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23 de Setembro de 2018

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Edição nº 940 / 2017

26/09/2017 - 10:02:56

Gabriel Mousinho

Gabriel Mousinho

Marx x Renans

Uma briga de bastidores tem ficado acentuada nos últimos dois meses com a disputa entre o ministro Marx Beltrão, que se declarou candidato ao Senado em 2018, e Renan pai e Renan Filho, que defendem uma dobradinha política para as próximas eleições.

Como Marx está entendendo que a parada não é nada fácil, a cada dia se afasta mais dos Calheiros, posição que agrada a uns e desagrada a outros. Velho parceiro de eleições dos Renans, o pai de Marx, deputado João Beltrão, trava uma luta interna de família para evitar um racha que se desenha desde algum tempo.

Nesse bolo todo entram vários políticos, inclusive o deputado Olavo Calheiros, que sempre teve uma aproximação política muito grande com os caciques de Coruripe. O problema, agora, é o poder de chegar ao Senado e, pelo que se sabe até agora, Marx Beltrão não abre mão dessa chance, principalmente depois de realizar um bom trabalho à frente do Ministério do Turismo.

O que se avalia no momento é que os Beltrão não estão confiando numa dobradinha com Renan pai para lançar uma chapa puro sangue, governador e senadores e, com isso, ficar no meio do caminho.

Nas andanças pelo interior, observa-se que Marx está mais para os adversários do que mesmo para Renan Calheiros. Como a decisão tem que ser urgente já que a campanha nos bastidores já começou, espera-se que os confrontos, e naturalmente as alianças, sejam definidos até o final do ano. Até lá muita água vai rolar por baixo da ponte.

Chegada turbulenta

O servidor do Estado Ediberto Omena, que agora foi agraciado pelo governador Renan Filho para o Ipaseal, embora esteja sendo investigado pela Polícia Federal por supostas traquinagens com o dinheiro público, é xingado e rejeitado por parte da opinião pública. Basta ver a participação de pessoas em blogs alagoanos quando o assunto é a transferência de Ediberto para o Ipaseal.

Sinecura

Além de se ver com problemas com a Polícia Federal, Ediberto também é acusado de transformar o Hospital Geral do Estado (HGE) em reduto político de pessoas oriundas de sua cidade,  Pilar, e de Murici, terra do governador.

Alívio e tormento

Sua saída da Secretaria de Saúde foi um grande alívio para muitos servidores do Hospital Geral do Estado, mas sua transferência para gerir um alto orçamento financeiro do Ipaseal, foi um tormento para os seus novos comandados. Como se vê, Ediberto pode ser uma unanimidade, mas contra por onde passa.

Derrota de RF

A vitória do professor Henrique Costa para gerir os destinos da Uncisal a partir de novembro próximo foi uma derrota do time ali instalado pelo governador Renan Filho. Ao perder a eleição, professores, alunos e servidores da instituição demonstraram que a gestão da reitora e ex-secretária de Saúde, Rosângela Wyszomirska, chegou ao fim. Para o bem da Uncisal.

Sem voto 

Alguns “poca urnas” em Alagoas estão temerosos de enfrentar o deputado Arthur Lira nas eleições do próximo ano. Dizem até que estão se organizando para “isolar” o deputado de futuras e prováveis coligações. Esses partidos deveriam mesmo era ser alijados do processo eleitoral, já que somente buscam a participação para se locupletarem do percentual que lhes é destinado pela legislação. Quanto aos seus dirigentes, esses não têm meia dúzia de votos.

Faça o que digo

No horário eleitoral do PPS, o presidente Régis Cavalcante falou que é preciso separar os frutos bons dos podres, mas não explicou porque escolheu se aliar ao PMDB, envolvido em graves denúncias no Brasil e em Alagoas.

Correndo

Thereza Collor, que o PPS anunciou a filiação com bastante antecedência, adiou seu projeto, até falar pessoalmente com o presidente Roberto Freire. Thereza não está gostando nem um pouco de se filiar a um partido que se aliou ao PMDB, inundado de graves denúncias na Lava Jato.

A benção do Papa

A revista Época divulga que o ministro do Turismo, Marx Beltrão, vai se encontrar com o papa em outubro. Além de fazer um convite para visitar o Brasil e incrementar o turismo religioso no Brasil, Beltrão “quer tirar uma foto com Francisco e exibi-la de montão na campanha eleitoral de 2018”.

O interessado

A volta do deputado Ronaldo Lessa para apoiar Renan Filho só é boa para Rafael Brito, genro do Otávio Lessa, que está doido para ocupar um cargo importante no governo do Estado. Se essa aliança for levada a sério, o discurso de Ronaldo Lessa para tentar a reeleição fica comprometido, exatamente igual a Régis Cavalcante, que começou a perder a identidade política.

Lideranças abandonadas

Quando as coisas estão dando certo todo mundo é tido como inteligente e competente. Mas a história é diferente quando as coisas começam a dar errado. A prova maior disso foi Divaldo Suruagy, homem que foi tudo que quis em Alagoas até os ventos soprarem contra. Terminou de forma melancólica, isolado e abandonado pelos antigos aliados. Alguns candidatos a deputado estadual que percorrem o estado comentam que é impressionante o número de lideranças políticas magoadas por terem sido abandonadas pelo governador Renan Filho, que sequer as recebem.

Comparação

Se o governador Renan Filho tiver como adversário um candidato competitivo, não será muito fácil a sua reeleição. Algumas lideranças confessam que gostam do estilo do senador Renan Calheiros, que é mais acessível, mas não do estilo do filho, vaidoso e convencido de que sabe de tudo.

Desproporcional

Todo mundo sabe que a eleição de 2014 do governador Renan Filho foi a mais cara da história de Alagoas, deixando até na lanterninha a campanha milionária do ex-deputado João Lyra. Agora os candidatos a deputado estadual e federal da coligação estão esperando a mesma ajuda que tiveram nas eleições de 2014.

Discutiram o quê?

O secretário do Gabinete Civil, Fábio Farias, agora também porta-voz do governo, insiste que em 2017 nunca se discutiu tanto Alagoas em termos de história e cultura do estado. Mas também o povo discutiu o rombo milionário na Secretaria de Saúde, o caos no Hospital Geral do Estado, o aumento da criminalidade e a falta de políticas públicas mais eficientes. Agora dizem que um mutirão vai recuperar o Rio São Francisco. Como o governo tem o hábito de prometer, prometer, prometer, vamos ver se essa promessa vai ser realizada.

Estômago de avestruz

O ex-governador Téo Vilela tem uma grande virtude de esquecer rapidamente momentos constrangedores. No almoço semana passada no Palácio, ele estava lá, abraçando e sorrindo com Renan Filho, que, quando pode, não poupa o governo do tucano de pesadas críticas. 

Amnésia

Do outro lado, também, Renan Filho esqueceu completamente o que Fernando Collor fez quando Renan Calheiros foi candidato ao governo, quando puxou o tapete e fez Geraldo Bulhões governador de Alagoas. E Collor também estava lá, sob a alegação de “tudo por Alagoas”.

Ratada na virada

1Muitos que compareceram na Virada Cultura com 24 horas de eventos, incluindo shows, saíram decepcionados. Além de alguns artistas terem desistido e outros não receberem seus cachês, faltou gente durante os espetáculos. Negócio mal feito, mal organizado, disseram alguns deles sobre a Festa da Virada.

2Não colou a justificativa do governo sobre as bandas e artistas que foram anunciados e descartados de última hora. Se os processos se acumularam na Procuradoria Geral do Estado, porque não tomaram antes as providências? Falha grave, que aborreceu os artistas da terra.

Dever de casa

O vice-prefeito de Maceió, Marcelo Palmeira, devolveu a prefeitura a Rui Palmeira com um elenco de atividades permanentes nos últimos quinze dias. Palmeira visitou obras, acompanhou os trabalhos de recuperação de ruas e avenidas e deu sequência aos projetos implementados pelo prefeito.


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