Acompanhe nas redes sociais:

15 de Novembro de 2018

Outras Edições

Edição nº 940 / 2017

26/09/2017 - 10:04:15

Novelas para salas de cabaré

JOSÉ ARNALDO LISBOA

Eu tive uma infância muito boa, com pais, irmãos, parentes e amigos que, não foram perfeitos, mas fizeram com que eu me sentisse, como se estivesse num paraíso infantil. Brinquei bastante, tomei banhos em bicas, assisti bons filmes, joguei futebol, namorei, estudei, fiz viagens internacionais e para estados do Brasil, me informei, casei, formei dois filhos e estou satisfeito com tudo que já fiz. Como estudante, principalmente na época universitária, fiz minhas farrinhas com amigos, dancei em boates, frequentei ambientes de meretrícios, mas tudo sem exageros, apenas dentro dos limites próprios para um estudante jovem. No frigir dos ovos, não fui nenhum santinho, apenas soube gozar das delícias materiais, como é o sexo e outras satisfações prazerosas. Por que eu estou dizendo tudo isso? É para justificar o assunto aqui enfocado, já que não quero dar uma de santinho, do tipo de pessoas que vivem assistindo todo tipo de novelas, daquelas que apelam para o que mais existe de degradante. 

Hoje em dia, vivemos num mundo muito diferente do mundo de anos passados, da minha infância, já que o modernismo extrapolou as barreiras do imoral, do que é safado, indecente e deteriorante. Parece até que deu a louca no mundo. Pelas novelas que estão sendo exibidas até para crianças, já não existe a decência, o respeito e a educação. Os autores e autoras de novelas, com apoio dos diretores e dos donos das emissoras, estão fazendo o que bem querem, principalmente no que diz respeito à moral e aos costumes. A televisão, através das novelas, bagunçou tudo, ao transformar o mundo num verdadeiro bacanal. Atualmente tudo é permitido e não há limites para as sacanagens. 

Perguntei a algumas pessoas amigas o que achavam dos programas que são exibidos na nossa televisão brasileira. Também perguntei quais os melhores e os piores programas de auditórios e o que acham das nossas novelas. Alguns disseram que nenhum programa prestava, outras pessoas que não assistem a nenhum deles, outras que as nossas novelas são verdadeiras porcarias e outros que já estão cheios de tanta imundície. De um modo geral, disseram que as novelas das nossas televisões só deveriam ser exibidas nas zonas de meretrícios, nos cabarés ou nas próprias salas das casas das atrizes e dos atores, para que seus filhos e filhas assistissem. Pelo que eu ouvi de pessoas amigas, as novelas dessas emissoras só deveriam ser exibidas para as mulheres e filhas dos diretores e para as mulheres e filhas dos autores das tais novelas. As pessoas justificaram suas opiniões dizendo não gostar de novelas com viadagem, lesbianismo, traições, nudismo, sexo animalesco e taras doentias. Chegam a admitir que os autores e autoras das novelas brasileiras são pessoas doentes, complexadas e frustradas e que o elenco não deveria aceitar papéis tão humilhantes. 

Em tempo – O meu ex-aluno de Mecânica Técnica na ex-ETFAL, o ilustre filho de Junqueiro, sr. José Augusto Filho, disse que semanalmente lê meus artigos. Para ele, o meu muito obrigado!     


Comentários

Curta no Facebook

Siga no Twitter

Jornal Extra nas redes sociais:
2i9multiagencia