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19 de Setembro de 2018

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Edição nº 929 / 2017

10/07/2017 - 17:37:58

Vai levar tempo para recuperar

Jorge Morais

Nunca na história de Maceió, não que eu me lembre de acontecimento igual, a cidade foi tão castigada como nos últimos 30 a 40 dias. Chuvas fortes e enchentes não chegam a ser surpresa para ninguém, mas não na intensidade e constante como nesse período. No final do outono é possível encarar alguns períodos chuvosos. No Inverno, nem se fala, pois já faz parte da estação. Mas, esse ano, parece castigo, por tudo que estamos enfrentando. Mesmo diante de tantos problemas e reclamações, não podemos nem devemos procurar culpados. Mesmo assim, seria apenas coisa da natureza?

Não sou meteorologista, muito menos, especialista no assunto sobre enchentes, tragédias e coisas do tipo, mas acho que não é preciso ser do ramo para entender que alguma coisa está errada. Sabe-se que fenômenos climáticos distantes acarretam o volume de chuva que desaba em algumas regiões. Essas mudanças na direção dos ventos, os choques térmicos e outras situações mais específicas são indicativos e resultados de fatos extraordinários que fazem parte desses estudos. Não acredito que o quadro atual que enfrentamos seja só a chuva forte fora de hora do outono e do inverno.

Deixando de lado os motivos para tanta chuva em Maceió e sua Região Metropolitana, especialmente nas cidades de Marechal Deodoro e do Pilar, a impressão é que vamos levar muito tempo para nos recuperar. Depois da correção no número de desabrigados; das doenças causadas pelas enchentes, como a Leptospirose (causada pela urina de rato em contato com ferimentos na pele); e da destruição de muitas casas; acredito que os prefeitos dessas cidades vão levar um bom tempo para se recuperar dos problemas herdados ultimamente.

A ideia que a gente tem é que Rui Palmeira (Maceió), Cláudio Roberto Cacau (Marechal Deodoro) e Renato Resende (Pilar) ainda estão planejando por onde começar a reconstrução, mesmo que não estejam parados quanto a oferecer aos seus munícipes um fio de esperança para esse recomeço. Como paliativo, Rui coloca seu batalhão nas ruas tentando tapar os milhares de buracos que tomaram conta da cidade. Paralelamente a isso, barreiras e árvores de pequeno e grande portes disputam os espaços com os carros e os pedestres.

O quadro não é diferente para os prefeitos Cacau e Renato em seus municípios. Olhando para eles, a gente acha que acabou a alegria demonstrada no início da administração, quando prometiam colocar em prática, logo no início, as propostas feitas na recente campanha, mesmo que não estejam totalmente parados quanto a isso. O problema é que, agora, exige-se uma gestão mais ampla, prática e rápida, entre as propostas feitas e a recuperação das suas cidades como um todo. O drama, agora, é: onde buscar os recursos?

Durante a visita do presidente Michel Temer a Maceió e o sobrevoo feito a outras cidades atingidas, acompanhado do governador Renan Filho, o número exagerado de 39 mil desabrigados sensibilizou o governo federal que anunciou a liberação de 13 milhões de reais como ajuda. Dinheiro ainda não utilizado pelo governo do Estado, pois, na realidade, o número não chegou a duas mil pessoas. Hoje, o prefeito Rui Palmeira reclama e diz que a ajuda do governo Michel Temer não passou, até agora, de promessa. Por outro lado, como aliados, os prefeitos Cacau e Renato recebem, aos poucos mas sempre presente, ajuda do governador Renan Filho para a reconstrução, enquanto aguardam os recursos federais para seus municípios, mesmo com o “tsunami” político de Brasília. Só o tempo vai nos dizer o que fazer.  


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