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18 de Setembro de 2018

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Edição nº 939 / 2017

18/09/2017 - 14:47:51

Um novo aliado no combate ao câncer de mama

Valdete Calheiros Especial para o EXTRA
Nely Moura diz que há apólices com preços para qualquer orçamento

A cada ano em Alagoas cerca de 520 mulheres são diagnosticadas com câncer de mama, tipo de câncer de maior incidência entre o público feminino e também o que mais mata no Brasil. 

A estimativa é da Sociedade Brasileira de Mastologia, representada no estado pelo médico mastologista e cirurgião oncológico João Aderbal Raposo de Moraes.

Os mesmos levantamentos apontam também que o câncer de mama responde por 22% dos novos casos de cânceres registrados no país. Em todo o Brasil, são atendidas 58 mil novas pacientes de câncer de mama, em média, por ano.  

“Atualmente, o câncer de mama é considerado um problema de saúde pública. É o tipo de câncer que mais mata no país. A doença vitima, sobretudo, mulheres entre 50 e 69 anos de idade. A prevenção continua sendo, sem dúvida alguma, o melhor combate à doença”, explicou João Aderbal.  

Há, no entanto, uma grande esperança às mulheres: se descoberto logo no início, as chances de cura do câncer de mama giram em torno de 95%, afirma o médico mastologista e cirurgião oncológico. 

Felizmente, outra boa notícia é que, além da prevenção, o câncer de mama tem perdido a luta para um outro forte aliado das mulheres, o mercado de seguros em Alagoas. 

Seguindo uma tendência do mercado nacional, as seguradoras alagoanas têm feito cada vez mais seguros específicos para as mulheres, especialmente com foco na prevenção da saúde feminina e com vistas a situações comumente registradas no cotidiano do “sexo frágil”. 

Cada vez mais envolvidas com o mercado de trabalho e ainda acumulando os cuidados com a casa, o marido e os filhos, as mulheres deixaram de ser o “sexo frágil” há muito tempo. Nessa mudança de comportamento, deixaram também um pouco de lado a preocupação com a saúde. Até que o relógio biológico deu o alerta.

É o caso da acadêmica de Direito Thays Almeida, 39 anos, que, como muitas mulheres, apesar de acumular dezenas de funções, está sempre de olho no seu bem estar e, por isso mesmo, resolveu entregar sua saúde às seguradoras.

“Claro que nunca pensamos que possa acontecer conosco. Mas como o câncer de mama é o mais comum entre as mulheres e o seguro antecipa o valor em caso de diagnóstico positivo, pensei em garantir, pois nesse caso posso ter uma segunda opinião médica ou fazer um tratamento que, por ventura, o plano de saúde não cubra. Em se tratando de saúde, não custa nada prevenir!”, detalhou.  

Precavida, a futura advogada segurou bens como carro e imóvel, e, principalmente, previdência privada, vida e saúde. A preocupação é de família. Os seguros foram pensados de forma conjunta por ela e pelo esposo.

A decisão de colocar a própria saúde no seguro, explica, é um novo hábito das mulheres que são, segundo ela, mais prevenidas do que os homens. 

E Thays Almeida tem feito mais mulheres procurarem as seguradoras para fazerem o mesmo. “No meu ciclo de amizades algumas acham graça, brincam com o fato de eu ter seguro para praticamente tudo, mas depois que falo sobre os benefícios do produto elas procuram entender melhor e, às vezes, terminam fechando um seguro para elas também!”, contou.

E elas estão certas, em Alagoas foram registrados no ano passado cerca de 120 óbitos de mulheres causados pelo câncer de mama, conforme estatísticas dos órgãos ligados à saúde da mulher. 

Mercado inova para se adaptar à nova mulher 

A corretora de seguros Nely Moura de Mendonça atua no setor desde 1985 e pode falar com propriedade sobre como o mercado segurador vem se transformando ao longo do tempo, inclusive para atender às preocupações das mulheres quanto à saúde, tanto a sua quanto a da família.  

“A mulher tem ocupado papéis de destaque tanto como clientes das seguradoras quanto como corretoras de seguros. Quando iniciei minha atividade profissional fiz parte de um quadro de vendas dento de um universo exclusivamente masculino. Eu era a única mulher.  Foi importante para a minha carreira profissional, enfrentei os mais diversos obstáculos para me colocar de igual com os colegas como também com os clientes que não estavam acostumados a ver uma mulher nesse ramo de negócios. Atualmente a realidade é bem diferente. Tanto que é cada vez maior o número de mulheres corretoras quanto seguradas”, comparou Nely Moura de Mendonça.  

A experiente corretora cita dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para mostrar que os homens não são mais unicamente os provedores das famílias e que as mulheres estão ocupando esse papel com uma jornada muito mais estressante que os homens, pois acumulam os afazeres de dona de casa, mãe e profissional. 

“Portanto, deixou de ser apenas uma preocupação do homem proteger seu patrimônio e sua família. Pensando nesse novo perfil, são oferecidas apólices com opções e coberturas específicas, como indenização especial no caso de diagnóstico de câncer, renda vitalícia por invalidez permanente ou afastamento por doenças graves de suas atividades profissionais, garantindo diárias que possibilitem o pagamento de suas dívidas mensais”, detalhou. 

Como em qualquer outro tipo de cobertura, no seguro de vida também são analisados os perfis das futuras clientes. “No caso do seguro de vida, saúde e previdência, as informações serão dadas através da DPS – Declaração Pessoal de Saúde anexada à proposta ora contratada, podendo a seguradora limitar o tempo de cobertura, alterar a carência ou majorar o valor a ser pago pelo cliente (prêmio de seguro)”, salientou. 

Assim como em quaisquer outros tipos de seguros, os beneficiários podem ser alterados durante a vigência da apólice. Tanto homens como as mulheres pensam em primeiro lugar nos filhos e depois no cônjuge. 

“É óbvio que não desejamos passar por fatalidades, imprevistos ou situações difíceis ao longo das nossas vidas. No entanto, é cada vez maior o número de homens e mulheres que buscam segurar o que lhes é importante”, disse. 

E a corretora Nely Moura de Mendonça garante: mesmo para as classes menos favorecidas há apólices que atendem às necessidades com preços que cabem em qualquer orçamento. 

OUTUBRO ROSA

Embora muito mais raro, o câncer de mama também acomete os homens, numa proporção de menos de 1% dos casos. O principal sintoma é um nódulo endurecido atrás do “bico” do peito, principalmente em pacientes acima de 50 anos de idade.

Entidades de saúde ligadas à prevenção e ao diagnóstico do câncer de mama estão ultimando os preparativos para mais uma edição do “Outubro Rosa”, que se aproxima. Lançada em todo o território nacional, a campanha objetiva conscientizar e orientar as mulheres sobre a importância da detecção precoce do câncer de mama.

Segundo Nely Moura de Mendonça, seguro é coisa séria! Não existe espaço para fraudes. Ainda mais em se tratando de questões ligadas à saúde Quando feito com um corretor de seguros, o seguro garante tranquilidade, segurança, bem-estar e confiança necessária de que o segurado está fazendo o melhor para si e sua família. 

“O seguro é, literalmente, a solução para enfrentar os imprevistos que possam surgir na vida de qualquer pessoa. Ao comprar uma apólice de seguro, tanto o homem quanto a mulher devem procurar sempre um profissional devidamente registrado na Susep (Superintendência de Seguros Privados). Assim como devem desconfiar de propostas que oferecem coberturas com preços muito aquém da realidade de mercado, obter informações sobre esse profissional, através de clientes que ele indique e buscar o Sindicato dos Corretores de Seguros de Alagoas, que possui a lista de todo os profissionais que operam em nosso estado. De resto, é confiar na intuição feminina que, vamos combinar, é tão segura quanto uma apólice!”, explicou.

Números do câncer de mama

1 – Cerca de 25% dos casos de câncer em mulheres no mundo são de mama. Segundo a Organização Mundial da Saúde, a cada quatro tipos de câncer que as mulheres, um é de mama. 

2 – O câncer de mama é o tipo de câncer que mais leva as mulheres a óbito. 

3 – Este ano, a estimativa é que sejam registrados 58 mil novos casos de câncer de mama em todo o Brasil. 

4 – No Sudeste do país, estão registrados 51,3% dos casos de câncer de mama. 

5 – Quanto mais cedo o câncer de mama é descoberto, mais altas são as taxas de sucesso do tratamento. De acordo com a Sociedade Brasileira de Mastologia, quando detectado no início o câncer de mama registra 95% de chances de cura. 

6 – Trinta por cento dos casos de câncer de mama podem ser evitados com hábitos saudáveis. Entre as recomendações dos especialistas estão a prática regular de atividade física, a alimentação saudável, a manutenção do peso adequado, o hábito de amamentar, além de evitar o consumo de bebidas alcoólicas.

7 – Em torno de 66% dos casos são descobertos pelas próprias pacientes, através do autoexame. O dado reforça a importância do autoexame e da observação das mudanças no corpo para a prevenção da doença, mas, principalmente, de procurar tratamento e orientação médica. 

8 – Excesso de gordura abdominal aumenta em 74% o risco de câncer de mama.

9 – Mamografia: o Ministério da Saúde recomenda exame preventivo para mulheres entre 50 e 69 anos.

10 – Lei determina início do tratamento em até 60 dias. A Lei 12.732 de 2012 prevê que o tratamento contra o câncer no Sistema Único de Saúde (SUS) deve começar em até 60 dias após o diagnóstico. Essa determinação vale para todos os tipos de câncer, incluindo o câncer de mama. No entanto, segundo o Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem, o tempo médio de espera para uma radioterapia no Brasil, por exemplo, é de 120 dias, realidade bem distante da previstas em lei. 

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