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18 de Novembro de 2018

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Edição nº 939 / 2017

18/09/2017 - 09:40:52

Sobrevivendo à crise

Alari Romariz Torres

Prisões, delações, medo, ironias! Tudo isso tem acontecido com políticos e empresários nesse nosso país sofrido.

O dinheiro público é roubado, mal administrado e as vítimas são o pobre, a classe média e até os ricos.

Acabaram, literalmente, com o Rio de Janeiro! Foi tanto desvio de verbas para políticos e empresários que o Estado faliu e procura ajuda da Federação. 

Vivemos em Alagoas, uma parte do país tida como pobre, mas que já serviu para enriquecer muita gente. Lembro-me de um deputado Eetadual, matuto, com defeito na fala, que emprestou valores altíssimos aos companheiros do Legislativo. Havia “laranjas” que negociavam com o dinheiro dele e também ficaram ricos.

O filho do parlamentar já se elegeu várias vezes, gastando verdadeiras fortunas no decorrer da campanha. Interessante é o pagamento depois das eleições: vai para a Mesa Diretora e recompensa os companheiros que o escolheram com salários gordos e ilegais.

E lá se vai o dinheiro público! Os empresários pagam elevadas propinas aos políticos. Eleitos, os moços precisam retribuir o que receberam. Ganham cargos públicos para distribuir com seus assessores e estes facilitam os negócios de seus financiadores, abrindo as portas de órgãos estaduais e federais para negociatas e obras superfaturadas.

Esquecem-se os eleitos que, por trás de tais mecanismos, existe um povo sofrido que vai ficar sem saúde, sem educação, sem justiça, sem salários.

Depois que secam os cofres estatais, surgem as medidas de economia para diminuir o deficit público, isto é, o buraco que cavaram, agora com o nome de ajuste fiscal. Vem um maluco na TV e diz: precisamos diminuir as despesas, reformar a previdência, fazer modificações na lei eleitoral, cortar gastos com os servidores. Nós, então, vamos “pagar o pato”.

Em Alagoas, os Poderes se enchem de comissionados. O pior de todos é o Legislativo: são 900 assessores, com salários dobrados. E ninguém desconfia como cada deputado fatura 300.000 reais por mês. A economia cai sobre os funcionários ativos e inativos.

De vez em quando, a imprensa noticia que o Executivo vai demitir centenas de comissionados para economizar. O Judiciário é mais comedido; faz concursos periodicamente. Entretanto, todo fim de ano valores bem altos são pagos a juízes, desembargadores e servidores do TJ. Dizem que tais prêmios são provenientes de determinado fundo.

No âmbito federal cortam reajustes de servidores, reduzem as verbas das Forças Armadas, de alguns ministérios, mas o Congresso Nacional gasta milhões de reais para manutenção das duas Casas. Um motorista do Senado recebe um salário maior que um coronel do Exército. Há deputados que gastam 68 bilhetes aéreos por mês. A economia só se faz com as classes menos privilegiadas e sofredoras

A classe média está mais pobre. Poucos casais se dão ao luxo de ter empregada doméstica. A realidade de hoje é ter diarista uma ou duas vezes por semana. Nas cidades grandes o carro virou luxo. As pessoas vão trabalhar de uber ou de metrô. As famílias fazem um grande sacrifício para pagar o colégio dos filhos. Os planos de saúde viraram SUS e a indigência voltou a existir, paga pelo Estado.

Os pobres vivem na miséria. As favelas se multiplicam nas periferias urbanas. A violência se estendeu para as pequenas cidades.

E os políticos continuam recebendo propinas, se preparando para as eleições vindouras. O Brasil virou o país dos contrastes: de um lado, políticos se locupletando com o dinheiro público; do outro, o povo sofredor ganhando menos, mudando hábitos antigos, cortando restaurantes, encolhendo as festas, educando os filhos com muita dificuldade.

Aquele que não aprender a sobreviver nesse furacão chamado crise, com certeza, morrerá ...DE RAIVA!!!

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