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16 de Novembro de 2018

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Edição nº 939 / 2017

18/09/2017 - 09:17:23

Meio Ambiente

Sofia Sepreny da Costa

Crustáceo “captura” boneca

Um crustáceo que “capturou” a cabeça de uma boneca de plástico para usá-la como sua casa foi fotografado e ilustrou um grande problema nos oceanos. Identificado como um caranguejo-dos-coqueiros, o crustáceo e a boneca mostram um grave problema para as populações marinhas: a poluição dos oceanos e de áreas litorâneas. Com o aumento de dejetos em tais regiões, a fauna começa a buscar alternativas para a falta de recursos naturais e que, além do caso do crustáceo, podem vitimar, por exemplo, tartarugas que ingerem sacolas plásticas como se fossem águas-vivas.

Crise hídrica 

Segundo especialistas, apesar da grave crise hídrica na região do Vale do São Francisco e no reservatório da barragem do Sobradinho, não haverá um comprometimento na distribuição de energia para o Nordeste. O setor elétrico tem fontes alternativas que garantem uma segurança energética para o Nordeste, entre elas as eólicas e térmicas. A vazão mínima em Sobradinho baixou de 1.300 m³ por segundo em 2013 para 550 metros³ em setembro de 2017. Segundo o diretor de Operação da Companhia Hidroelétrica do São Francisco (Chesf), João Henrique de Araújo Franklin Neto, a preocupação da Chesf é com a garantia do abastecimento humano e projetos irrigação e não com questão energética.

Coral-sol 

O pólipos do coral-sol é uma espécie bioinvasora que tem ocorrência registrada na região oceânica brasileira. Por ser um espécime bastante encontrada em casco de navios e em plataformas marinhas de extração de petróleo, a equipe do Instituto do Meio Ambiente de Alagoas decidiu realizar uma ação de prevenção para observar a existência do invasor na região portuária da capital alagoana. A atuação corresponde a uma das medidas preventivas adotadas para evitar a infestação desse tipo de organismo. Embora os corais-sol tenham uma bela aparência, com cores vibrantes, eles podem causar grandes prejuízos para o meio ambiente. 

Reserva Amazônica

A Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Juma, localizada às margens da BR-319, no Amazonas, zerou o desmatamento. O projeto desenvolvido na área tem promovido a geração de renda e a defesa da floresta pela comunidade local. Nos últimos anos a redução das taxas de devastação foi significante. Os dados mais atualizados do governo federal são de 2015 e mostram que não foi registrado nenhum novo desmatamento. 

Rio Tocantins

O Senado vai discutir a possibilidade de transposição do Rio Tocantins para o Nordeste. O pedido para audiência pública foi aprovado pela Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR). A vazão do reservatório de Sobradinho, por exemplo, que ajuda a regular o Rio São Francisco, caiu mais pela metade entre 2013 e 2017. Hoje o lago tem pouco mais de 8% da capacidade de armazenamento. 

Natureza x encalhe de baleias 

Novo estudo culpa tempestades solares por encalhe em massa de baleias. Tempestades solares, responsáveis pelo fenômeno conhecido como aurora boreal, podem ter sido responsáveis pelo encalhe de 29 cachalotes (um tipo de baleia) em praias do Atlântico Norte no ano passado. É o que diz um estudo de cientistas da Universidade de Kiel, na Alemanha. Eles dizem que perturbações magnéticas podem ter interferido no senso de direção das baleias e desviado o grupo para águas rasas. Todas as cachalotes morreram. Na autópsia, cientistas ficaram intrigados com o fato de que, em sua maioria, o organismo dos animais não exibia sinais de desnutrição ou doenças. E que os cetáceos eram jovens.

Cidades sustentáveis  

Donos de imóveis em Belo Horizonte (MG) podem ter um desconto no valor do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) se o projeto de um vereador virar lei. Para isso o contribuinte terá que cumprir certas exigências, que incluem medidas de redução do impacto ambiental e eficiência energética. Assim, terá direito a descontos progressivos no imposto, que podem chegar a 10%. Farão jus ao benefício aqueles imóveis que receberem o certificado emitido pela prefeitura em decorrência da aplicação de ações de sustentabilidade, como uso de equipamentos economizadores de água, sistemas de aquecimento solar, elevadores com regeneração de energia elétrica, implantação de bicicletários e de estrutura para coleta seletiva, dentre outros. Bem que isso poderia ser realidade em Maceió também, não é?

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