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20 de Novembro de 2018

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Edição nº 933 / 2017

07/08/2017 - 20:39:00

Pedro Oliveira

Fica Temer!

Pedro Oliveira

BRASÍLIA - Com uma margem favorável menor do que a previsão, o plenário da Câmara dos Deputados rejeitou o pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) para autorizar a análise de denúncia contra o presidente Michel Temer (PMDB). por corrupção passiva, pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Antes mesmo do encerramento da votação, os parlamentares da base aliada já comemoravam o resultado assim que foram alcançados 159 votos contrários ao prosseguimento das investigações. Considerando-se o número de parlamentares que registraram presença, as ausências, os votos da oposição, da base aliada e dos dissidentes do governo, não haveria mais condições de se alcançar os 342 votos necessários para a continuidade da análise da denúncia no STF, como determinam a Constituição e o Regimento Interno da Câmara. Anunciado o resultado o placar eletrônico mostrou 263 votos contra a denúncia, 227 a favor, 19 ausências e duas abstenções.

Ausência do povo

Diferente de outras recentes manifestações da população, um pequeno grupo  se reuniu em frente ao Congresso para acompanhar a votação. O ato aconteceu a poucos metros do prédio do Parlamento, que foi isolado e teve esquema de segurança reforçado, restrito à imprensa, aos parlamentares e a servidores.

Centenas de policiais acompanharam os manifestantes, que levaram um carro de som ao local. A cavalaria da Polícia Militar do Distrito Federal reforçou o cerco no centro do poder. A manifestação, promovida por movimentos sociais, entidades e sindicatos favoráveis ao afastamento de Temer, foi considerada um fiasco pelos próprios organizadores.

Como votou Alagoas

A bancada alagoana na Câmara dos Deputados empatou nos votos a favor e contra o presidente Temer. Todos, acredito, votaram por suas convicções, ideologias ou orientação partidária. Agiram de acordo com a imposição ou opção de cada um e não há o que se criticar de um lado ou outro, mas apenas se respeitar o direito do parlamentar em se posicionar no exercício de seu mandato. Alagoas votou assim: com Temer: Mauricio Quintella, Marx Beltrão, Arthur Lira e Cicero Almeida; contra: Paulão, Ronaldo Lessa, JHC e Carimbão.

A única posição destoante, mas previsível, foi a do deputado Pedro Vilela, que para confirmar sua ideologia tucana fugiu da votação. Não teve coragem suficiente para assumir o voto. Mas será sempre assim.  

Mudando o jogo

Esta semana circularam com força informações que levam a um acordo com vistas às eleições do próximo ano para “arrebentar” o jogo político na disputa majoritária. Há sim a possibilidade de uma união somando Renan Calheiros e Benedito de Lira para o Senado e o governador buscando a reeleição. Mesmo diante do que têm mostrado as pesquisas mais recentes, é uma chapa para revolucionar e incendiar a fogueira da politica local.

Fala-se que o senador Biu de Lira estaria incomodado com o ritmo lento e indeciso da oposição e os dois adversários o acolhem de braços abertos. Assim é o jogo da política, ganham os mais espertos.

Precatórios de novo?

Os famosos e cobiçados créditos trabalhistas que movimentaram muitos milhões, encheram os bolsos de gente graúda da administração estadual, fizeram uma casta privilegiada ganhar muita grana e frustraram milhares de servidores que ficaram apenas na ilusão, voltam à tona recheados de notícias nada abonadoras. Os corredores da Secretaria da Fazenda Estadual estão abarrotados de informações contraditórias e suspeitas e a imprensa está investigando a nova safra de “esquemas” em torno da compra e venda desses títulos. Confrontado, o secretário da Fazenda saiu pela tangente, com um bom lero-lero. Esse filme eu já vi e não gostei.  

O tempo é o dele

O prefeito Rui Palmeira faz muito bem em não querer falar de política agora, para cuidar dos muitos problemas que sua administração enfrenta. A situação de alguns setores da capital é crônica e a atual gestão os vem enfrentando com austeridade e compromisso com o interesse público. O prefeito é citado como exemplo de administrador responsável e essa pauta o tem colocado como um dos políticos mais bem avaliados da atual safra. Rui Palmeira, na hora certa e na sua hora, vai definir os rumos de seu caminhar e tem amplas probabilidades de sucesso. Precisa corrigir erros repetidos de alguns setores de sua administração que o têm atrapalhado mais que ajudado, principalmente e pontualmente: Saúde, Educação e Trânsito. O resto ele tira de letra.

Exemplo seguido

O prefeito Eduardo Tavares, desde os primeiros dias de sua administração, mostrou que faria diferente, tirando o município de Traipu das páginas policiais e estabelecendo um mandato voltado para solucionar os graves problemas de um povo sofrido e castigado por desastrosas gestões que o antecederam. 

Algumas de suas primeiras medidas de austeridade chamaram a atenção da imprensa e também de alguns prefeitos que têm lhe feito visitas em busca de informações de como fazer certo. Oriundo do Ministério Público, onde exerceu o maior cargo da categoria, como procurador-geral de Justiça, trouxe para a administração do município o mesmo viés de zelo com a moralidade e a legalidade, junto com o empreendedorismo. Seguindo seu exemplo outros prefeitos já começam a adotar postura semelhante. Entre os seguidores da moralidade está o jovem prefeito de Pilar, Renato Filho, que enviou para a Câmara Municipal um projeto que cria a Lei Municipal Anticorrupção.

São todos iguais

Primeiro na linha de sucessão presidencial após o impeachment de Dilma Rousseff, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), é proprietário de um escritório que foi utilizado por cerca de quatro anos pela Odebrecht, cujo “Departamento de Operações Estruturadas” distribuía propina e caixa dois para dezenas de políticos importantes – e, segundo delação de executivos da empreiteira, tinha o deputado entre os beneficiários, identificado como “Botafogo” nas planilhas de repasses ilegais. Atualmente, o escritório de Maia, que se diz “leal” ao presidente Michel Temer, é ocupado por uma empresa do BTG Pactual, recentemente envolvido em escândalos de corrupção. As informações são do site The Intercept Brasil.

A reportagem informa ainda que o ex-prefeito do Rio de Janeiro e atual vereador do município, Cesar Maia (DEM), pai e mentor político do deputado, manteve registrada no endereço, nos anos 1990, a Factóides & Factóides Promoções e Marketing, empresa em sociedade com a mãe e uma irmã de Rodrigo Maia.  Resumindo: eles são todos iguais.

Conta gotas

TUCANO que é tucano não vota SIM e também não vota NÃO. Simplesmente foge.

BOMBA de efeito devastador pode ser detonada a qualquer momento na política local. O estrago será feio.

ESCOLA DE GOVERNO de Alagoas vem declinando muito em suas atividades fins. Falta apoio ou competência?

MUITAS críticas contra a Secretaria Municipal de Saúde de Maceió. O que estará acontecendo? Vamos apurar.

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