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25 de Setembro de 2018

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Edição nº 938 / 2017

07/09/2017 - 19:46:35

Usinas de Minas prestes a serem vendidas

Leilão milionário deverá acontecer ainda este ano

José Fernando Martins [email protected]
Triálcool, em Minas Gerais, deve ser levada a leilão ainda este ano

O leilão para a venda das usinas Triálcool e Vale do Paranaíba, ambas pertecentes à Massa Falida da Laginha e localizadas em Minas Gerais, deve acontecer ainda em 2017. Os empreendimentos estão em processo de reavaliação de valores. A informação foi dada pelo leiloeiro Renato Schlobach Moysés. 

A empresa contratada para o serviço foi a Agriplanning, que vai realizar consultoria e pesquisas de mercado. No último balanço, em 2014, as usinas, localizadas nas cidades de Canápolis e Capinópolis (MG), que chegaram a gerar cerca de 100 mil empregos diretos e indiretos na região, foram avaliadas em cerca de R$ 430 milhões. 

“A empresa está realizando um trabalho de checagem de valores das avaliações realizadas anteriormente”, explicou Moysés. De três anos para cá, diversos impasses aconteceram em torno das usinas mineiras: de empresa espanhola interessada a abertura de envelopes de propostas fracassadas. Sem contar os obstáculos que os herdeiros do ex-usineiro João Lyra impuseram no processo. 

O leilão das usinas ainda não tem data marcada. “Mas, estamos fazendo isso o mais rápido possível para possibilitar a venda em breve. Com certeza, o leilão será ainda neste ano”, informou o leiloeiro. 

De acordo com assessoria do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ-AL), “a administração judicial da Laginha informa que atualmente está sendo feita a verificação da avaliação do valor desses bens. A avaliação existente foi utilizada para as outras tentativas de venda, mas está sendo verificada. Após essa verificação, será possível marcar uma nova data para o leilão”.

Caso realmente aconteça, será o terceiro leilão de bens do império falido do Grupo JL. O primeiro terminou no dia 14 de agosto arrecadando R$ 814 mil com a venda de um apartamento, sala comercial e aeronave. “As disputas foram muito boas, especialmente da aeronave e um dos imóveis”, destacou o leiloeiro.

Com a falta de lances na primeira praça, que começou no dia 26 de julho, os bens tiveram uma queda de preços de até 60% do valor avaliado. 

Dos itens ofertados, o único que não foi vendido foi a sede do grupo, localizada no bairro de Jacarecica, em Maceió, avaliado em R$ 15,7 milhões. Para tentar novamente vender a sede, um segundo leilão está sendo organizado. 

A hasta começará no dia 2 de outubro, a partir das 14h, sendo encerrada no dia 17, no mesmo horário. O lance inicial deverá ser de, no mínimo, 50% do valor em que o imóvel foi avaliado judicialmente. A venda está condicionada a posterior aprovação dos magistrados nomeados para atuarem na ação de falência da empresa, do Ministério Público Estadual (MPE) e do administrador-judicial. 

O pregão eletrônico estará disponível no portal www.canaljudicial.com.br/superbidjudicial. A descrição detalhada e as fotos do imóvel também estão disponíveis no portal. Segundo o edital de leilão, o imóvel será vendido em caráter “Ad Corpus” e no estado em que se encontra. 

 Os lances poderão ser ofertados por viva voz ou pela internet, através do portal eletrônico.

ESTIMATIVAS

Já o quarto leilão não deve acontecer neste ano, porém, faz parte da programação da administração judicial. “Ainda estamos levantando alguns bens para inserir num próximo leilão. A princípio envolverá os ativos rodantes, como caminhões e  tratores”, salientou Moysés.                    

Em 2016, o juiz responsável pelo processo falimentar à época, Kléber Borba, tentou levar à leilão diversos bens inservíveis, como caminhões, tratores, reboques, motocicletas, entre outros. Em quase 300 itens com total avaliado de R$ 2,8 milhões. No entanto, a hasta não chegou a acontecer por entraves judiciais. 

EM TEMPO

Falta transparência no trabalho da administradora judicial Lindoso e Araújo Consultoria Empresarial Ltda. Desde a mudança de gestão da Massa Falida, o jornal EXTRA DE ALAGOAS não foi atendido uma vez sequer pela empresa para colhimento de detalhes de um processo judicial do interesse de milhares de trabalhadores e credores que esperam receber dívidas milionárias. A última atualização do site www.grupojl.com.br aconteceu no dia 26 de julho. 

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