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20 de Setembro de 2018

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Edição nº 934 / 2017

14/08/2017 - 19:43:01

Assassinos vão a julgamento dia 16

Namorado de camareira também estará no banco os réus

Vera Alves [email protected]
Marcos André foi baleado por Alvinho e Vado que, segundo a polícia, teriam sido contratados através de Junior (calça azul)

Está confirmado para a próxima quarta-feira, dia 16, o julgamento de três acusados no assassinato do advogado Marcos André de Deus Félix, crime ocorrido em março de 2014 na Praia do Francês, em Marechal Deodoro. Irão a júri os dois atiradores – Álvaro Douglas dos Santos e Elivaldo Francisco da Silva – e Juarez Tenório da Silva Júnior, que ficou conhecido como o namorado da camareira Maria Flávia dos Santos. Ela chegou a ser indiciada, terminou sendo impronunciada pela justiça e passou à condição de testemunha de acusação arrolada pelo Ministério Público.

Pronunciada como mandante do crime, a advogada gaúcha Janadaris Sfredo, antiga proprietária da Pousada Ecos do Mar, não será julgada agora em função de recursos no Tribunal de Justiça de Alagoas e no Superior Tribunal de Justiça (STJ). No âmbito do TJ, a decisão saiu esta semana. Na segunda, 7, o desembargador Sebastião Costa Filho, relator, indeferiu mis uma vez o pedido de conversão da prisão preventiva de Janadaris em prisão domiciliar, mantendo assim decisão da Câmara Criminal à qual ela havia recorrido.

Janadaris está presa desde outubro do ano passado na Penitenciária Feminina de Guaíba, no Rio Grande do Sul, para onde havia retornado após uma audiência de instrução em Marechal Deodoro. A alegação foi de que ela representava uma ameaça a uma das testemunhas do processo, José Aroldo Casado Gama. Este estaria ameaçado de morte, segundo depoimento dado um ano antes por outra testemunha, Márcio Fernandes Araújo.

Marcos André foi baleado na manhã do dia 14 de março de 2014 quando retornava da praia. O advogado de 40 anos correu ao ser abordado por Álvaro, conhecido como Alvinho, e Elivaldo, o Vado. Entrou na Ecos do Mar, onde caiu. Socorrido, foi levado ao Hospital Geral do Estado e morreu 13 dias depois no Hospital Universitário para onde havia sido transferido três dias antes.

A Polícia apontou Janadaris e o marido, Sérgio Sfredo, como mandantes do crime. A motivação seria a discórdia entre ela e a vítima em um processo julgado em 2010 referente a uma outra pousada no Francês, a Lua Cheia, de propriedade dos italianos Pietro La Rosa e Paola Carducci Artenisio. Ela, que também é advogada, teria perdido a causa para Marcos André, o que teria gerado frequentes atritos entre ambos.

Presos no final de março de 2014, os Sfredo sempre se afirmaram inocentes. Sérgio passou 18 meses preso com a esposa no Quartel do Corpo de Bombeiros em função do fato de, como advogados, terem direito a cela especial. Foi solto por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) e posteriormente impronunciado no caso pela justiça que reconheceu não haver qualquer elemento que o ligasse ao crime. Desde então ele atua na defesa da esposa com outros advogados.

DE RÉ A TESTEMUNHA

A justiça intimou Maria Flávia dos Santos a comparecer ao julgamento do dia 16 na qualidade de testemunha de acusação. Indiciada e denunciada como envolvida no crime, ela chegou a ficar presa no Presídio Santa Luzia. Foi solta após uma audiência de instrução na qual afirmou que Janadaris teria contratado os atiradores através de seu namorado, Junior. Desde a liberdade está morando em Minas Gerais.

Flávia, que trabalhava há quatro meses na Ecos do Mar quando ocorreu o crime, mentiu em juízo ao ser indagada sobre suas relações com Edjane Tomaz e o marido dela, José Cícero Correia, o “Zizi”, conhecido na região por seu envolvimento com drogas.

Edjane, segundo a defesa de Janadaris, foi a pessoa que indicou Flávia, sua comadre, para trabalhar na pousada. A camareira, contudo, afirmou na justiça que se ofereceu voluntariamente e que não conhecia o casal, embora esteja com ele em fotos disponíveis no seu Facebook e no da comadre, postadas em fevereiro de 2014, um mês antes do atentado que resultou na morte de Marcos André.

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