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19 de Setembro de 2018

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Edição nº 931 / 2017

20/07/2017 - 21:38:42

Thereza Collor admite disputar mandato federal

Filiada ao PSDB, viúva de Pedro Collor revela ter recebido convite de vários partidos e afirma: “Estou separando o joio do trigo”

DA REDAÇÃO
Thereza Collor

Conhecida nacionalmente como musa do impeachment do ex-presidente Fernando Collor, ocorrido em 1992,Thereza Collor está inclinada a ceder aos apelos para entrar na vida política. Viúva de Pedro Collor, irmão de Fernando, hoje ela é casada com o empresário paulista Gustavo Halbreich.

Carismática, Thereza circulou com desenvoltura entre políticos e intelectuais presentes ao lançamento do livro 17 de Julho, do escritor e jornalista Joaldo Cavalcante, na segunda-feira (17). Ela confidenciou a amigos que essa hipótese está mais plausível do que nunca.

“Fui convidada por três partidos a me filiar e a concorrer nas eleições em 2018. São projetos muito bem elaborados e bem próximos ao que eu penso ser necessário para o futuro de Alagoas e do Brasil, principalmente nesses momentos de crise política”. 

São vários os convites que recebeu para disputar uma cadeira no Congresso Nacional, possivelmente de deputada federal. A dificuldade está em escolher uma legenda, tamanho o grau de promiscuidade da classe política e dos partidos, como demonstrado na Operação Lava Jato. 

“Um desses projetos já chegou com o aval da direção nacional e com bem mais consistência e, claro, me deixou bastante entusiasmada. Então, acredito que muito em breve posso estar saindo do PSDB, partido que me acolheu por muitos anos, e entrando de corpo e alma numa nova fase de minha vida pública”.

Dona de uma beleza marcante aos 54 anos, Thereza Collor conserva o mesmo brilho dos tempos em que acompanhou o marido, Pedro, na cruzada cívica para desmantelar o esquema de corrupção comandado pelo empresário Paulo César Farias, o PC, ex-tesoureiro da campanha presidencial.

Ela disse que está separando o joio do trigo para fazer uma opção. Preservado até aqui do vendaval de denúncias, o PPS está no páreo e lhe estendeu tapete vermelho. Embora tenha bom trânsito com membros do partido, ela ainda não bateu o martelo.

A degradação do meio político e a baixa qualidade da representação alagoana atual, em vez de desanimá-la, servem de estímulo. Entende que é o momento certo de dar sua contribuição na construção de uma nova era republicana.

Ao comparar os episódios do impeachment de Collor com o mar de lama que tomou conta da política atual, ela costuma dizer, melancólica, que o esquema PC Farias, hoje, é visto como “fichinha” e “fica parecendo traquinagem de criança”.


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