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20 de Novembro de 2018

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Edição nº 937 / 2017

01/09/2017 - 08:35:44

Faturamento do setor este ano já está em R$ 21 bilhões

Na contramão da crise, lojas virtuais de Alagoas faturaram em 2016 seis vezes mais que o ano anterior

Bruno Fernandes Estagiário sob supervisão da Redação

A crise pode até estar acertando em cheio muitos setores da economia, mas o comércio eletrônico continua de vento em popa. Em âmbito nacional, oe-commerce brasileiro teve um bom momento no início de 2017, mesmo em meio à instabilidade devido a decisões do governo federal. Segundo dados do relatório Webshoppers, feito pela consultoria especializada E-bit, lojas online no Brasil faturaram R$ 21 bilhões no primeiro semestre deste ano, em crescimento nominal de 7,5% contra o mesmo período do ano passado. 

O número de pedidos também cresceu 3,9%, saltando de 48,5 milhões em 2016 para 50,3 milhões este ano. É a primeira vez que o e-commerce brasileiro bate a marca de 50 milhões de pedidos no primeiro semestre. Outro destaque foi o crescimento do número de consumidores que fizeram compras online, chegando a 25,5 milhões de usuários, com expansão de 10,3%. Para o segundo semestre, a expectativa da consultoria é de alta: com datas fortes como Dia das Crianças, Natal e Black Friday, a estimativa de crescimento é de 12% a 15%. Considerando o ano inteiro de 2017, a Ebit prevê que o e-commerce brasileiro cresça cerca de 10%. 

Em Alagoas, só em 2016, as lojas virtuais com sede no estado faturaram juntas mais de R$800 mil, número seis vezes maior do que o faturamento de 2015. De acordo com o levantamento realizado pela Loja Integrada, plataforma para a criação de lojas virtuais mais popular do país, foram abertas quase 1.000 lojas no ano passado e o número de pedidos subiu 400%.

A pesquisa mostra ainda que o segmento que mais se destacou em Alagoas foi o de Cosméticos, Perfumaria e Cuidados Pessoais, sendo responsável por 71% do total faturado pelo comércio eletrônico da região. Outros segmentos que ganharam destaque foram os de Fitness e Suplementos e também o de Moda e Acessórios.

“O comércio eletrônico no Brasil vive um bom momento. Só no ano passado, o setor teve crescimento de 11% e já é uma ótima alternativa para quem quer começar a empreender. Isso porque, para quem vende na internet, o investimento inicial e os riscos são mais baixos, já que o empreendedor pode começar de casa e com um estoque pequeno”, explica Breno Nogueira, especialista em comércio eletrônico da Loja Integrada.

A popularização cada vez maior dos smartphones e planos de internet móvel também trouxe um movimento novo, que pode acabar causando dor de cabeça para os lojistas tradicionais. Ainda segundo levantamento feito pelo E-Bit, 14% dos brasileiros realizaram compras pela internet por meio do celular enquanto estavam em lojas físicas. A ideia, é conhecer o produto de perto e, na sequência, optar pelo menor preço, mesmo que isso signifique ter que esperar mais alguns dias ou semanas para recebê-lo.

Quem embarcou no crescimento do e-commerce e encontrou na internet uma forma de vender seu produto para outros estados foi Ronnalt Sampaio, um dos criadores de uma loja virtual, que vende suplementos nacionais e importados. A loja foi criada há cinco anos focada em realizar vendas para a cidade de Maceió. Hoje, no entanto, o e-commerce já atende pedidos que vêm de diversas cidades do país.

Frete

Recentemente os Correios anunciaram o fim do e-Sedex, modalidade de entrega voltada para empresas de e-commerce, como uma alternativa de melhorar a situação financeira da instituição, que se encontra em crise. Com isso, especialistas apontam uma tendência de encarecimento nos fretes de lojas online, principalmente em negócios pequenos e médios que não possuem contrato com transportadoras por conta do baixo volume de vendas. 

Muitas das lojas virtuais tinham a modalidade como uma de suas principais e mais econômicas formas de envio de produtos. Quanto menor é a loja virtual, maior o peso do custo da entrega. Sem volume para negociar o frete com transportadoras, o preço pago pelos pequenos empresários é parecido com o cobrado das pessoas físicas.

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