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16 de Novembro de 2018

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Edição nº 936 / 2017

28/08/2017 - 19:23:19

Novo tipo de corrupção

JOSÉ ARNALDO LISBOA

O povo boboca do Brasil não sabe nem a terça parte do que acontece, em termos de corrupção, em Brasília, a começar pelos gabinetes dos senhores senadores, deputados federais, ministros e governantes. Eu vou dar alguns exemplos, para que vocês vejam o quanto nós somos ludibriados, enrolados, iludidos e tapeados por esses senhores. Só quem vive num ambiente carregado de hipocrisia e de malandragenssabe como as coisas acontecem, porque acontecem e quais são seus autores. Eu fui professor de Mecânica Técnica de um meu ex-aluno da Escola Técnica Federal de Alagoas – Etfal, hoje, denominada de Instituto Federal de Alagoas –Ifal. Até aqui eu não sei o porquê da mudança do nome, mesmo sabendo que sempre é por causa do dinheiro dos contratos ou convênios. Anos depois, esse ex-aluno saiu de Maceió e foi para Brasília, trabalhar para um dos nossos políticos alagoanos. Num dos domingos, eu encontrei-me com ele numa das barracas da Ponta Verde e batemos um papo, ele ainda me chamando de professor. Já com muita experiência com políticos, ele me falou como é Brasília, com suas malandragens, enroladas e ganância por dinheiro. Na ocasião, nós falamos sobre a mudança do nome de Etfal para Ifal, quando ele disse que essas coisas acontecem porque existe muito dinheiro envolvido, o que, certamente, aconteceu talvez por ideia de algum “técnico em educação”, “especialista em organograma”.  

O papo continuou e aproveitamos o assunto da mudança de nome de órgãos, como por exemplo, o nome de Departamento Nacional de Estradas de Rodagem, o conhecidíssimo DNER, que passou para Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes - Dnit. Era um nome tradicional e todo mundo sabia para o que servia o órgão, se para construir estradas federais ou estaduais. Aconteceu que mudaram o nome para Dnit, parecendo nome de um remédio para curar doenças venéreas, chamado de “adenite”. Outras mudanças estranhas foram quando um dos governadores de Alagoasaceitou a ideia de mudar o organograma do Estado de Alagoas. Vocês sabem que há anos, talvez séculos, todos mundo conhecia os nomes de alguns órgãos estaduais, como Secretaria da Educação, Secretaria da Segurança Pública, Secretaria da Agricultura, Secretaria da Saúde, Secretaria da Administração e outros órgãos. Pois bem, um vivaldino deu uma cantada num dos governadorespara que ele mudasse os nomes de alguns órgãos e com isso, ganhasse milhões e milhões de reais. Para justificar as mudanças totalmente desnecessárias, o cara usou a palavra “GESTÃO”, dizendo ser um nome forte e bonito. Fazendo assim, o vivaldino, num papel qualquer, mudou o organograma de Estado de Alagoas, porém, o povo sempre continuou a chamar pelos nomes antigos, como é o caso do Cepa que o povo continuou sem chamar pelo novo nome. O que o dinheiro não faz! Alguém faturou...

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