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24 de Setembro de 2018

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Edição nº 931 / 2017

26/07/2017 - 22:32:35

Um resultado já esperado

Jorge Morais

Quando escrevi no artigo da semana passada que a intervenção do Procon no episódio da queda nos preços dos combustíveis nos postos de abastecimentos em Maceió, especialmente a gasolina, teria sido feito em uma hora errada e atrasada, não estava querendo adivinhar, absolutamente, nada. Era, apenas, uma questão de horas ou poucos dias. E não deu outra. Quando o órgão, na ânsia de fiscalizar e procurar “chifre em cabeça de cavalo”, os proprietários de postos, como numa atitude revanchista, retornaram aos valores anteriores cobrados ou próximos disso.

No artigo anterior usei, também, como exemplo o conhecidíssimo ditado popular que diz: “esmola grande demais, até o pedinte desconfia”. Existem outros, como: “quem nunca comeu mel, quando prova se lambuza” ou “alegria de pobre dura pouco” ou “não adianta ir com muita sede ao pote, porque o mesmo é de barro e pode quebrar”. Todos esses ditados populares se encaixam no resultado final da redução assustadora dos preços cobrados, repentinamente, em relação ao que se cobrava, por exemplo, há 15 dias.

Como o grande defensor dos usuários, o Procon foi às ruas investigar os postos e cobrar explicações para a redução de uma hora para outra nos preços, sem que nenhum fato novo tenha ocorrido. É verdade que o governo reduziu o preço nas refinarias até chegar aos distribuidores, mas nunca na proporção do resultado final encontrado pelos postos nas bombas de abastecimento. Como chamou atenção a mudança, o órgão de defesa do consumidor se achou no direito de querer saber o que teria ocorrido para se chegar a tanta bondade, de uma hora para outra.

Na verdade, o que era doce, acabou-se, como andam dizendo muitos usuários dos postos de abastecimentos, principalmente os profissionais do volante, como táxi, Uber, carros de fretes e tantos outros que se viram com a possibilidade de aumentar um pouco seus lucros nesse momento de crise. Hoje, estão chorando o leite derramado e sem nenhuma explicação convincente das autoridades maiores ligadas ao segmento. Do jeito que o preço surpreendeu e caiu, o preço voltou quase ao patamar anterior e na mesma velocidade.

Agora é jogar a poeira para cima, tirar o pé do acelerador e rezar. É o que nos resta fazer daqui para frente, pois o momento que se anunciava como muito interessante para os nossos bolsos, quando milhares e milhares de pessoas acreditaram que tudo aquilo não era só um sonho, não passou de um pesadelo, uma enganação e de uma manobra articulada, não sei por quem, para enganar os bestas daqui do outro lado. A não ser pela descoberta de um posto que vendia combustível adulterado, o que foi mesmo o que aconteceu com todo mundo? Qual foi o resultado da atuação do Procon, senão ajudar no aumento dos preços nas bombas?

Se você sabe das respostas, mande para mim alguma coisa nesse sentido, porque estou mais perdido que a atuação do Procon em querer saber o porquê da redução de preços e porque isso ocorreu somente agora,  quando, antes, o produto era cobrado lá nas alturas. Sem nenhuma dúvida, esse é o país das desculpas, imagine em Alagoas como é que isso funciona. Acho que o governo estadual tem obrigação de apresentar uma explicação lógica e correta para os fatos ocorridos recentemente. Entendo que a Secretaria da Fazenda é a instituição mais indicada para esse resultado e o secretário George Santoro, como um profissional sério, não pode deixar passar essa oportunidade em branco.

O povo exige resposta coerente e não conversa.


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