Acompanhe nas redes sociais:

26 de Setembro de 2018

Outras Edições

Edição nº 931 / 2017

26/07/2017 - 22:34:21

Ainda há esperanças

ELIAS FRAGOSO

A cada nova eleição a imprensa registra a “renovação” do Congresso Nacional quase sempre com números que giram em torno dos 40%. São números que por si só poderiam indicar novos ventos na política brasileira. Mas fica só nisso. Números. As promessas de mudanças ou em favor de “mais educação”, “mais saúde”, “mais segurança” e por aí vai, fica nisso mesmo: promessas. Eleitos, “novos e velhos” congressistas as esquecem e tratam de, rapidinho,  se enturmarem na  prática reiteirada de ações não republicanas em prol do seu bolso e dos lobbies empresariais, os seus verdadeiros patrões, em inversão criminosa da missão de um representante do povo. Resultado: até o momento mais de 300 picaretas (das 520 “excelências”) foram envolvidos no tsunami que se tornou a Lava Jato.  E pelo andar da carruagem irão sobrar poucos desta e de outras investigações em andamento. Se tanto uns 50 deputados federais e senadores. Ou seja: apenas uns 10% do Congresso Nacional!

No momento eles – como se tivessem feito pouco - estão envolvidíssimos em parir mais uma sinecura que é a tal da reforma política com excrescências tipo distritão (Alagoas toda seria um distrito, por exemplo) que só interessa a quem tem mandato; garantia de que nenhum candidato pode ser preso antes de 8 meses da eleição (uma “cândida” proposta de um deputado do baixo clero do PT visando proteger o chefe da sua gangue); a proposta de transferir do Orçamento para o fundo partidário nada mais, nada menos que 5,6 bilhões de reais, isso mesmo bilhões, para suas “excrescências” torrarem nas próximas eleições, dentre outras inúmeras maldades contra o povo brasileiro. Não se enganem. O que eles querem é “apenas” se perpetuarem no poder. Nenhuma das medidas propostas melhora nada e coisa nenhuma. É só embromação. Ou como diria Tomasi di Lampedusa (1896/1957): “É preciso que tudo mude, para que tudo fique no mesmo lugar”.

E o povo?! E a classe média?! Ninguém reage?! Neste país macunaímico, a casta superior sempre governou cleptocratamente porque conta com a complacência da nossa burguesia (que se contenta com as sobras do repasto: um carguinho ali, um favor lá...; da classe média que baseada na meritocracia quer se manter afastada da “imundice fétida e purulenta” da política (justamente o que “eles” querem que aconteça); e da classe popular, semianalfabeta, que não tem a mínima noção do que está acontecendo (quantos de vocês viram pessoas desta classe social nas passeatas e movimentos de rua?). 

Somos um povo que está ficando craque em se mobilizar e ir para as ruas protestar (antes tarde que nunca), mas que não está sabendo transformar essa energia em concretas ações mudancistas. Como atenuante, sabemos que nossa “maravilhosa” legislação eleitoral antidemocrática (obriga a todos a votar); engessadora (proibe candidaturas avulsas, o que seria ótimo nestas circunstâncias) e protetora (do status quo), inibe iniciativas nesse sentido.

É preciso urgente aproveitar essa energia que emana da nação, do seu povo, revoltado e enojado com esse estado de coisas. O PT quebrou o país; o PMDB agora que “fechar o caixão” mantendo na marra um presidente desmoralizado e sem nenhuma condição de governança no poder pelos próximos dois anos. 

É hora de se pensar seriamente em nomes novos de fora da política para governar os estados e o país. Antes que os políticos profissionais o enterrem na vala comum das nações inviáveis. E somente novos nomes serão capazes de aglutinar forças para recomeçar tudo. 

Os próximos governantes só podem assumir um compromisso: reconstruir os estados e o Brasil. Sob novas e sólidas bases. Serão 4 anos muito difíceis mas, somente sem a presença de cleptocratas no poder é que poderemos almejar alguma esperança. Senão...

Comentários

Curta no Facebook

Siga no Twitter

Jornal Extra nas redes sociais:
2i9multiagencia