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13 de Novembro de 2018

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Edição nº 940 / 2017

27/09/2017 - 08:52:05

Ele voltou. O que será que mudou?

Jorge Morais

No artigo desta semana vou me reportar a uma coisa que acho conhecer um pouco. Nessa trajetória de 43 anos, sem contar com o tempo de clandestinidade, o esporte, em especial o futebol, foi uma coisa quase que diária em minha vida. Garanto que nesse meio tempo procurei aprender muita coisa, e acho que ninguém sabe tudo, li bastante sobre as mudanças implantadas e procurei acompanhar a evolução proposta pelo tempo. Mais de quatro dezenas de anos foram suficientes para saber o que é bom e o que é ruim. Saber o que presta e o que não presta. Saber se vai dar certo ou não vai dar certo. Pelo menos imagino que sei alguma coisa nesse sentido.

Nesses últimos 15 dias, o futebol alagoano conviveu com algumas transformações e situações vexatórias, a partir do rebaixamento do ASA para a Série D, em 2018, fruto da falta de planejamento, das contratações erradas na formação de um grupo de jogadores e do comprometimento que não existiu da cidade com seu único representante em uma competição nacional. Agora, chora-se o “leite derramado”. Agora é tarde e “Inês” está morta. Para aliviar o quadro triste desse ano, a diretoria promete resolver as pendências financeiras e garante que vai ficar para o ano que vem, numa tentativa de recuperar o tempo perdido e o espaço no cenário nacional.

Enquanto isso, em meio a uma tempestade de problemas, o CSA, que perdeu seu técnico, Ney da Mata, e toda uma comissão técnica, praticamente conseguiu garantir uma vaga para a Série B em 2018. Não tem como isso dar errado e não acontecer. A vitória por 2 a 0 no primeiro jogo do mata-mata contra o Tombense, em Tombos/MG, deixou o time com uma espetacular vantagem para o jogo da volta, em Maceió, acima de qualquer expectativa. Até o torcedor mais otimista já se conformava com um empate no jogo anterior, acreditando que, em casa, o CSA manteria a sua invencibilidade e, consequentemente, sem deixar escapar a chance de ganhar a vaga tão sonhada. Foi muito além disso.

Com uma nova comissão técnica - agora com o comando do Flávio Araújo, um campeão de acessos - o CSA conseguiu sair do ambiente hostil e da falta de diálogo para um quadro leve, de entrega e de compromissos entre todos - diretoria, jogadores e preparadores -, na busca pela vaga para a Série B. Mais do que isso, na partida contra o Tombense, o time foi superior e jogou com muita consciência. Sabia o que estava fazendo e o que queria até o final da partida. Pergunto: como é que o mesmo grupo conseguiu fazer isso, em tão pouco tempo de Flávio Araújo? Será que o time de Ney da Mata jogava no fio da navalha? Ninguém aprende da noite para o dia, e foi o que aconteceu com o CSA.

Por fim, veio a situação mais recente, a do CRB. Quando a gente pensava que já tinha visto tudo na temporada, até porque o clube já tinha trocado de treinador, saindo Léo Condé e contratado Dado Cavalcante, fomos surpreendidos na tarde de domingo com a demissão do Dado. Justificativa: o CRB estava precisando de um treinador mais duro, que segurasse as rédeas com mais autoridade e com um discurso mais forte. O CRB queria um “durão” no comando e não um cara fino, educado, que não puxava na orelha de seus comandados. Foi buscar Mazola Júnior. Não que o Mazola não seja um cara educado, mas tem um discurso diferente do antecessor e o grupo sabe disso.

O treinador chegou, faz sua estreia neste sábado (23) contra o Criciúma, no estádio Rei Pelé, garantindo que é um homem mudado, mais equilibrado, e que aposta nos seus conhecimentos para fazer o CRB crescer. Três coisas minha experiência faz apostar: que o treinador não vai reclamar do grupo, já que não pode mais contratar; que não veio para o CSA  por questões pessoais, mas de ideologia mesmo, já que veio para o CRB; e que, em se tratando de Mazola Júnior, ele não vai mudar nunca. Tenho dito... 

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