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14 de Novembro de 2018

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Edição nº 936 / 2017

28/08/2017 - 19:19:38

Jorge Oliveira

Honoris causa ou papel higiênico?

Brasília - Não pense que é fácil consertar o Brasil depois do desastre Lula/Dilma. Os quatorze anos da dupla deixaram uma herança tão maldita no país que vai demorar décadas para ser riscada do mapa. A insegurança, o desmonte da máquina administrativa, a corrupção e a falta de ética na política da era PT levaram o país a decadência e ao último nível da escala moral, quiçá do mundo. O Rio de Janeiro e o Rio Grande do Sul faliram, a Petrobrás quebrou, as obras viraram cemitérios de sucatas, os monumentos esportivos das Olimpíadas estão se desmoronando, a criminalidade explodiu com seis pessoas mortas por hora, empresários e executivos de estatais estão presos. E o Lula, símbolo de toda essa devassa, condenado por corrupção, vive no Nordeste fazendo discurso demagógico e populista para enganar a população novamente.  

A caravana dele assemelha-se à do cearense Antônio Conselheiro (1830/1897), o peregrino, líder religioso, que arrastava centenas de fanáticos pelas estradas empoeiradas do Nordeste na sua pregação contra a República. Para aumentar o número de seguidores, manipulou a miséria e os seus miseráveis até culminar com a Guerra de Canudos. Por aqueles locais da caatinga também já apareceram outros heróis: Lampião, Padre Cícero e Floro Bartolomeu, todos imbuídos dos mesmos propósitos: fazer justiça e livrar o povo da fome atávica, mas tirar dele o apoio as suas causas políticas nem sempre nobres. 

Não à toa, os que acolhem Lula nas suas andanças são os beneficiados do Bolsa Família, o programa do curral eleitoral. De ônibus, a pé e em comitivas pelas ruas, Lula e sua trupe vão de cidade em cidade divulgando o lema “Lula pelo Brasil”, replay de um filme preto e branco, desbotado e desfocado. E de quebra, ainda é homenageado com título de doutor honoris causas por algumas universidades federais, abastecidas com o dinheiro público, como aconteceu na cidade de Estância (SE) e Arapiraca (AL), por iniciativas de reitores retrógrados.  

Os jornais têm noticiado a caravana lulista com discrição. As televisões, prudentemente, evitam exibir as cenas por considerar que Lula faz campanha antecipada para presidente da República. Na verdade, Lula quer transformar os conterrâneos em habeas corpus. O raciocínio é simples: como ele não conseguiu nenhum tipo de apoio popular, nenhuma manifestação de rua a seu favor no resto do país depois da condenação, agora procura a proteção dos nordestinos que lhe dão a liderança nas pesquisas. Planeja, com isso, sensibilizá-los para o caso de ser preso.  

Engana-se. Se ele pensa numa rebelião por aquelas bandas, pode tirar o cavalinho da chuva. Com exceção de pequenos movimentos revolucionários locais, a história não registra nenhuma insurreição desse povo em defesa de alguma causa. O nordestino, pela sua carência, é sofrido, desinformado e alienado. Ainda troca o voto por um prato de comida e tem entre os seus heróis os políticos fisiológicos que usam o poder público para empregar e distribuir migalhas que os garantem no poder. Não foi diferente quando Lula assumiu a presidência. Em vez de criar programas que libertassem os seus conterrâneos desse atraso secular, ele fez exatamente o contrário por conhecer a gênese do seu povo: amarrou-o no Bolsa Família, mantendo-o refém do seu partido a troco de tostões. Assim, criou o curral eleitoral que garantiu a sua turma devorar os cofres públicos durante 14 anos.

Contribuição

Agora, ele volta ao Nordeste em campanha cumprindo uma agenda política. Quero, aqui, contribuir, modestamente, com a caravana em um roteiro alternativo: visita as obras inacabadas e sucateadas de transposição do São Francisco; a Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, superfaturada em R$ 2,1 bilhões, núcleo da corrupção petista. Conhecer as rodovias esburacadas e destruídas, prefeituras falidas, plantações e gados devorados pela seca por falta de irrigação, crianças subnutridas e sem escolas, violência indiscriminada, desemprego pela estagnação da economia e a falta de hospitais e postos de saúde. 

Entulhos

Infelizmente, companheiro Lula, este é o entulho que o PT deixou na porta de cada nordestino. Portanto, nada mudou, senão para pior. O avanço social tão propalado do seu governo não passou de propaganda enganosa. O Nordeste que você agora percorre novamente em busca de votos é o mesmo: miserável. Assim, cegos aos problemas da região, lá vai o novo profeta e seus fanáticos distribuindo milagres para salvar os conterrâneos da fome. E o nordestino, coitado, ainda acredita. Acorda, Nordeste!

Os idiotas

Lula passou pouco dias em Alagoas na companhia de seus aliados políticos. Recebeu o título de honoris causa da Uneal ao lado dos intelectuais alagoanos que contribuíram para manchar o nome do estado e deixá-lo ainda mais sujo na opinião pública. Os homens de bem da terra dos marechais um dia vão lembrar que a universidade do Estado, aparelhada pelo pecedobê, deu um título a um senhor que a justiça condenou por corrupção e foi o responsável pelo maior desmantelo do Brasil no último século.

Doentes

A caravana dos fanáticos deixou Alagoas, mas Lula percebeu que nem tudo são flores. Movimentos da cidadania postaram na internet a indignação de milhares de pessoas contrárias ao título de honoris causa. Distribuíram na rede mensagem que diziam para soltarem os cachorros, fechar as portas e instalarem arames farpados nas casas para evitar o acesso da caravana do Lula, o primeiro ex-presidente condenado por corrupção no Brasil.

Limpeza

Agora qualquer meliante pode ser condecorado pela Uneal, pois não acredito que pessoas honradas aceitem ser agraciadas por uma universidade que um dia enalteceu a propina e o suborno por meios de seu principal representante, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Não devemos estranhar que os próximos a receberem esse título sejam o Marcola e Fernandinho Beira Mar. Ou que esses papéis de honoris causas sejam espalhados nos presídios alagoanos para condecorar bandidos envolvidos também com a corrupção. Porque, depois dessa honraria prestada ao Lula, esse honoris causa da Uneal não serve nem para limpar a bunda como papel higiênico de má qualidade.

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