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13 de Novembro de 2018

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Edição nº 934 / 2017

14/08/2017 - 19:48:16

O Brasil e a podridão da sua nomenklatura

ELIAS FRAGOSO

São tempos anormais este da Lava Jato. Desnuda toda a podridão da nossa macroestrutura político-jurídico-institucional e “eles” ó, banana prá vocês! Continuam impávidos suas sanhas de aves de rapina dos cofres estatais. Criando factoides e regramentos seletivos que somente a eles beneficiam (o caso Temer está aí para comprovar: absolvido pelos corruptos da Câmara Federal e antes, pela estranhíssima votação do TSE que absolveu a chapa Dilma/Temer e deu de presente o governo da nação para aquele que o Joesley afirma ser o chefe do bando mais perigoso do Brasil...).

O Brasil precisa ser passado a limpo. Mesmo com nosso fantástico potencial econômico, a nação – mais uma vez - está correndo o risco de mergulhar ainda mais na convulsão social que vem destruindo o país por dentro. Somos um pais dividido entre “compadres”, da politica, da alta burocracia estatal, do complexo jurídico e da “podrite”, o pior da elite do setor privado, que mamam nas tetas do Estado (ou seja no nosso dinheiro) até exaurí-lo, como agora. E aí criam um novo discurso de mudanças para que tudo permaneça exatamente como está. Como já está acontecendo. De novo.

Esse “compadrio” é o pai da maior corrupção do mundo, do pior do capitalismo selvagem, da mais violenta intervenção estatal. Rentista, feudal e conservadores na pior acepção da palavra, “nossos donos” se assemelham à antiga nomenklatura soviética no que ela tem de pior em sua estupidez terceiro mundista, e na corrupção sistêmica que aparelha desde sempre a máquina estatal para dela se locupletarem. Tudo em ritmo de discursos de esperanças que beiram o realismo fantástico de Garcia Marquez, não fossem mentirosos e calhordamente falsos.

Déspota e desavergonhada, nossa nomenklatura se considera o próprio Estado. Atribui a si mesma privilégios tais que os 6 meses que nós, os súditos, trabalhamos para eles se lambuzarem na orgia da gastança do dinheiro público, é pouco. Querem mais. E vão nos tirar mais, logo logo. É só acompanhar o discurso dos “ungidos” do momento. A nomenklatura não apenas faz as leis, como as interpreta a seu bel prazer, simplesmente porque se acha a própria dona da lei.

Reformar o Estado? Cortar privilégios? Reduzir o empreguismo nas empresas do Estado? Moralizar os fundos de pensão reduzindo a participação estatal? Acabar com as mordomias amorais do judiciário e da alta adminitração pública? Nunca. Mesmo.

O que resulta no nó górdio a que estamos sujeitados. Nossa nomenklatura – de novo – quebrou o país e – de novo – quer nos impor mais “castigos” sob a forma de mais impostos, cortes do dinheiro da saúde, educação e das áreas sociais e, pior, manter o país “amarrado” pela anemia de recursos para investimento, o que não só nos prejudica, mas, também, aos sonhos e esperanças de nossos filhos e netos.

As reformas propostas são todas, a trabalhista já aprovada, a previdenciária e a política em vias de aprovação, e a tributária ainda sem prazo, uma “meia boca” para resolver problemas de curto prazo. Os macroproblemas estruturais de cada área sequer são cogitados de discussão. Caminhamos celeremente para o de sempre: mais do mesmo, para garantir as vantagens de todos que se aboletam nos nossos podres poderes.

A sociedade de bem precisa se organizar antes que “eles” imponham – novamente – suas vontades sobre a do povo. Este país precisa ser repensado. Planejar o seu futuro de curto, médio e longo prazo. Ser reinventado. Refundado em outras bases. Os segmentos mais esclarecidos da sociedade precisam promover debates, movimentos e propostas que fujam do lugar comum da politicagem rastaquera a que estamos submetidos. Chega desse modelo em que só eles ganham. A nação precisa ganhar. Precisamos regras claras e burocracia mínima para produzir. De impostos justos que financiem um Estado no tamanho certo: o menor possível e menos interventor. De um federalismo de verdade. Sem radicalização e xenofobia. O Brasil tem jeito. Mas não nas mãos dessa elite predadora que embora acuada pela lava jato (que cedo ou tarde chegará a porta de todos eles) está se reinventando para manter a hegemonia sobre o sistema.

É chegado o momento de mudanças reais. A crise facilita isso. Mas nós precisamos reagir e apresentar soluções senão... 

A missão é  para águia e não para pombo.

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