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25 de Setembro de 2018

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Edição nº 932 / 2017

01/08/2017 - 18:38:34

Aplicativo criado por alagoanos tem mais de 1,5 milhão de usuários

Ronaldo Tenório diz que desafio atual é ampliar atividade no país e também no exterior

Maria Salésia com assessoria [email protected]
Hugo, personagem em 3D, dá vida ao aplicativo criado pelo alagoano Ronaldo Tenório

O aplicativo Hand Talk fruto da parceria de três jovens alagoanos lançado no mercado em 2013 virou febre nacional. Para se ter uma ideia de seu potencial, mais de um milhão e meio de pessoas já fizeram download do tradutor de bolso para a linguagem de Libras. Hugo, o personagem em 3D que dá vida ao aplicativo, traduz áudios em linguagem de sinais, tornando a comunicação interativa e de fácil compreensão.

Comandada por um simpático intérprete virtual, a empresa é referência no segmento e já recebeu vários prêmios internacionais. Prova dissi é que foi eleito pela ONU o melhor app de acessibilidade da América Latina e do Caribe. Mas a iniciativa foi reconhecida ainda no México, Colômbia, Estados Unidos e outros países. No ano passado, o jovem empreendedor digital Ronaldo Tenório, um dos criadores do aplicativo, foi o único latino-americano escolhido pelo conceituado Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos EUA, como um dos 35 melhores inventores com menos de 35 anos no mundo.

O aplicativo que traduz mensagens em português para a linguagem dos sinais (libras) abrange uma grande parcela da população brasileira. No mundo, são 360 milhões de pessoas que todos os dias enfrentam dificuldades de se comunicar, seja para ouvir ou para falar; no Brasil, são 10 milhões.

Cerca de 70% dos surdos brasileiros têm dificuldade em ler e escrever a língua escrita do país, pois a experiência de comunicação é praticamente visual. E assim, como entender o português é difícil, eles dependem quase que exclusivamente da Língua de Sinais para se comunicar.  Diante da situação, os amigos Ronaldo Tenório, Carlos Wanderlan e Thadeu Luz criaram o Hand Talk para que pudesse fazer a diferença. E fez.

Na verdade, desde 2013, ano de lançamento, o aplicativo vem quebrando barreiras entre surdos e ouvintes. A nova iniciativa da empresa é o Hand Talk Live,  plataforma que realiza videochamadas com intérpretes de todo o Brasil para interpretação sob demanda. Com o Live, os surdos têm à disposição uma rede de intérpretes parceiros da Hand Talk, que realizam a tradução em tempo real e possibilitam uma comunicação melhor nessas situações.

Para se beneficiar do serviço é fácil.O usuário deve criar uma conta e cadastrar o cartão de crédito na plataforma. Em seguida, é exibida uma tela com todos os intérpretes disponíveis e com o valor cobrado por cada um pelo minuto do serviço. O usuário pode acessar o perfil de cada intérprete e conhecer sua formação e especialidade, além da avaliação dos outros usuários (que varia entre 0 e 5 estrelas). Depois disso é só escolher o intérprete que preferir e solicitar a videochamada. A cobrança é debitada diretamente do cartão ao final da ligação.

Mas o grande diferencial do Live é a rede de intérpretes parceiros, que permite que profissionais de diferentes regiões do país, com domínio de temas e sinais específicos em Libras, possam trabalhar de casa e nos horários que mais lhe convêm.

A plataforma já está disponível para uso em www.handtalk.me/live, onde os usuários podem se cadastrar e solicitar intérpretes. Os interessados também podem fazer parte da rede de parceiros da Hand Talk. 

Ronaldo Tenório faz convite para que as pessoas conheçam um pouco mais o trabalho através do www.handtalk.me/app (aplicativo) e www.handtalk.me/sites (tradutor de sites)

Empresa genuinamente alagoana, atualmente é sediada em Maceió e São Paulo. Mas, segundo Tenório, a equipe está sempre buscando algo inovador para cada vez mais melhorar o serviço.

COMO FUNCIONA 

Ao abrir o aplicativo Hand Talk, surge um avatar com um largo sorriso e uma grande disposição para ajudar. Trata-se do simpático Hugo.

Abaixo, aparece uma frase que diz: “falar para traduzir”. E a pessoa que quer se comunicar com um deficiente auditivo só precisa falar.

E imediatamente Hugo faz o seu trabalho: começa a traduzir com sinais o que acabou de ouvir no telefone. E vice-versa: traduz a linguagem de sinais para mensagens de texto ou de voz.

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