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14 de Novembro de 2018

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Edição nº 935 / 2017

21/08/2017 - 15:55:40

No mato sem cachorro

ELIAS FRAGOSO

Até a velhinha de Taubaté do Veríssimo sabe que quanto mais uma crise se agudiza,  mais aumentam as chances para se reformar – de verdade – um país. Na verdade refundar seria o termo mais adequado. Não é o que acontece no Brasil liderado pelo chefe da mais perigosa quadrilha do país segundo o Joesley Batista (aliás, ele, comandante em chefe da armada empresarial que assaltou a Nação nos últimos 14 anos); Por um Congresso vil,  assentado nas piores práticas antidemocráticas de que se tem noticia nos últimos 100 anos e alcoviteiro vendido capaz de entregar os destinos do país ao grupo que hoje nos comanda por míseros reais e, achando pouco, impingir à Nação uma “reforma política” mixuruca, tendenciosa, protecionista e incapaz de acenar com uma verdadeira saída para a crise política que nos assola; Por uma justiça que tem lado e de cega nada tem (lembrem da aberração da anistia concedida pelos então presidentes do Supremo e do Senado àquela que além de quebrar o país por sua inépcia e total incapacidade intelectual ainda saiu mundo afora “queimando” nossa imagem; Ou pelo TSE e sua vergonhosa anistia da chapa Dilma/Temer contra todos os fatos narrados nos autos pelo relator Herman Benjamim; Pela má explicada “visita” na calada da noite e fora da agenda presidencial da futura administração do ministério público ao presidente da república, para ficar apenas nisso).

Vivemos tempos sombrios. Nossa elite governamental (executivo, judiciário e legislativo) e empresarial se esbaldaram nos anos de ouro do petismo e seu canto de cigarra, não aproveitando (não faltaram alertas) o breve período de crescimento da economia global e o nosso bônus demográfico que poderiam ter nos levado a outros caminhos que não este legado miserável que nos foi entregue. 

E agora, achando pouco a “lambuzeira” em que se fartaram, querem nos impingir o pagamento dessa conta maldita com mais arrocho, cortes no dinheiro do SUS (pouca gente percebeu que a saúde pública sofreu corte de 50% de seus recursos nos estertores do governo petista deixando à mingua aqueles que já nada tem)  que este ano teve esses minguados recursos cortados novamente pelo governo Temer. Quem quiser ver o resultado disso, dê uma passada nos postos de saúde sem médicos e remédios ou nas unidades de pronto socorro à mingua e sem nenhuma condição de atender sequer 30% da sua demanda.

Isso para não citar as centenas de creches inacabadas país afora, a redução da merenda escolar para os alunos pobres, o atraso de salários de professores universitários e o corte quase total da grana para inovação e pesquisa e, o pior dos cenários: a redução da capacidade de investimentos do país (demandamos uma poupança de 25% do PIB para termos um nível adequado de investimentos. Para 2017, a projeção é de 16% que certamente não será cumprida. Será ainda menor). Estamos “queimando” o nosso futuro, o dos nossos filhos e netos...

E a elite dirigente nem aí. A magistatura e o ministério público querem aumento de suas milionárias remunerações, o executivo não toma as medidas que tem que tomar para refundar o Estado: uma reforma previdenciária consistente, o aprofundamento da reforma trabalhista, uma reforma tributária que reduza (e não aumente impostos) para haver mais renda circulando; a venda de ativos (com destinação dos recursos para investimentos e não para cobrir rombos provocados pela máquina de sorver recursos da Nação em benefício próprio), são algumas medidas que, tomadas, ajudariam a trazer – a médio prazo -  a Nação de novo para os trilhos. Mas isso, com esses “cavalheiros e damas” que aí estão é quimera. Um sonho de verão transformado em pesadelo para o povo.

Aqueles que nos dão a honra da leitura neste jornal estão lembrados que no ínicio deste governo relatei da incapacidade do atual ministro da fazenda e sua visão de banqueiro, de responder às demandas de crescimento que o país exige (mesmo tendo ele a companhia de ótima equipe) focado que está em medidas restritivas que somente irão aumentar o problema. Alertamos também sobre o novo governo e suas figuras centrais, todos respondendo a processos justamente por incúria com o dinheiro público. Caminhamos para mais um ano e meio de um governo refém de seus malfeitos que nada fará para mudar a situação do país e deverá entregar ao próximo governante um país ainda pior que o dos anos do PT.

Socorro! 

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