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18 de Novembro de 2018

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Edição nº 938 / 2017

11/09/2017 - 15:38:18

Coisa de política II

CLÁUDIO VIEIRA

As coisas de política (a conotação é pejorativa, lembram-se?) acontecem amiudadamente nesta Pátria amada. É só ter olhos para ver, e lá estarão as tais coisas. A recente caravana de Lula (simulacro de Coluna Prestes) tem produzido, como de esperar, suas coisas. Vejamos ao menos esta: disse e repetiu o ex-presidente que os governos do PT criaram 20 milhões de vagas de emprego. Na verdade foram l6 milhões, e o equívoco a maior não desdoura a afirmativa. Mas, o petista “esqueceu” de acrescentar que ao final dos governos petistas, Dilma Rousseff legou ao País um déficit de 14 milhões de empregos. Então nesse particular o legado petista, e naturalmente do ex-presidente, foi, na verdade, o desemprego em massa.

Outra recente coisa de política, bem típica da práxis brasileira, são as discussões sobre a reforma da previdência. Não há muito o PT, nos seus governos Lula e Dilma, defendia a tal reforma, considerando inevitáveis complicações de caixa em anos futuros, uma vez que o rombo do setor, já existente, não parava de crescer. A necessidade de solução era urgente, urgentíssima. Bastou outro governo, de outro partido, meter-se a reformar a previdência, para os petistas mudarem de opinião. Agora não há mais rombo, apenas incapacidade de governar. Voltando ao poder, bradam novamente, o PT solucionará o problema previdenciário. Como? Se acontecer a pretensão petista, a reforma tornar-se-á imperiosa, claro. Assim, o atendimento ao interesse da população, esses são relativizado por quem está fora e pretende o poder. 

Alagoas também não fica fora das coisas de política (expressão sempre pejorativa, lembremo-nos). Com razão o governo estadual reclama da falta de assistência do Palácio do Planalto. Diz-se retaliado porque o governador e seu pai bandearam-se para o lado lulista, negando ao partido que pertencem a fidelidade, mesmo crítica, que deveriam prestar. Mas, Alagoas tem dois ministros de estado e uma maioria da bancada que apoia o governo federal. Ora, se Alagoas está à penúria, a lealdade dos seus representantes deveria ser ao povo alagoano, esquecendo as querelas locais, os seus próprios interesses, que são insaciáveis, e lutando pelos préstimos federais em favor dos alagoanos. 

Vejam, pois, que a causticidade crítica do cronistas está sempre bem alimentada por coisas de política como essas.

CORRIGENDA – A crônica da semana passada, de titulo homônimo, registrou: “se não retirarmo-los à força de onde estão”. Ao ouvido do cultor da “última flor do Lácio”, a frase soou como agressão. É que a negativa (não) inadmite ênclise ou mesóclise. Então, no caso, o correto será a próclise. Assim, “se não os retirarmos à força” é o correto. Desculpem o desatento cronista.

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