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25 de Setembro de 2018

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Edição nº 936 / 2017

28/08/2017 - 19:36:52

Revolta canina

MENDES DE BARRO

Por mais incrível que possa parecer o Senhor Gilmar Mendes, ministro do Supremo Tribunal Federal, a mais alta instituição judicial da república, respondendo a uma entrevista televisiva em tom próprio de caçoada, declarou que “não é o rabo que balança o cachorro, o cachorro é que balança o rabo”.

Refería-se, o ministro, ao fato decorrente de uma decisão de sua competência concedendo um habeas corpus anulando uma prisão decretada, por um juiz de instância inferior, contra acusado de corrupção.

Inaceitando a interferência, o juiz expediu novo mandado de prisão que, outra vez, foi anulado por novo habeas corpus do destemido Gilmar.

A manifestação do ministro comparando o rabo do cachorro com o animal propriamente dito leva ao entendimento de que o juiz, por ser de instância inferior, teria menor volume que o seu (dele ministro), o que leva ao entendimento de que o ministro assumiu o lugar do cachorro, em consequência do que sobrou o rabo (do cachorro) para o juiz.

Com a mais absoluta certeza os caninos não aceitarão a imagem estupidamente grosseira e protestarão com um monumental latido, esperando-se seja ouvido pelos que realmente sejam ministros do Egrégio Supremo Tribunal Federal com as devidas responsabilidades intelectual, profissional e, sobretudo, moral indispensáveis ao exercício das funções definitivas do maior baluarte dos princípios constitucionais democráticos, da estrutura jurídica e, acima de tudo, da dignidade nacional, ultimamente agredida por grande número de integrantes do poder Judiciário em todos os níveis de seu procedimento funcional.

Juiz não tem rabo. Quem o tiver que o balance nas esquinas de zona, jamais em audiências judiciais.

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