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22 de Setembro de 2018

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Edição nº 936 / 2017

28/08/2017 - 19:36:23

Mudar de nome resolve?

Jorge Morais

No momento, o Brasil está sendo surpreendido com um troca-troca de nomes dos partidos políticos, como se isso fosse a coisa mais importante que eles encontraram para discutir ou que signifique a salvação para muitos deles. Parando para analisar essa iniciativa de alguns partidos e o que eles dizem para essa tomada de atitudes, confesso que ainda não consegui descobrir quais os verdadeiros motivos e aonde eles pretendem chegar com essa mudança de nomes. O que vai trazer de melhorias mudar de “alhos” para “bugalhos”?

O que mais se vê no Brasil são partidos políticos nanicos, quase que inexpressivos, mudando de nomes, fundindo-se a outros ou, simplesmente, aparecem como novos. O que acho sobre tudo isso é que não passa de uma jogada de marketing bem elaborada para confundir o eleitor, ou até enganar aos menos avisados, ou, ainda, pessoas menos interessadas em política. São partidos que nascem ou são criados tendo como objetivos ajudar o país ou sua democracia, e que nem sempre é assim. Nem sempre os resultados são os melhores.

O que estranho em tudo isso é que, exatamente no momento onde uma boa parte dos políticos está sendo “caçado” pelas diversas operações deflagradas pela Polícia Federal, por participação nos esquemas fraudulentos, desvios de verbas públicas, em uma corrupção desenfreada, eles decidem, na sua maioria, abandonar as tradicionais siglas partidárias. Dizem os cientistas políticos: não basta mudar a cara se os métodos continuarem os mesmos. Nessa mudança toda, para os mais atentos, quem mais apareceram até agora ou chamaram mais atenção foram o Podemos (ex-PTN), dos senadores Álvaro Dias, provavelmente candidato à presidência da República, e Romário; o Avante (ex-PTdoB); e o Livres (ex-PSL).

Nessa abdicação do nome começando com partido, já se consolidaram a Rede Sustentabilidade, que, nacionalmente, tem em Marina da Silva sua liderança principal, e, em Alagoas, a ex-senadora Heloisa Helena; o Solidariedade; e o Democratas, antes PFL. Se você acha que parou por aí, não sabe que podem aparecer a qualquer momento nomes como: Igualdade; Manancial; União da Democracia Cristã do Brasil; Patriotas; Força Brasil, etc. etc. e tal. Praticamente, o programa partidário é o mesmo entre todos eles, que, se seguido à risca, seria fundamental para a governabilidade deles próprios e da Nação.

O problema, e isso está muito bem claro que, mudar de nome não resolve nada, se você não mudar as pessoas e sua forma de dirigir. É como tomar banho, trocar de roupa e usar a mesma cueca suja de várias dias. Se você não muda mentalidades, não tem como garantir ou apostar que tudo vai ser diferente só mudando os nomes dos partidos. Verdade, verdade mesmo, eu acho isso tudo complicado e uma bagunça só. Sem generalizar, acredito que o país tem partidos demais e um número de políticos muito acima das nossas necessidades.

Para finalizar, o que acrescenta na vida política de um partido deixar de se chamar PMDB e voltar ao velho nome MDB? Essa mudança é analisada pelo momento histórico vivido lá atrás, quando da constituição do partido do velho Ulisses Guimarães ou para fugir de uma realidade dura e cruel do presente? Até porque, sobre a Visão, Missão, Objetivos, Finalidades, Comprometimento e Regras, provavelmente, muito pouco ou nada deverá mudar. Por isso pergunto: mudar de nome o que resolve? Acho que nada, que não seja pelo desgaste da palavra Partido.

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