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19 de Novembro de 2018

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Edição nº 936 / 2017

28/08/2017 - 19:28:04

A conjuntura nacional decide

Odilon Rios Especial para o EXTRA

Alagoas terá dois fortes blocos eleitorais em disputa. Primeiro porque o grupo atual no Palácio dos Martírios não atende os interesses representados pelo PSDB, DEM, PP, PR e outros pequenos partidos; segundo porque as eleições de 2018 terão como pano de fundo uma disputa nacional entre as forças que apoiam o governo Michel Temer e a oposição liderada pela esquerda. Nenhuma eleição no Brasil dependerá tanto da conjuntura nacional quanto a de Alagoas. 

No Governo Temer estão dois ministros alagoanos, Marx Beltrão (Turismo) e Maurício Quintella (Transportes); e, do outro lado, a presença de Renan Calheiros, ex-presidente do Senado que articula, nos bastidores, a frente anti-Temer. 

Presentes em Alagoas também estão personagens nacionais, como o ex-presidente Fernando Collor e a ex-senadora Heloísa Helena, cujos posicionamentos influenciarão os resultados locais. A pequena, mas influente bancada federal, estará toda ela renovando seus mandatos. No próximo ano, os dois milhões de eleitores alagoanos serão chamados, mais uma vez, a votarem numa eleição polarizada. Por isso, a agenda nacional terá tanto peso como as questões locais.

Renan Filho na 

frente anti-Temer

Provavelmente a eleição de 2018 para presidente da República ficará polarizada entre um candidato das forças coligadas no governo Temer – PSDB, PMDB e DEM – e a oposição liderada pelo PT. Esta divisão será respeitada pelos candidatos a governador e senador em alguns estados, mas não em Alagoas. Aqui, o PMDB de Renan deverá marchar com o PDT, PT e PCdoB que apoiarão, no plano nacional, candidatos de oposição. Por sua vez, Rui Palmeira terá o apoio nacional do PSDB e DEM e, deverá apoiar um candidato desta coligação a presidente da República. A polarização nacional será transposta para Alagoas, retirando espaços para terceira via ou candidaturas alternativas.

Renan Filho parece mais forte nas pesquisas porque é, atualmente, o único a fazer campanha e porque sua administração tem sido bem avaliada, principalmente na gestão financeira, com melhorias na educação e segurança. 

No entanto, os experientes líderes da oposição, como o senador Benedito de Lira (PP), acreditam que, numa campanha, vão poder explorar o fato de pai, o senador, e filho, o governador, serem candidatos numa mesma eleição e, ainda, carregarem um tio, Olavo Calheiros para deputado federal. 

A oposição aproveitará para mostrar muitas deficiências do governo Renan. Outro “calo” dos Calheiros é Murici, uma cidade administrada pela família Calheiros há décadas, com problemas municipais divulgados com muito mais intensidade que na última campanha.

Na eleição passada, Rui teve apoio declarado do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), e tem programado receber o prefeito da capital paulista, João Dória (PSDB), em seu giro nacional em busca de apoio a uma possível candidatura presidencial tucana. Os bons resultados de Rui nas duas últimas eleições municipais e a avaliação positiva de sua gestão na capital alagoana estimulam o lançamento, no momento devido, como insistem as lideranças da oposição, do nome do prefeito de Maceió ao Palácio dos Martírios.  

Uma chapa com Rui Palmeira uniria o PSDB de Téo Vilela, o DEM, do secretário municipal de Saúde, José Thomaz Nonô, o PR de Maurício Quintella e o PP de Biu de Lira. 

É uma candidatura que já parte com a maioria da bancada federal, com a minoria de deputados estaduais e apoio forte dos vereadores e prefeitos desses partidos no interior. 

E muita gente está interessada nesta campanha. Téo Vilela diante da possibilidade de voltar a ser senador, Maurício Quintella que não esconde o desejo de ser prefeito de Maceió e Biu de Lira porque faria o atual vice-prefeito, Marcelo Palmeira, seu enteado, prefeito da capital. E, muito importante, será uma campanha estadual apoiada financeiramente pela coligação nacional, seja Alckmin, João Dória ou outro nome.

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