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22 de Setembro de 2018

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Edição nº 933 / 2017

07/08/2017 - 20:35:52

Uma boa conversa

Jorge Morais

Na semana passada tive o prazer de conversar com o ex-procurador-geral do Ministério Público Estadual, Eduardo Tavares Mendes, hoje prefeito do município ribeirinho de Traipu, derivada de uma palavra indígena. Era um lugar público, com pessoas circulando e, alguns desses, parando para cumprimentar e parabenizar o prefeito por sua gestão. Consegui ouvir dele só coisa boa e cheguei à conclusão que a cidade saiu das páginas policiais para um espaço mais confortável, ou seja, a de uma administração equilibrada e transparente, coisa pouco comum naquelas bandas.

O prefeito Eduardo Tavares chegava a brilhar os olhos quando, como um homem que sempre combateu a violência no estado à frente do MP, falou da sua satisfação e do dever realizado ao afirmar que, na sua gestão, Traipu só contabilizou um assassinato, ressaltando que o fato ocorrera na zona rural, longe das vistas e da atuação da Segurança Comunitária do Município e da Polícia Militar. Fez questão de dizer que, mesmo filiado ao PSDB, partido que faz oposição a Renan Filho, sempre que precisou da área de segurança e outros benefícios para sua cidade, nunca faltou esse apoio por parte do governador, a quem disse ser agradecido pela atenção e sua postura.

Para um homem cheio de atribuições, achei que o tempo da nossa conversa foi até longo e superou a minha expectativa, e por ele o papo não se encerraria tão cedo, grande era a sua motivação. Em dado momento, se aproximou o procurador do Ministério Público, Lean Araújo, que lhe deu um abraço e também lhe parabenizou. Eduardo respondeu dizendo que logo estaria de volta ao MP, o que foi corrigido pelo Lean, quando afirmou que estava se preparando para sair e que o Eduardo deveria pensar o mesmo, nesse momento altamente positivo que enfrenta na vida pública.

Aproveitei para falar um pouco de política com o prefeito. Primeira alfinetada: E aí, é verdade que o ex-governador Teotonio Vilela é candidato a deputado federal? A resposta foi rápida: “Ele é candidato ao Senado da República, com uma candidatura bem solidificada e respaldada por dois governos estaduais”. E ainda completou: “O Senado ou nada e acredito muito na primeira opção”. Disse que é amigo do senador Renan Calheiros e acha que esse processo será muito complicado e difícil para todos. Perguntei: E o prefeito Rui Palmeira é candidato a governador? “Não tenho como responder. Só o Rui pode falar, nesse momento, e ele não deu nenhuma pista.

Nesse momento, recebe uma conta, paga, atende o telefone, ordena alguma coisa, e, em seguida, retoma a conversa, garantindo que, no último mês de julho, pagaria a metade do décimo terceiro salário, o que terminou cumprindo. Disse a ele que o prefeito Júlio Cezar, de Palmeira dos Índios, que lhe substituiu como candidato a governador do Estado de Alagoas na última campanha, estava juntando alguns recursos para usar numa necessidade extrema ou em alguns projetos especiais. Disse que está fazendo o mesmo e que tudo isso é possível, quando o gestor tem responsabilidade e age com transparência, achando que o estado está com uma boa safra de prefeitos.

Só na hora de irmos embora, é que notei, um pouco afastados, dois homens que faziam a segurança do Eduardo Tavares. Discretos, faziam questão de não sufocar o prefeito e as pessoas que se aproximavam. Como quem estava com a consciência tranquila, com a certeza do dever cumprido, os cabelos e a barba mais brancos, foi deixando o ambiente devagar, atendendo mais uma ligação telefônica, mas prometendo que me enviaria, em breve, um rosário de realizações da sua administração, como que para provar o que teria dito em nossos 20 minutos de uma boa conversa, que pareceu ter sido um tempo bem mais longo.

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