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23 de Setembro de 2018

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Edição nº 936 / 2017

24/08/2017 - 17:21:49

Disputa em Alagoas volta ao clima do azul e encarnado

Renan Filho sai na frente, mas Rui Palmeira reeditará ‘pulo do gato’, de olho no Gov

Odilon Rios Especial para o EXTRA

As eleições para 2018 escondem um fato que obscurece o debate atual. Parece que somente um candidato, o governador Renan Filho (PMDB), disputa os votos na direção de um segundo mandato. Mas, quando nos aproximamos dos atores políticos mais importantes, como os deputados estaduais, na Assembleia Legislativa, ou prefeitos do interior, na Associação dos Municípios de Alagoas, verificamos que a disputa real é outra e já está andando. 

É quase consenso que a eleição de 2018 será marcada pelo enfrentamento dos dois grandes grupos políticos do Estado. Renan Filho não esconde sua campanha, realizando viagens e inaugurações. O prefeito de Maceió, Rui Palmeira (PSDB), o mais provável nome da oposição para ocupar a cadeira no Palácio dos Martírios, aparentemente desligado, acompanha as articulações de bastidores em torno ao seu nome, participa de reuniões no interior e sempre responde que sua definição somente acontecerá no começo do próximo ano.

Aparentemente fora da disputa, o cenário promete ser diferente. E basta olhar o passado mais recente. Perguntado a um experiente dirigente do bloco oposicionista sobre se essa estratégia de Rui Palmeira seria perigosa para seus interesses, diante das vantagens apresentadas por Renan Filho, ele respondeu lembrando as campanhas de Ronaldo Lessa em 2006, quando no auge do prestígio de um segundo mandato de governador foi derrotado para uma vaga no Senado Federal por Fernando Collor, numa campanha relâmpago de um mês; e de Téo Vilela que, ao deixar o Palácio dos Martírios, em 2014, lançou um candidato a governador que teve tão somente 8% dos votos e descobriu não reunir condições sequer para sair candidato ao Senado, ao contrário do que todos imaginavam quando ele era o governador, por oito anos, com altos índices de aprovação. 

Lembrou ainda: o ex-prefeito Cícero Almeida, que dizia ter 75% dos votos na periferia de Maceió, segundo pesquisas eleitorais, e foi derrotado, com certa facilidade, por Rui Palmeira. Justificou que a antecipação de um lançamento só traria desgastes para quem quer fazer uma boa gestão para se cacifar mais na frente. Ele lembrou, também, que pesquisas fora do período eleitoral são boas para negociação entre candidatos, mas nunca espelham a realidade dos meses finais de uma campanha.

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