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22 de Setembro de 2018

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Edição nº 933 / 2017

07/08/2017 - 20:14:36

Sururu

Da Redação

Rui e as pesquisas 

1 - As pesquisas de intenção de voto favorecem o prefeito de Maceió na hipótese de uma candidatura ao governo de Alagoas. Afinal, Rui Palmeira tem ficha limpa, ativo moral de grande peso na eleição de 2018. 

2 – As consultas eleitorais de hoje, no entanto, refletem apenas as circunstâncias do momento, bem distante da realidade de um pleito marcado para daqui a 15 meses. 

3 – Rui tem tudo para consolidar sua liderança como gestor público, mas sua permanência no topo das intenções de voto dependerá de variáveis políticas alheias à sua vontade. 

4 – Em três anos e meio de administração o prefeito de Maceió ainda não tem uma grande obra para apresentar como marca de seu governo, mesmo tendo bons projetos que podem mudar essa realidade. 

5 – Mas para tirar esses projetos do papel, Rui Palmeira precisará de muito dinheiro, que só virá com empréstimos externos, o que não é nada fácil. 

6 – E mesmo que consiga esses recursos, o prefeito não executará esses projetos a tempo de disputar o governo do Estado. Deixaria pela metade obras que marcariam a sua administração. 

7 - Rui Palmeira sabe disso e dificilmente disputará o governo apenas para atender pressões de aliados, ou mesmo por veleidade.  

8 – Por fim, o prefeito foi eleito para administrar Maceió por 4 anos. Se ao final consolidar sua liderança como gestor público, aí sim, terá cacife para pleitear o cargo de governador e certamente será um candidato imbatível. 

Memória curta

Ao votar contra Temer, o deputado Carimbão foi o mais exaltado da bancada alagoana na Câmara Federal. Em discurso moralista, revelou ser um político pobre, dono de um carro velho e um apartamento financiado pelo BNH. Não é o que diz sua ficha no TSE, onde ele declarou, na última eleição, ter um patrimônio superior a R$ 1 milhão, portanto, um milionário. Carimbão também esqueceu que em junho e julho últimos recebeu R$ 2,4 milhões em emendas do governo.

Em cima do muro

Também votaram contra Temer os deputados JHC, Ronaldo Lessa e Paulão. Pedro Vilela, como bom tucano, ficou em cima do muro. Mesmo tendo recebido R$ 3,8 milhões em emendas fugiu do plenário para não ser contra nem a favor. Muito pelo contrário.

Oportunismo

Pelo arquivamento da denúncia contra o presidente Temer votaram os deputados Arthur Lira, Marx Beltrão, Maurício Quintella e, de última hora, Cícero Almeida, quando a vitória do governo já estava garantida. Oportunismo puro. 

Hipocrisia

Muitos deputados da oposição beneficiados com emendas tentaram vender o discurso do fisiologismo. Uma das campeãs na modalidade é Alice Portugal (PCdoB-BA), que votou contra Temer e ainda denunciou a compra de deputados com emendas.

Já o governista Sérgio Reis (PRB-SP) arrancou aplausos da oposição ao declarar voto contra o presidente Michel Temer. O cantor, no entanto, lidera o ranking em emendas pagas, com R$ 8,4 milhões.

Como lembrou o jornalista Reinaldo Azevedo, “diferente da música de Lupicínio Rodrigues, nem sempre a vergonha é a herança maior deixada a certos moralistas”.

O bilhão do 

Fundef

Os 41 municípios alagoanos que receberão R$ 1 bilhão do antigo Fundef aguardam apenas a liberação desses recursos para fazer a festa da gastança. Alguns prefeitos, mais afoitos, há muito sonham com essa montanha de dinheiro para encher as próprias burras, meter o pé na jaca.

Trata-se de verba indenizatória, sem destinação carimbada, mas os prefeitos não podem fazer o que quiserem com esses recursos, muito menos desviá-los para suas próprias contas. Quem assim agiu foi denunciado pelo MP e hoje está na penitenciária.  

A palavra final será dada pelo Tribunal de Justiça de Alagoas, que indicará as áreas em que o dinheiro do Fundef deve ser aplicado, mas sem atropelar o princípio constitucional da independência dos poderes. 

Replay de 2014

A disputa majoritária de 2018 tem tudo para repetir o arranjo político de 2014 que garantiu a vitória de Renan Filho e a reeleição do senador Fernando Collor. 

O núcleo dessa aliança passa por Renan Calheiros, Collor, Téo Vilela e Renan Filho, que permanecem unidos de olho no pleito de 2018. 

E se nada mudar até lá, Renan Filho e Renan pai serão reeleitos, enquanto Vilela garantirá sua volta ao Senado. 

Destino de Amélio

O STJ – Superior Tribunal de Justiça – decidirá o destino do conselheiro Cícero Amélio no próximo dia 17, quando termina o prazo de um ano da suspensão do cargo. Depois de um ano investigando as denúncias contra o conselheiro, o STJ o devolverá ao TC ou renovará a suspensão do cargo para ampliar as investigações.  

Depressão

Amigos de Celso Luiz que o visitaram no presídio informaram à coluna que o ex-prefeito de Canapi está deprimido e com a saúde abalada pela prisão. Não recebe visita nem mesmo da esposa, conselheira do Tribunal de Contas. O último dos coronéis do Sertão jamais imaginaria acabar na cadeia. 

Indústria da multa

A SMTT precisa se preocupar mais em orientar os motoristas e reduzir um pouco a fúria de multar por multar. Sem uma política civilizada para o caótico trânsito de Maceió, a indústria da multa só agrava o problema. 

Com a palavra, o superintendente do órgão, Antônio Moura. 

Vanguarda  

do atraso

Se trocar a Prefeitura de Maceió pelo Governo de Alagoas, o deputado Ronaldo Lessa receberá em troca uma secretaria de Estado, que pode ser Administração e Planejamento.  

Como é sabido, Lessa se elegeu governador empunhando a bandeira da vanguarda contra a “turma do atraso”, à época integrada por Suruagy, Fernando Collor, Gui-lherme, Renan e usineiros. 

Para se eleger deputado, Lessa arriou a bandeira da vanguarda e se aliou à turma do atraso. E está bem enturmado.  

Luiz Pedro 

na cadeia 

Condenado a 26 anos de prisão em regime fechado, por crime de homicídio, o ex-deputado Luiz Pedro ganhou mais duas semanas de liberdade. Seu recurso de apelação deveria ser julgado quarta-feira passada, 2, mas o TJ adiou o julgamento para 16 de agosto. Confirmada a sentença pelo tribunal, o condenado será remetido para o presídio. 

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