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13 de Novembro de 2018

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Edição nº 937 / 2017

04/09/2017 - 21:04:43

A guerra está deflagrada

Jorge Morais

Pelo menos na mídia, a eleição de 2018 já começou. Mesmo que, declaradamente, se tenha apenas um candidato - que é o governador Renan Filho -, os meios de comunicação se apresentam, nesse momento, como o principal caminho para se chegar ao eleitor. Independente do veículo - se rádio, jornal, site, blog ou televisão -, não existe mais dúvida quanto a isso, pois, diariamente, as notícias postadas apresentam um viés político para agradar ao grupo A ou ao grupo B, mesmo que esse B ainda não seja conhecido, vivendo-se, portanto, de especulações em torno de nomes, ou do principal deles, o prefeito de Maceió, Rui Palmeira, pela oposição.

Como o prefeito já disse por diversas vezes que só trata do assunto no ano que vem e, para muita gente pode ser tarde para as alianças políticas, um bloco da mídia está se encarregando de fazer o contraponto do trabalho do governador que, diariamente, percorre as rodovias alagoanas, pavimenta acessos de muitos municípios, garante mais saúde, distribui ambulâncias e viaturas policiais, promete mais segurança e melhorias para todos, os que são diretamente ligados pelos laços políticos ou não. Independe. Nesse momento, vale tudo, inclusive, usar a mesma mídia para se defender de fatos que possam trazer problemas e preocupações para o governador, como nos últimos dias os relacionados com a saúde pública do estado.

Pelo que foi dito, escrito e mostrado tem muita gente apostando numa reeleição confortável de Renan Filho, mesmo que esse conforto todo não seja visto nas últimas pesquisas encomendadas, quando não se tem muitos candidatos anunciados. Por outro lado, tem o grupo a favor que tenta convencer o prefeito Rui Palmeira a sair candidato. E, como costuma dizer o radialista França Moura, tem ainda o grupo do a favor contra, que vai negociando, conversando, trocando algumas ideias para consumo interno com todo mundo que aparece pela frente, especialmente aqueles com mais chances de vencer a eleição do ano que vem.

Como, para o desespero de muita gente, Rui Palmeira não abre o jogo e nem deixa nenhuma brecha até agora, Renan Filho joga no ataque, escalou uma equipe de peso, principalmente no tocante a obras pelo estado, tendo a frente seu principal artilheiro, o ex-ponta esquerda do CSA, engenheiro Mozart Amaral, homem de inteira confiança do governador, para tocar as principais obras e projetos do Governo de Alagoas. Além disso, começou a cooptar nomes e partidos que possam fortalecer o grupo, como o PPS, de Régis Cavalcante, e o PDT, de Ronaldo Lessa, prometendo não ficar só nesses.

Alguns namoros podem ser reatados, como é o caso com o Partido dos Trabalhadores, de Luiz Inácio Lula da Silva, que teve uma recepção de estadista quando visitou o estado, recentemente, mesmo sabendo que o PMDB, do senador Renan Calheiros e do governador Renan filho, poderá apresentar candidatura própria à Presidência da República, mesmo sem nome para tanto e que eu não acredito nessa possibilidade. Hoje, o PMDB está mais para coadjuvante em 2018 do que para ator principal, fruto do desastre da gestão no país, das constantes denúncias envolvendo o presidente e das medidas impopulares assumidas.

Por enquanto, vamos continuar assim, com a guerra deflagrada pela mídia. Alguns por interesses pessoais; outros de olhos bem abertos para o melhor que o futuro possa lhe reservar em matéria de governabilidade; e outra parte que ainda faz o jogo do quanto pior melhor. Não se sabe até quando, mesmo que o prefeito só queira discutir o assunto no próximo ano, mas minha opinião é que a eleição já começou e quem não se apressar, agora, pode ficar falando sozinho depois. Só o tempo dirá quem está com a razão: Renan, correndo trechos e garimpando votos pelo estado, ou Rui, esperando o tempo passar, cautelosamente, indeciso.  


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