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16 de Novembro de 2018

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Edição nº 938 / 2017

07/09/2017 - 19:41:39

Deputados usam e abusam das passagens aéreas

Nivaldo Albuquerque pede para ser reembolsado por 68 bilhetes só em agosto

José Fernando Martins [email protected]
Nivaldo Albuquerque é o que mais gastou em bilhetes aéreos

Só no mês de agosto, o deputado federal por Alagoas Nivaldo Albuquerque (PRP) gastou R$ 37.212,28 com a emissão de bilhetes aéreos bancados pela Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar. Segundo Portal da Transparência da Câmara dos Deputados, foram 68 emissões expedidas em um único dia, 1º de agosto.

Sendo assim, Albuquerque foi o parlamentar que mais gastou com esse serviço, que representa mais de 30% dos gastos da bancada alagoana nos meses de julho e agosto.As despesas com a emissão de bilhetes aéreos chegou a R$ 125.452,32, sendo que somando todos os outros tipos de gastos, os parlamentares usaram R$ 377.550,28 do chamado cotão.

Analisando o bimestre, o filho de Antônio Albuquerque gastou R$ 39.557,94 em 77 voos, ficando em primeiro lugar no ranking. Em seguida está o tucano Pedro Vilela, com 33 emissões de bilhetes resultanto R$ 15.707,71 no mês de julho, além de 13 em agosto, nos valores de R$ 6.043,74. Um valor total de R$ 21.751,45.

Em terceiro lugar está o deputado federal João Henrique Caldas, o JHC (PSB). O filho do ex-deputado João Caldas usou 18 bilhetes em julho e sete em agosto, resultando na despesa de R$ 13.756,94. Logo atrás estão Givaldo Carimbão (PHS), com 17 bilhetes e custo de R$ 12.557,93; e Cícero Almeida, agora no Podemos, com 14 bilhetes no total de R$ 10.620,32.

GASTO BIMESTRAL

Apesar de ser um dos deputados que mais gastou com bilhetes aéreos, Pedro Vilela, analisando as despesas totais dos meses de julho e agosto, é osegundo entre os alagoanos que menos deu despesas à Cota da Câmara. Nesses dois meses, Vilela utilizou R$ 23.204,62. Já Arthur Lira (PP) foi o mais econômico, pelo menos conforme o Portal da Transparência:  R$ 22.012,76.

No outro lado da ponta está Ronaldo Lessa (PDT) com gastos de R$ 59.958,39, junto a Nivaldo Albuquerque com R$ 54.917,98; e Rosinha da Adefal (PT do B), com R$ 54.917,98. Paulão (PT) ficou em quarto lugar na gastança: R$ 47.190,37. E Cícero Almeida ocupa a quinta posição com despesas de R$ 43.663,18. JHC aparece com gastos de R$ 40.424,65 e Givaldo Carimbão com R$ 38.458,71. 

O valor total bimestral da bancada alagoana na Câmara chegou a R$ 377.550,28 que, apesar de parecer um grande montante, é inferior ao gasto do mesmo período no ano passado, que totalizou a meio milhão de reais, mais especificamente: R$ 563.268,67.

SENADO

Nos meses de julho e agosto, o senador Benedito Lira (PP) usou R$ 13.514,25 da cota com passagens aéreas. Renan Calheiros utilizou apenas em julho a quantia de R$ 6.328,79 no mesmo serviço. O Portal da Transparência não apontou gastos em agosto. Já o ex-presidente e senador Fernando Collor não registrou gastos com passagens durante todo o ano. 

No entanto, só em julho, Collor teve despesas de R$ 38.500,96 apenas com segurança privada. Calheiros e Lira não possuem gastos referentes ao setor. Outra discrepância aparece em uso de serviços postais. Desde o começo do ano, Collor gastou R$18.062,26 com os Correios e Renan Calheiros teve despesas de R$7.239,00. Enquanto isso, Lira não passo dos R$ 777,57.

Entenda o que 

é a cota 

A Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar – CEAP (antiga verba indenizatória) é uma cota única mensal destinada a custear os gastos dos deputados e senadores exclusivamente vinculados ao exercício da atividade parlamentar. Segundo a legislação da Câmara Federal, o uso da CEAP, determina que só podem ser indenizadas despesas com passagens aéreas; telefonia; serviços postais; manutenção de escritórios de apoio à atividade parlamentar; assinatura de publicações; fornecimento de alimentação ao parlamentar; hospedagem; outras despesas com locomoção, contemplando locação ou fretamento de aeronaves, veículos automotores e embarcações, serviços de táxi, pedágio e estacionamento e passagens terrestres, marítimas ou fluviais; combustíveis e lubrificantes; serviços de segurança; contratação de consultorias e trabalhos técnicos; divulgação da atividade parlamentar, exceto nos 120 dias anteriores às eleições; participação do parlamentar em cursos, palestras, seminários, simpósios, congressos ou eventos congêneres; e a complementação do auxílio-moradia. O valor máximo mensal da cota depende da unidade da federação que o deputado representa. Essa variação ocorre por causa das passagens aéreas e está relacionada ao valor do trecho entre Brasília e o Estado que o deputado representa.

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