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15 de Novembro de 2018

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Edição nº 932 / 2017

01/08/2017 - 18:26:14

Jorge Oliveira

Jorge Oliveira

O falastrão

Rio – O Lula está se envenenando com a própria língua, como já diriam os chineses. Achou que ia ganhar no grito e deu-se mal. Depois de condenado, viu-se de uma hora pra outra pobre novamente depois que o juiz Sérgio Moro – que ele desacatou, inclusive ameaçando de prendê-lo se voltasse ao poder – mexeu na parte mais sensível do ser humano: o bolso. Moro confiscou os R$ 9 milhões, número cabalístico, o mesmo da sua condenação, e agora o então falante, agressivo e impulsivo Lula está com a corda no pescoço. Nas entrevistas que tenta desqualificar os procuradores, já encontra brecha para se penitenciar dos insultos que fez à Justiça. É assim mesmo, ele sempre se acovarda quando é pressionado e confrontado com a realidade dos fatos.

O ex-presidente falou o que não devia e recebeu o troco. Orientou seus advogados a partir para o tudo ou nada com o juiz Sérgio Moro e os procuradores da Lava Jato. Chamou-os, inclusive, de “aquela molecada” que não “entende política”. Agora, sofre mais um revés, um desembargador da Segunda Turma do Rio Grande do Sul, a mesma que vai julgá-lo para ratificar ou não a sentença de Moro, indeferiu pedido de seus defensores para liberar a fortuna confiscada. E mais: o pessoal da Lava Jato também decidiu investigar essa conta milionária do ex-presidente, coisa que ele não conseguiria poupar apenas com a aposentadoria de ex-anistiado e os salários dos mandatos de deputado federal e presidente da República.

Ele confessou que achava que o Moro iria absolvê-lo. Imaginou que o fato de ter exercido a presidência da República o transformaria em intocável, acima da lei. Não pensou como os mortais porque se acha um ser superior que abusa da falsa humildade. Excedia-se na retórica quando estava frente a uma plateia, principalmente daquela escolhida para aplaudir os seus insultos. Por onde andou destratou os investigadores da Lava Jato, a Polícia Federal e a Justiça de uma maneira geral, porque se considerava – como chegou a dizer – mais honesto do que Deus. Agora, com a casa no chão e as economias confiscadas, anda dando sinais de que vai mudar de comportamento.

A orientação que deu para seus advogados é a de pegar leve com os procuradores e os juízes encarregados de apurar o assalto aos cofres públicos da organização criminosa e punir os responsáveis por esses crimes, depois que percebeu que o circo não pegou fogo com a sua condenação. Os gatos pingados que foram às ruas apoiar os atos de corrupção da petezada já se recolheram. E daqui pra frente devem ficar encolhidos dentro dos seus sindicatos porque a mamata da contribuição sindical acabou com a nova mudança trabalhista. Por ano, eles recebiam R$ 3,5 bilhões, soma correspondente a um dia de salário de todo trabalhador brasileiro, dinheiro que era desviado para manter a república sindical que sustentava políticos e milhares de militantes do PT.

Nos últimos anos, desde o advento da Lava Jato, Lula não ganha uma. Viu seus amigos como Zé Dirceu, Vaccari, Vargas, Genoino e tantos outros da linha de frente do partido serem engaiolados pelo juiz Sérgio Moro e pelo STF. Esperneou, mas não conseguiu impedir que a sua companheira Dilma fosse expurgada do Palácio do Planalto. Assistiu o seu partido definhar com a desfiliação de alguns parlamentares e a redução das prefeituras na última eleição e no momento amarga uma condenação de mais de 9 anos com o sério risco de ir para a cadeia. Ou seja: o falastrão tentou ganhar no grito, mas teve que se curvar diante das evidências da sua culpabilidade em vários crimes investigados pela Polícia Federal e pelos procuradores do Ministério Público.

Recolhidos

Ao contrário do que ele imaginava, o Brasil não parou depois que ele foi condenado. As instituições e os serviços públicos estão funcionando a pleno vapor e alguns militantes, que se assanharam um dia depois do anúncio da sentença, já se recolheram. Perceberam que não adianta gritar, pois o juiz Sérgio Moro não teme aplicar a lei que deve ser para todos porque, segundo ele, ninguém está acima dela, como ele próprio disse ao se referir à sentença que aplicou ao Lula.

Quieto

Lula não esperava ficar de bolsos vazios. Achava que a sentença ficaria apenas na condenação dos mais de 9 anos, por isso se surpreendeu com os outros castigos que foram divulgados depois. Os milhões que estavam no Brasilprev, um plano de previdência privado, estão bloqueados e para revê-los ele certamente terá que explicar como essa montanha de dinheiro foi parar na sua conta.

Calma

Outro castigo: o apartamento que ele continua negando ser dele, contrariando todas as evidências, certamente será leiloado porque foi confiscado pelo Sérgio Moro. O sítio, que ele também continua negando a propriedade, é outro imóvel dele que será vendido para que o dinheiro volte aos cofres públicos de onde saiu para transformar essa petezada em gente milionária.

Mansinho

Diante de tantas punições, Lula agora pretende mudar de estratégia para enfrentar os procuradores de Curitiba. Uma delas é deixar de insuflar seus advogados que foram agressivos nos questionamentos com Sérgio Moro quando, na verdade, deveriam ter apresentado provas da inocência do seu cliente e não impropérios contra os investigadores, como fizeram algumas vezes durante o processo.

Coação

Lula e seus advogados acreditavam que coagindo a Justiça, insuflando os militantes nas ruas e ameaçando paralisar o país com o seu exército vermelho, como dizia, o juiz Sérgio Moro iria se acovardar e recuar da sentença. Enganou-se. Enquanto viver prestará contas à Justiça, pois ainda tem mais quatro processos correndo contra ele nos tribunais. E basta mais uma condenação para levá-lo à cadeia. O pior de tudo agora é a falta de grana para continuar pagando os advogados já que todo dinheiro está indisponível nos bancos. 

Caladinha

Enquanto o Lula vivia em reuniões insultando os procuradores, a sua companheira Dilma preferiu o silêncio, como boa mineira. Dificilmente ela contesta a atuação da Justiça na Lava Jato e quando faz é com moderação. Ela tem consciência da herança maldita que deixou ao país. E sabe perfeitamente do assalto feito por seus amigos petistas aos cofres públicos. Por isso, ela prefere ficar fora do noticiário e esperar a sua vez para depor sobre as mazelas do seu governo. Não quer de uma hora para outra fazer parte da ala feminina do presídio que vai abrigar seu companheiro Lula. 


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