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22 de Setembro de 2018

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Edição nº 937 / 2017

04/09/2017 - 21:05:35

Para onde vamos?

ELIAS FRAGOSO

Já disse isso, mas não custa repetir. Estamos vivendo uma das quadras mais difíceis enquanto povo e Nação e nossos líderes e dirigentes, não estão nem aí.

30 milhões de desempregados (é preciso contar os que desistiram de procurar emprego), a rapinagem, agora menos acintosa, continua em todos os níveis, apesar da Lava Jato; a cúpula dos “iluminados” que comanda este país em todos os níveis prepara o bote final para acabar com a Lava Jato; congressistas a cada dia inventam mais uma saída mirabolante que lhes assegure a reeeleição; ministro do Supremo se arvora em defensor da impunidade e quer revertar a regra da prisão em segundo grau, libera o compadre da cadeia e manda os procuradores para aquele lugar...

E o que dizer desse governo fantoche totalmente imobilizado, sem capacidade de aprovar sequer as reformas meia sola propostas ( e que muitíssimo provavelmente nada fará em termos de privatização, apesar do carnaval de marquetagem) totalmente à mercê da sequência caudalosa de escândalos por ele provocado (parece que o procurador geral vem com mais chumbo grosso prá cima do Sr. Temer), desmoralizado pela “coalizão” que o “apoia” no Congresso e pelos lobbies de todas as tonalidades que ali vicejam e  desvirtuam os projetos em prol dos seus interesses imediatos? A base congressual desse governo é de altíssimo custo. Para nós, claro!

O buraco fiscal que só aumenta é outra face negra dessa gestão. Prova concretamente sua incapacidade de propor medidas saneadoras efetivas ao invés de, “banqueiramente”, insistir em impingir à população restrições de toda a ordem (esta semana avançou sobre a grana do PIS que as pessoas já tinham direito de sacar e sarcástrica e cinicamente parcelou o seu pagamento se arvorando de estar fazendo uma boa ação em favor dos que estão tendo seus direitos espoliados!) com severos cortes de recursos em áreas altamente sensíveis. Caminhamos céleres para agudizar mais ainda essa questão com a maior precarização (se é que isso ainda é possível) dos serviços essenciais de saúde e segurança, por exemplo. Basta ver o que já está acontecendo.

O Governo Temer acabou a algum tempo, mas no deixará sequelas de curto, médio e longo prazo. A interminável sequência de desordens e escândalos transfomou o desarranjo institucional na nova condição de temperatura e pressão do país. O ceticismo dos brasileiros (os 5% de apoio a este governo é a face mais visível disso) justifica-se. A população só espera o pior das “lideranças” do país. Dos três níveis de governo. 

E sua resposta ainda surda e aparentemente passiva, não tarda. De novo: venho alertando a meses para o perigo de uma conflagração social aberta (porque sorrateiramente ela já acontece, em especial nas periferias contra os pobres e aqueles classificados como minorias). O povo não pode pagar pelos erros de seus governantes, congressistas, políticos de toda ordem e, pasmem, até de juízes das mais altas cortes.

Qual o cenário para daqui a um ano quando teremos eleições? A decomposição das imagens públicas desses senhores tisnadas por escândalos e corrupção generalizada certamente terá resposta nas urnas (agora mesmo no Amazonas, 50% dos eleitores deixaram de votar em alguém...). Quais os caminhos possíveis? 

Existem saídas. Estamos vivenciando inédita oportunidade para o surgimento de novos líderes, venham eles do meio empresarial, das organizações sociais ou até mesmo dentre alguns poucos políticos não envolvidos nessa patifaria sem fim. Essa nova energia pode ser o motor para oxigenar a atividade política, renovar quadros e expurgar os carreiristas voltados apenas para os seus umbigos. Essa energia nova será a base para legitimar a inadiável reestruturação de partidos e de processos na atividade política. 

Mas, esses novos atores, precisam antes de mais nada surgirem no proscêncio político. E mais: apresentarem propostas que nos faça acreditar no renascimento do Brasil para os brasileiros e não para os locupletadores de sempre. Elas não podem ficar apenas no combate à corrupção. Precisam nos mostrar o rumo a ser seguido. O projeto de Nação que almejamos.


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