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24 de Setembro de 2018

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Edição nº 937 / 2017

04/09/2017 - 20:54:16

Gabriel Mousinho

Gabriel Mousinho

Aventura política

A colunável Thereza Collor que já foi manchete de jornais e revistas por todo o país durante o impeachment do hoje senador Fernando Collor, está mesmo disposta a disputar uma vaga para o Senado e para isso está se filiando ao PPS comandado no estado pelo atual secretário do governo de Renan Filho, Régis Cavalcante.

Thereza já havia sido convidada para vários partidos, mas revelava, nos bastidores, que não queria aproximação principalmente com o senador Renan Calheiros, alvo de dezenas de denúncias na Lava Jato. Ela preferia outro partido que não fosse o PMDB. E conseguiu. Vai para o PPS, mas sabendo que fará parte do governo de Renan Filho, do PMDB e filho do senador de quem tanto queria distância.

Resta saber, nesse imbróglio todo, onde Thereza vai buscar os votos necessários para se eleger senadora. Pelo que se sabe ela nunca fez nada por Alagoas, nunca visitou pelo menos 80% dos municípios e sequer tem algum serviço prestado ao estado, a não ser rápida passagem por uma Secretaria de Turismo no governo de Divaldo Suruagy.

Disposta de qualquer forma a ir à luta, Thereza vai ter que montar uma grande estrutura de campanha e convencer o eleitorado da capital e do interior que ela é a novidade. Mas para quem conhece os bastidores da política, só isso não basta.

Se quiser ser testada nas urnas, a hora é essa. Para vitória ou decepção.

Lados opostos

Embora alguns prefeitos do interior mantenham a disposição de votarem em Biu de Lira e Renan Calheiros no próximo ano, uma dobradinha entre os dois é praticamente impossível. Ressabiados pelas eleições de 2014, os dois não se bicam politicamente e cada um deve fazer o seu papel no jogo político de 2018.  Os caminhos de Biu e de Renan são literalmente opostos, principalmente pelo comportamento do governador Renan Filho o qual, quando pode, tenta queimar o filme do senador do Partido 

Progressista.

Se alguns prefeitos do Biu votarem em Renan, é por livre e espontânea vontade, conta e risco dos próprios. Pelo pedido do senador, isso nunca deve acontecer. Do outro lado, a recíproca é verdadeira.

Colhendo os frutos

Avaliado como um dos melhores auxiliares do governo de Michel Temer, o deputado Maurício Quintella, ministro dos Transportes, conseguiu um passaporte para que mantenha fiel um eleitorado que aprendeu a admirá-lo nos últimos meses. Maurício terá retorno eleitoral com as obras que tocou em Alagoas, principalmente na continuação da construção da BR-101 e de obras fundamentais como o futuro viaduto da Polícia Rodoviária Federal, que melhorará significativamente a mobilidade urbana na cidade de Maceió.

Ciumeira 

Ao agradar prefeitos da oposição para que passe a apoiá-lo nas eleições de 2018, o governador Renan Filho criou um fosso entre os antigos aliados. A ciumeira é grande, principalmente com prefeitos das zonas do Agreste e do Sertão.

Jogo perigoso

Ao eleger o ex-presidente Lula, condenado na Lava Jato como o grande aliado para as eleições de 2018, o senador Renan Calheiros e o governador Renan Filho apostam todas as fichas no sucesso eleitoral. Como Renan mudou radicalmente de posição, Lula não deve ter esquecido que ele contribuiu para a derrubada de Dilma Rousseff e da derrocada do PT.

Aproveitando o embalo

Como já sabia que a duplicação da AL-101 Norte era um projeto pra inglês ver, o governador Renan Filho quer atribuir a culpa do seu fracasso ao governo federal, falando em perseguição de Brasília com Alagoas. As promessas mirabolantes dificilmente serão concretizadas pelo governo do Estado.

Cuidado, Rosângela

A ex-secretária de Saúde, Rosângela Wyszomirska, tem um abacaxi grande para descascar. Atolada em denúncias, já que na maioria das maracutaias na Secretaria de Saúde tem ali sua assinatura, a ex-secretária precisa ir mais além do que já disse quando foi conduzida coercitivamente para a PF. Ou ela conta direitinho à Polícia Federal e ao Ministério Público como se deu os supostos desvios de recursos na ordem de mais de R$ 180 milhões, ou vai amargar as consequências.

Defesa do consumidor

A partir dos próximos dias o consumidor vai ter mais um instrumento em sua defesa nos bares e restaurantes. No projeto do vereador e presidente da Câmara, Kelmann Vieira, aprovado em primeira discussão, bares, restaurantes e similares serão obrigados, sempre que solicitados, a emitir comanda impressa da conta para facilitar o controle do que é consumido pelos clientes. O projeto foi construído em cima de reclamações de usuários principalmente na orla marítima de Maceió.

Traição em 2010-1

Na eleição de 2010, ao relembrar fatos que talvez não tivesse chegado ao conhecimento do povão, Téo Vilela era candidato à reeleição ao governo e o senador Renan Calheiros candidato à reeleição no Senado. Naquele momento, tanto Ronaldo Lessa quanto Fernando Collor eram favoritos ao Senado, mas a missão principal era tirar os dois da disputa e deixar Renan caminhando sozinho.

Traição em 2010-2

Em certo momento Renan conseguiu convencer Ronaldo a sair candidato ao governo, prometendo apoio integral, assim como seduzindo também Fernando Collor a sair ao governo, prometendo-lhe apoio por baixo dos panos.

Traição em 2010-3

O problema, é que agora surge uma denúncia do Ministério Público Federal denunciando Renan de conseguir recursos para o PSDB onde Téo Vilela era o candidato. Ora, se Renan era candidato à reeleição ao Senado na coligação de Ronaldo Lessa, como poderia estar articulando recursos para o adversário?

Traição em 2010-4

Toda essa manobra de Renan de tirar Ronaldo Lessa e Fernando Collor da disputa ao Senado, era ele com receio de perder a eleição para Heloísa Helena. Mas, no caminho, apareceu Benedito de Lira, que disparou na preferência e teve mais votos do que o próprio Renan e Heloísa. A lógica era de que, sendo Ronaldo e Collor candidatos ao Senado, Renan poderia perder a vaga de senador.

Traição em 2010-5

Ninguém sabe detalhadamente as razões, mas sabe-se que Fernando Collor ficou muito magoado com Renan por não ter cumprido o que prometeu na oportunidade. Lessa também teria ficado no prejuízo.

Traição em 2010-6

Nessa eleição de 2010, Ronaldo Lessa, da coligação de Renan, perdeu feio em Murici, terra do clã dos Calheiros.

Saúde na UTI

O governador Renan Filho tem sido o grande garoto propaganda do governo. Ele explora bem os meios de comunicação e insiste que não existe desabastecimento no Hospital Geral do Estado, mesmo com as evidências reveladas por ampla matéria divulgada pela Rede Globo. Ou o governador não tem acompanhado de perto o desespero dos pacientes que são atendidos no HGE, ou seus auxiliares escondem dele a verdade dos fatos. 

Lava Jato

Na passagem de Lula por Alagoas, fotos dos palanques por onde ele passou circularam pelos órgãos de comunicação e redes sociais, mostrando alguns personagens políticos envolvidos até o pescoço na Lava Jato.

Alto lá

O Dnit vai voltar a tomar conta das avenidas Durval de Góes Monteiro e Fernandes Lima, mas ninguém pense que os pardais serão retirados. A SMTT vai continuar responsável pelo controle do transporte e trânsito. Apenas melhorias do asfalto e sinalizações ficarão por conta do governo federal.

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