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19 de Setembro de 2018

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Edição nº 932 / 2017

01/08/2017 - 18:35:44

Triste sina

ELIAS FRAGOSO

O grupo que tomou de assalto o poder com  a deposição daquela coisa esquisita que queria engarrafar vento é o que de pior há no Congresso Nacional (local onde todos sabem de todos e de tudo, diga-se de passagem). Na verdade, eles só não conseguem ser piores que os petistas e seguidores da seita, caras de pau contumazes acostumados a colocar  culpa em todos, menos neles que quebraram o país e continuam apostando no quanto pior, melhor. 

Os novos sócios protagonistas do poder, o velho PMDB de guerra e o PSDB, principalmente, (existem outros partidos satélites que vão para onde a onda for) demonstram na prática o quão estão distantes do povo. Uns acoitados diretamente por acusações contra seus principais próceres que ou já estão presos (caso do notório Eduardo Cunha e seus cúmplices) de roubarem fundos de pensão e a Caixa Econômica; Ou quase “presos”, caso do finório Gedel Vieira Alves (mais conhecido no meio da ladroagem política como boca de jacaré, dada a sua eterna “fome”) ou do Sr. Moreira Franco, conhecido na lista da Odebretch como Gato Angora, o ministro que se tornou ministro prá não ir preso (e que por onde passou quebrou tudo) e que, junto com o Sr. Padilha, outro que tem tudo para ir para detrás das grades não fosse ministro de Estado) e claro, o próprio presidente da republica flagrado com a mão na botija e que desesperadamente tenta comprar votos de deputados da mesma laia para se livrar de responder por seus atos de lesa – pátria.

E o que dizer das vestais do PSDB? Seu presidente, Aécio Neves, flagrado esmolando uma grana por fora  junto ao fatídico Joesley Batista é a figura mais vistosa do modus vivendi estabelecido entre políticos e determinados empresários (amplamente beneficiados com financiamentos e outros agradinhos de bilhões de reais que literalmente levou o país a bacarrota). 

Pois bem, esses senhores de vida ilibada estão firmando pacto de bastidores para manter o Temerário à frente da gestão do país até as próximas eleições. Em troca querem se livrar da Lava Jato no mais curto espaço de tempo; aprovarem um fundo imoral de nada menos que 5,6 bilhões de reais para os partidos torrarem na reeleição dos seus atuais membros com mandato (ou alguém duvida que novatos terão acesso a essa dinheirama?); Nos fazer engolir o distritão, excrescência que apenas mantém o status quo atual; “Esquecer” a lei de abuso de autoridade para que tudo continue como sempre em terras de Abranches e, finalmente: não “mexer” nas urnas eletrônicas, hoje o maior calacanhar de aquiles para eleições limpas neste país, dada as comprovadas e não refutadas falhas que ele proporciona (quem não lembra do suspeitíssimo pleito comandado pelo Sr. Toffoli que “elegeu” a dona de um único neurônio avariado, e que até hoje sofre contestações?. Mas isso é assunto para outro artigo.

Esse quadro nos desenha um 2018 sombrio, deflacionário e com os problemas capitais da Nação sendo empurrados para o novo governo que assumir em 2019 (alguém duvida da incapcidade política deste governo atual de aprovar alguma coisa relevante nesse meio tempo?!).

Até lá, a toada vai ser essa atual, autoridades comemorando ridículos e péssimos números da economia como se fossem indicativos exuberantes de crescimento (o que não o são); políticos louvando a Lava Jato e nos bastidores tentando se livrar dela; conchavos de bastidores para reelejer os mesmos que aí estão; nenhuma mudança significativa e importante na reforma política, da previdência ou tribitária, nenhuma medida real de contenção de gastos com  demissão em massa de um bando de desocupados que varejam nas repartições públicas, a demissão sumária de quase 100 mil cargos comissionados – sinecura que só serve como depósito de apaniguados; Fim das mordomias de desembargadores, juízes e promotores e seus legais, mas imorais penduricalhos salariais com apelidos que seriam jocosos não fossem trágicos como: auxílio para compra de livro; auxilio-moradia (mesmo para quem mora na cidade...), e vai por aí. Espaço para isso existe. Mas esse governo Temerário escapando da quilhotina, não moverá um dedo nesse sentido, pouco importando o brutal número de desempregados gerados pelo PT, o enorme aumento da violência social daí decorrente ou outras mazelas tão conhecidas por todos nós.

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