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20 de Novembro de 2018

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Edição nº 936 / 2017

28/08/2017 - 19:35:09

Ufal não corre risco de corte oficial de bolsas

Ministério da Ciência e Tecnologia explica a situação de orçamentos

Sofia Sepreny Estagiária sob supervisão da Redação
André Lage, coordenador de pesquisa da Ufal, diz que todo conhecimento é a serviço da sociedade

No início deste mês, o presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Mario Neto Borges, anunciou o risco de a agência ficar sem recursos para honrar os compromissos de manutenção das bolsas e projetos do mês de setembro. A ameaça se deu porque o governo federal contigenciou mais de 40% do orçamento de 2017 do MCTIC (Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações), ao qual a agência está vinculada.

A notícia gerou turbulência entre as universidades do país, e colocou em risco umas das principais agências de fomento, o que levou o Jornal EXTRA a entrar em contato com a Universidade Federal de Alagoas (Ufal) para esclarecer alguns pontos. 

“Quando você faz um projeto de pesquisa, você inicia a realização de uma pesquisa cientifica. A pesquisa científica tem o intuito de gerar conhecimento científico, e não só no campo da ciência, em prol do desenvolvimento da sociedade e de novas descobertas”, afirmou o coordenador de pesquisa da Pro-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação – Propep, André Lage.

A Ufal não foi informada de nenhum corte oficial, havendo apenas rumores após a declaração do presidente do CNPq. O coordenador de pesquisa afirmou que não está previsto haver cortes e explicou a importância dos projetos pra uma sociedade futura. “A pequisa funciona em médio e longo prazo. Se você gera conhecimento você pode fazer com que o conhecimento se torne conteúdo e produto pra sociedade. Você cria projetos e planeja uma sociedade futura”, enfatiza Lage. 

Após algumas universidades do país tomarem algumas atitudes em relação a esta declaração, como a UERJ que anunciou que alunos ficariam sem bolsa de iniciação, o secretário de políticas e programas de desenvolvimento da pasta, Jailson Andrade, se manifestou e afirmou que não haveria chance de atraso das bolsas de estudo, mesmo que para evitar isso, fosse necessário realocar recursos dentro do ministério. 

Jailson Andrade alegou em entrevista à Folha de S. Paulo que ações estão sendo feitas para que nenhum atraso ocorra em relação aos pagamentos de estudantes e cientistas. “O CNPq já está com os recursos. A questão toda é o limite de empenho. E é com isso que o ministro está trabalhando, para que esse limite de empenho seja garantido e, inclusive, qualquer recurso que o ministério tenha disponível será totalmente alocado nessa direção”, afirmou em entrevista. 

O orçamento do CNPq aprovado para este ano é de R$ 1,3 bilhão, mas, por causa do contingenciamento, o órgão foi autorizado a gastar apenas 56% disso (cerca de R$ 730 milhões). Até agora, já gastou R$ 672 milhões. Porém, uma nova meta fiscal para 2017 e 2018 de R$ 159 bilhões foi anunciada no dia 15 deste mês e possibilita um descontigenciamento com impacto nas nas bolsas de pesquisa do CNPq e em outros projetos do ministério.

Andrade enfatizou, ainda, que manejamentos estão sendo feitos, pois quando se trata de bolsas, e de atraso delas, isso seria um desastre para estudantes e cientistas. Assinalou que bolsas são compromissos assumidos pelo ministério e pelo país, acrescentando que projetos de pesquisa não podem ser interrompidos, pois as consequências de uma interrupção deste tipo dificilmente se recupera.

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