele que pretender cair nas graças do eleitor ressabiado terá que provar que não é corrupto, mostrar-se ilibado em sua vida pessoal e profissional e, sobretudo, oferecer um projeto à Nação que contemple a limpeza da sujeira da corrupção endêmica que tomou conta desse país, levando-a a níveis “civilizados” (não sonho com extirpação. É quimera. Levará muito tempo ainda); organize a “casa” com reformas verossímeis (e necessárias); mostre transparentemente os benefícios dessas ações para todos e não para os de sempre; e, apresente um desenho bem formulado e factível da direção a ser seguida  que leve o Brasil a patamares superiores de crescimento e desenvolvimento econômico.

Quem será?

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