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19 de Novembro de 2018

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Edição nº 934 / 2017

14/08/2017 - 19:46:38

O grande dilema

Alari Romariz Torres

Nosso país vive, no momento, uma grave crise econômica, política e moral.

Comecemos pelo presidente da República: político da velha guarda, educado, culto, mas cheio de problemas. Pagou fortunas aos congressistas para derrubarem um pedido do Supremo Tribunal Federal que o levaria ao banco dos réus. Interessante é afirmar: o dinheiro concedido aos deputados, através de emendas, é público. Fala-se em outras denúncias.

Se o Temer for afastado, existem dois prováveis substitutos: o presidente da Câmara Federal e o presidente do Senado, ambos investigados por vários crimes cometidos.

Caso o Sr. Michel Temer consiga sobreviver a tantas denúncias e continuar liberando emendas, oferecendo cargos aos congressistas, o Brasil irá para o fundo do poço, se é que já não chegou lá.

Pelos estados a situação não é melhor. São governadores, senadores, deputados federais e estaduais, todos cansados de receberem propinas e se envolverem com empresários desonestos.

Nos partidos políticos é de fazer rir! A começar pelo Partido dos Trabalhadores: fez uma verdadeira guerra pelo Brasil afora. Os senadores do PT que mais brigam no Congresso estão envolvidos em escândalos financeiros e podem ser presos a qualquer momento.

O PSDB teve seu presidente enrolado num caso que chamou a atenção do país inteiro. Com ele levou irmã, primo, assessores! Foi um Deus nos acuda!

O PMDB é campeão em filiados presos, processados e sendo investigados. Senadores, deputados, governadores e outros sem mandato, todos com medo de ir para a cadeia. Seu grande cacique, o alagoano Renan Calheiros, virou oposição, aliou-se ao Lula; é réu em vários processos.

PP e outros partidos não fogem à regra. Seus integrantes são alvos da justiça e não devem escapar das apurações do Ministério Público Federal.

 Aí chegamos ao pequeno estado das Alagoas. Para início de conversa, os 3 senadores estão sendo acusados pela Procuradoria Geral da República. Crimes variados, recebimento de propinas e outros atos ilegais.

Dos deputados federais, poucos se salvam. Sempre digo e repito: quem se elegeu nos últimos tempos, com o sistema montado pelos políticos, não conseguiu ganhar a guerra legalmente ou apenas com recursos próprios. Precisaram apelar para dois elementos que se confundem: a propina e a verba de campanha. 

Os deputados estaduais são piores. Transformaram a Assembleia Legislativa de Alagoas na Casa dos Horrores. Há quem diga que seus salários chegam a 300 mil reais por mês. Existem 900 comissionados com subsídios dobrados, sendo parte devolvida aos patrões, como se ouve pelos corredores da Casa. O resto que sobra do duodécimo serve para pagar ativos e inativos, dez dias após a verba ser repassada pelo tesouro estadual. Os servidores estáveis são perseguidos por dirigentes ambiciosos que nada temem.

E chegamos aos vereadores, cuja realidade não conheço de perto, mas a imprensa e as redes sociais retratam um quadro negativo.

Ficamos, então, imaginando como serão as próximas eleições. Quem se apresentará como candidato para substituir o Renanzinho, se ele não puder ser candidato à reeleição?

Quais os parlamentares que se apresentarão ao povo pedindo votos? De onde virá o dinheiro para a campanha? Os “taturanas” serão condenados e impedidos de se candidatarem novamente?

Tirando Heloísa Helena, vislumbro poucos políticos capazes de concorrerem às eleições sem temer a Justiça. Não me arrisco a citar nomes limpos no quadro político do Brasil e de Alagoas.

E o grande dilema é o seguinte: em quem votaremos em 2018? Vamos continuar elegendo os mesmos que se deixaram corromper? 

     Aceito opiniões.

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