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25 de Setembro de 2018

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Edição nº 939 / 2017

18/09/2017 - 09:40:07

Um scroker de marca maior

Jorge Morais

Esta semana ouvi a palavra scroker, depois de longos anos, sendo pronunciada pelo radialista França Moura em seu programa Cidadania, na Rádio Correio, para definir melhor o que representa para a sociedade o empresário Joesley Batista. Quando se usa esse termo, boa coisa não está se dizendo. Por trás disso existe um personagem da pior espécie, repugnante, etc. etc. e etc. Mesmo sabendo disso, fui ao meu auxiliar direto, o google, para saber a melhor resposta sobre a palavra scroker (escroque). Diz lá: “substantivo masculino de aquele que se apodera de bens alheios por meios ardilosos e fraudulentos”. A fonte foi o Dicionário Houaiss.

Nada foi mais repugnante ou sacana do que a forma como o megaempresário da JBS se utilizou para tramar ou montar todo o seu esquema criminoso aos cofres públicos e aos agentes bancários, corrompendo políticos e empresários desse país. Dizer que Joesley Batista, e sua turma de assessores não menos perigosos do que ele, fizeram, não deixa nenhuma dúvida quanto à sua astúcia pelos meios ardilosos e fraudulentos com que agiram. Ardiloso: que se utiliza de ardis, de esperteza, de manha para conseguir o que pretende; que é sagaz, astucioso, manhoso, enganador, velhaco, espertalhão.

                                                                   

Por outro lado, fraudulento (esquema ilícito ou de má fé criado para obter ganhos pessoais, apesar de ter, juridicamente, outros significados legais mais específicos, onde os detalhes exatos divergem entre as jurisprudências). Pois bem: analisem o que representa ser ardiloso e fraudulento e vejam se não é cara do Joesley Batista, um cidadão, acima de tudo, asqueroso diante das gravações feitas, depoimentos prestados à Procuradoria Geral da República, à Polícia Federal e à imprensa nacional. Asqueroso (que causa asco, nojento, imundo, sujo, baixo, indecente). Senhores e senhoras, esse é, sem pestanejar, o bandido do Joesley Batista.

 Existem alguns ditados que representam muito bem o que ocorreu com o milionário da JBS: “aqui se faz, aqui se paga” e “o feitiço virou contra o feiticeiro”. Estava na cara de todo mundo, menos dos procuradores da PGR, que tudo aquilo não passava de uma armação dos Batista para levarem vantagem em alguma coisa no final. Pensavam eles que ficariam livres e soltos para o resto da vida, gozando das benesses recebidas ao longo desse jogo todo e dos negócios nos esquemas montados com políticos brasileiros, com o beneplácito (anuência, aprazimento, aprovação, aquiescência) da própria justiça. Mas, a casa caiu de vez. O outro irmão pilantra e metralha, Wesley Batista, também foi parar na cadeia, mas ainda falta muita gente percorrer o mesmo caminho.

 Quando o Joesley Batista disse que na sua última gravação com o Ricardo Saud não passava de uma conversa de bêbados, acusando de fazer parte do esquema o procurador Rodrigo Janot, o ex-procurador Marcelo Miller e ministros do Supremo Tribunal Federal fico com a primeira ou a segunda versão dele? O problema maior agora é que qualquer coisa que venham dizer Joesley e Saud para a Polícia Federal sempre vai ficar uma ponta de suspeita, uma dúvida cruel quanto às suas palavras, pois não saberemos nunca quando eles estarão apresentando uma versão verdadeira quanto aos fatos narrados ou estarão cheios de “cachaça”, mesmo que no xadrez da PF ainda não esteja sendo oferecido nenhuma bebida alcoólica. Que pena!


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