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16 de Novembro de 2018

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Edição nº 931 / 2017

26/07/2017 - 22:20:49

Sermões longos, enfadonhos e sem uma boa acústica

JOSÉ ARNALDO LISBOA

Eu escrevi este artigo, no dia 18 julho, dia do meu aniversário natalício, quando fui passar alguns poucos dias com meu cunhado, o engenheiro João Anache, minha irmã Clara Luiza e seu filho Luiz Fellipe, no Leblon- Rio de Janeiro. Mesmo eu já tendo conhecido dez das melhores e maiores capitais da velha Europa, fui curtir momentos bons, tanto com os parentes, como com aquele alegre povo. Não existe cidade mais bonita do que o Rio. O Criador caprichou na sua natureza e os seus moradores e visitantes se orgulham do que possuem. Algumas coisas envergonham o povo do Rio de Janeiro que são a violência, os assassinatos e a desonestidade dos seus governantes, envolvidos  com a roubalheira, pois eles estão vivendo arrodeados de favelas, vizinhas de avenidas e praças. 

No domingo passado eu vi que o seu povo é muito católico, pois a Igreja de Santa Mônica, no Leblon, estava lotada numa missa das 17 horas, com muita gente comungando. Vendo tudo isso, vou aproveitar a ocasião para algumas observações sobre a nossa Igreja Católica. É que o pároco da igreja citada não se preocupou com a acústica da igreja, fazendo com que som fosse audível, sem que os ouvintes entendessem o que o celebrante estava falando. Isso acontece muito em igrejas antigas, nas quais os tempos de reverberação são longos, fazendo com que o som se reflita em vários pontos diferentes dos altares antigos, com suas entrâncias e saliências. A boa acústica é muito importante nos auditórios, nos cinemas, nos clubes e nas igrejas. 

Eu assisti a missa sem entender nada do que estava sendo dito pelo celebrante, principalmente as pessoas um pouco mais distante dos autofalantes. Além de tudo, o sermão foi muito longo, 40 minutos, tornando-se enfadonho e sem a acústica. O pior de tudo foi que o celebrante era estrangeiro, misturando português com espanhol. Essa observação que eu estou fazendo é muito importante para os senhores bispos e para os senhores padres. 

O pároco da Igreja de Nossa Senhora da Rosa Mística, em Mangabeiras, na qual eu assisto as missas aos domingos, às 7h30, felizmente tem um bom sermão de 15 minutos e que não é enfadonho. Só peca devido a má acústica. Ele, o pároco, padre Márcio Roberto, já sabe que seu técnico em acústica não foi bom, mesmo a igreja sendo nova, mas ele vai tomar as providências para melhorar a acústica. Som alto sem uma boa acústica deixa muita gente sem entender os sermões. As igrejas deveriam cuidar para melhorar suas acústicas. Digam isso ao arcebispo!    

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