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12 de Novembro de 2018

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Edição nº 935 / 2017

20/08/2017 - 11:14:43

Alagoano com câncer arrecada fundos para tratamento nos EUA

Guilherme foi diagnosticado em 2012 com a forma mais agressiva da doença no estômago

Sofia Sepreny Estagiária sob supervisão da Redação

Enfrentar uma doença como o câncer é muito difícil. Muitas vezes tratamentos caros são as únicas saídas para as vítimas desse mal. Esse é o caso do Guilherme Pagnoncelli, alagoano de 27 anos, diagnosticado com câncer no estômago e adenocarcinoma (a forma mais agressiva do câncer).

Depois de quase cinco anos de luta, a esperança que Guilherme tem de reverter a situação da doença é um tratamento iniciado nos Estados Unidos. Por ele não ter condições de bancar a ida e nem os custos no exterior, em junho deste ano sua família criou uma campanha na internet para arrecadação dos valores necessários para o tratamento. 

Através do site www.vakinha.com, uma espécie de “vaquinha” virtual (atividade onde pessoas se juntam dando contribuições para atingir determinado objetivo financeiro) e divulgações em redes sociais, Guilherme já arrecadou a meta inicial que era de R$100 mil. Hoje com a meta final de R$ 350 mil para financiar todo seu tratamento, Guilherme já conta com cerca de R$200 mil arrecadados. 

Inicialmente, a expectativa de vida dele não passava de oito meses. Em 2012, Guilherme foi diagnosticado com câncer de estômago através de uma endoscopia digestiva. Durante a biópsia, foi descoberto que ele tinha a forma mais agressiva da doença, a adenocarcinoma, que normalmente atinge pessoas com idade mais avançada. 

Guilherme conta que começou sua luta para viver aos 22 anos e que esses cinco anos de batalha foram bem difíceis.

“Ao ser confirmado que se tratava de um câncer agressivo iniciei uma maratona de exames (tomografias, endoscopias, exames laboratórias, biópsias) e durante consulta me foi apresentado um tratamento que consistia em uma gastrectomia total (retirada total do estômago e parte do duodeno). Realizei a cirurgia e durante ela, meu esôfago ‘fechou’ e fiquei sem conseguir me alimentar de forma alguma, inclusive ingerir líquidos”, relata. 

Ele ainda conta que por causa do problema da alimentação precisou se deslocar de Maceió, cidade onde mora, para Recife (PE) toda semana durante um ano para realizar dilatações endoscópicas e que somente após todo esse processo ele voltou a se alimentar.

Após isso iniciaram-se as sessões de quimioterapia. Foram 16 sessões para que a doença estagnasse e ele somente realizasse exames de controle. Porém em 2016 as notícias não foram muito boas. A doença havia voltado e desta vez no esôfago e no pulmão, o que o fez voltar com as sessões de quimioterapia. 

Entre horas de quimioterapia, Gui só consegue manter a esperança de mudar essa situação com o tratamento realizado nos Estados Unidos, que visa um transplante múltiplo de órgãos (estômago, intestino, pâncreas e fígado). Diante desta situação e da vontade de viver, ele afirma que esta é sua única esperança.

Falta pouco para a campanha alcançar sua meta final. Diversas pessoas já contribuíram, inclusive famosos, através de divulgação da campanha ou de doações. Caso também queira contribuir, confira https://www.vakinha.com.br/vaquinha/forca-gui-o-cancer-um-dia-sera-apenas-um-signo

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