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23 de Setembro de 2018

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Edição nº 937 / 2017

01/09/2017 - 08:30:24

População de Alagoas cresce abaixo da média nacional

Maceió concentra 30% do total de habitantes do estado

José Fernando Martins [email protected]
De acordo com estimativas do IBGE, um alagoano nasce a cada 32 minutos; mulheres são a maioria no estado

Cinco municípios de Alagoas têm população inferior a 5 mil habitantes. Se somada a população de Pindoba, Mar Vermelho, Jundiá, Belém e Feliz Deserto, o total é de 20.022 moradores, número ainda inferior a cidades como Major Isidoro, Taquarana e Porto Real do Colégio. 

Em contraponto, Maceió faz parte dos dezessete municípios brasileiros que têm população superior a 1 milhão de pessoas. As informações são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que divulgou nesta semana as estimativas de 2017 das populações residentes nos 5.570 municípios brasileiros.

Atualmente, o estado de Alagoas conta com 3.375.823 habitantes, o que revela um crescimento populacional de 16.860 pessoas em comparação com o ano de 2016. 

Maceió concentra 30,48% da população de Alagoas. Só na capital, o aumento foi de 7.420 habitantes, “saltando baixo” de 1.021.709 para 1.029.129.

As cidades com maior população no estado, depois de Maceió, são Arapiraca (234.185), Rio Largo (76.019), Palmeira dos Índios (74.208) e União dos Palmares (66.477). Na outra ponta estão as já citadas:  Pindoba (2.953), Mar Vermelho (3.579), Jundiá (4.231), Belém (4.453) e Feliz Deserto (4.806).

Quanto aos municípios “cinquentinhas” temos: Campo Alegre (57.548), Coruripe (57.498), Delmiro Gouveira (52.597) e Marechal Deodoro (52.260).

FPM

As estimativas populacionais municipais são um dos parâmetros utilizados pelo Tribunal de Contas da União (TCU) no cálculo do Fundo de Participação de Estados e Municípios (FPM) e são referência para vários indicadores sociais, econômicos e demográficos. 

Com a nova divulgação do IBGE, 14 municípios brasileiros terão redução do FPM e 100 serão beneficiados com aumento. Em Alagoas, apenas Maribondo sofrerá mudança. 

No ano passado, o município tinha 13.587 habitantes. Em 2017, teve um decréscimo para 13.514. A diminuição, embora mínima, fez com que a cidade tivesse um rebaixamento de 1,00 para 0,80 no coeficiente do cálculo dos recursos estaduais e federais. Já o crescimento populacional de outros municípios alagoanos não foi capaz de promover aumento do fundo.

O Maranhão tem o maior número de cidades em que ocorrerá mudanças, três municípios com redução e cinco com aumento de coeficiente. Na sequência estão São Paulo e Minas Gerais, que apresentaram aumento de coeficientes em 19 e 13 municípios, respectivamente.

BRASIL

Estima-se que o Brasil tenha 207,7 milhões de habitantes e uma taxa de crescimento populacional de 0,77% entre 2016 e 2017. A taxa de Alagoas foi em torno de 0,5%. O município de São Paulo continua sendo o mais populoso do país, com 12,1 milhões de habitantes, seguido pelo Rio de Janeiro (6,5 milhões de habitantes), Brasília e Salvador (cerca de 3 milhões de habitantes cada). 

Dezessete municípios brasileiros têm população superior a 1 milhão de pessoas, somando 45,5 milhões de habitantes ou 21,9% da população do Brasil. Quando se excluem as capitais, os dez municípios mais populosos são Guarulhos (SP), Campinas (SP), São Gonçalo (RJ), Duque de Caxias (RJ), São Bernardo do Campo (SP), Nova Iguaçu (RJ), Santo André (SP), São José dos Campos (SP) Osasco (SP), e Jaboatão dos Guararapes (PE).

Serra da Saudade (MG) é o município brasileiro de menor população, 812 habitantes, seguido de Borá (SP), com 839 habitantes, e Araguainha (MT), com 931 habitantes. Estima-se que, de 2016 para 2017, quase um quarto dos municípios (24,746%) do país tiveram redução de população. (Com assessorias)

CRESCIMENTO

   Ainda de acordo com a projeção populacional do IBGE, o tempo médio para aumento da população de Alagoas é a cada 32 minutos e 28 segundos. Ou seja, praticamente a cada meia hora, nasce um alagoano. No Brasil, esse tempo é de apenas 20 segundos.

A taxa bruta de natalidade do estado chegou a 16,10, que representa um decréscimo de mais de 10 pontos em comparação com o ano 2.000, que registrou uma média de 27,20. 

A de mortalidade também teve redução. Da média de 8,37, em 2000, foi para 6,51 neste ano. O balanço também mostrou que 51,46% da população do estado é formada por mulheres.

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