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18 de Novembro de 2018

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Edição nº 931 / 2017

26/07/2017 - 22:33:02

Alagoas pede socorro

Alari Romariz Torres

Nosso pequeno estado, localizado no Nordeste do Brasil, está sofrendo demais com as crises política e econômica que se abateram sobre o Brasil.

Dos três Poderes, o que menos sofre é o Judiciário. Paga salários em dia, concede reajuste a seus servidores, respeita as leis trabalhistas. O povo reclama da lentidão da justiça, entretanto, não é só a parte estadual. De uma maneira geral, no país todo ocorre a tão criticada lentidão de nossos   processos judiciais.

O Executivo vai caminhando a passos lentos. O governador e seu pai senador são acusados de uso de propina. Mas o dirigente máximo do Estado faz tudo para não atrasar o pagamento dos funcionários públicos, apesar de ter que fazer estripulias para alcançar tal intento.

A propaganda oficial é maravilhosa! Passa a imagem de que tudo vai muito bem. Não mostra escolas fechadas e destruídas, o caos na saúde e ser Maceió uma das capitais mais violentas do país.  

Greves se sucedem e o governador dá migalhas a diversas categorias. Mas dá. As polícias não estão satisfeitas, ameaçam parar de vez em quando.

O prefeito da capital e o governador não se entendem; ambos já pensam nas próximas eleições. É um tal de toma lá, dá cá, com objetivo de conquistar novos aliados.

O Legislativo é o mais sujo dos três Poderes. As Mesas Diretoras que se sucedem cometem irregularidades. Só têm uma finalidade: pagar altos salários a deputados e adicionar assessores à folha de pagamento. Eles recebem em dobro a sua remuneração mensal.

Os que dirigem a Casa dos Horrores humilham e perseguem os servidores ativos e inativos. Não existe lei a ser respeitada; tudo ocorre conforme a vontade do primeiro-secretário. Nem ação judicial ele respeita!!!

O governo municipal de Maceió é alvo de críticas terríveis, mas o prefeito gasta fortunas com publicidade para enfatizar sua “excelente” gestão.

A Câmara de Vereadores da capital não é muito melhor do que a Assembleia Legislativa. Os edis já anteciparam a eleição da Mesa Diretora (lição aprendida com o Legislativo Estadual).

O comércio reclama das vendas, a indústria não vai bem. Os usineiros alagoanos atrasam o pagamento dos fornecedores, estão querendo deixar de pagar impostos, relembrando certo acordo feito entre o Estado e as usinas na época de Collor. As consequências desse maldito conchavo duram até hoje e são nefastas. Naqueles dias, a imprensa lembrava que os cofres públicos sofreram um abalo de 65% na arrecadação mensal.

O ensino público em nosso estado é fraco e deficiente. As vagas para as universidades federais são preenchidas por alunos de fora.

A classe média alagoana ficou mais pobre; as categorias D e E da sociedade cresceram assustadoramente e os ricos estão mais ricos, pois sabem aproveitar a crise. 

Funcionários civis e militares tiveram seus salários quase congelados, estão insatisfeitos e lutam para manter um nível de vida abaixo do que tinham nos idos de 80/90.

Se falarmos em desempregados é de doer o coração! São milhares de pessoas que querem trabalhar e não conseguem.

As empregadas domésticas ganharam várias vantagens nas leis trabalhistas, mas não acham emprego. A moda, agora, é ter apenas uma diarista por semana.

Este é o triste retrato de um lindo estado, cheio de lugares bonitos, gente boa e hospitaleira, que, talvez, não tenha sabido escolher seus representantes.

Fico pensando com meus botões: até quando Alagoas viverá nas mãos de políticos que usam e abusam do dinheiro público? Continuando nessa crise, até quando sobreviveremos? Insistiremos na tecla de que um deputado estadual pode receber 300.000 reais por mês? Alguém ajuda?

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