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25 de Setembro de 2018

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Edição nº 929 / 2017

06/07/2017 - 21:28:25

Deputados federais gastam R$ 1,5 milhão em seis meses

Gastos da bancada chegaram a R$ 260 mil por mês

José Fernando Martins [email protected]
Deputado Nivaldo Albuquerque lidera gastança do cotão seguido por Paulão

Os gastos dos deputados federais de Alagoas somaram R$ 1,5 milhão no primeiro semestre de 2017. São despesas com publicidade, serviços de correios, passagens de aviões e aluguéis de automóvel. Nesta edição, o EXTRA preparou um ranking para informar os leitores sobre políticos que mais utilizaram da Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar nos últimos meses. Todos os valores apresentados estão abertos à consulta do público no Portal da Câmara dos Deputados. No mesmo período no ano passado, as despesas foram de R$ 1,7 milhão.

Do valor total neste semestre, os parlamentares alagoanos torraram R$ 560.215,80, ou seja, meio milhão, com publicidade e autopromoção. Quanto à emissão de passagens aéreas, o investimento para os deputados que “representarem apenas os interesses da população de Alagoas” foi de R$ 375.360,28. Já com o aluguel e fretamento de carros, a quantia chegou a R$ 201.346,80. Outra despesa que merece destaque é a contratação de empresas que desenvolvem trabalhos e pesquisas técnicas: R$ 122.822,89. 

Quem começa a lista é o deputado Nivaldo Albuquerque (PRP) que usou R$ 249.268,85 da Cota Parlamentar, gastando uma média de R$ 41 mil/mês. Ele também foi o parlamentar da bancada de Alagoas que mais gastou com meios de divulgação de seus trabalhos. Para os eleitores alagoanos saberem o que ele tem realizado, em Brasília, o governo federal desembolsou R$ 191.310.

Em segundo lugar está o petista Paulão, cujo subsídios para realizar um bom trabalho na Câmara chegaram a R$ 230.761. As maiores despesas do parlamentar foram: divulgação de si mesmo: R$ 72.700; consultorias, R$ 56.300; e passagens aéreas, R$ 36.517,25. Na continuidade aparece o deputado JHC (PSB) com gastos de R$ 215.585,28. Foram R$ 76.250,00 em publicidade; R$ 51.331,57 em passagens; e R$ 53 mil em assessoria jurídica.  

Rosinha da Adefal (PTdoB) ocupa o quarto lugar com gastos de R$ 192.559,30. No mês de maio, por exemplo, ela investiu R$ 53.600 apenas em divulgação da atividade parlamentar. O valor representou 94,14% do total de seus gastos no quinto mês do ano. Já no semestre, a quantia com essa finalidade somou R$ 104.600. Outras despesas recorrentes de Rosinha foram com passagens aéreas, R$ 42.599,38, e aluguéis de carros, R$ 14.300. 

Para encerrar o TOP 5 está o político que, “apesar do Renan Filho ter mais a oferecer, por enquanto ficará ao lado de Rui Palmeira”: Ronaldo Lessa (PDT) com despesas de R$ 189.913,75. De janeiro a maio, o ex-governador usou R$ 52.500 do Cotão com aluguéis de carros de luxo em empresa de Maceió. Também houve gastos com divulgação de trabalhos, R$ 25.897,80; passagens aéreas, R$ 15.230,80; e consultorias, R$ 13.298,35. 

E o restante de lista, por ordem de maiores gastos, é: Cícero Almeida (PMDB), com despesas de R$ 175.118,56; Givaldo Carimbão (PHS), R$ 132.900,17; Arthur Lira (PP), R$ 100.126,36; e Pedro Vilela (PSDB), R$ 68.047,71. No geral, a média de gastos por mês da bancada alagoana foi de R$ 259.046.

Entenda o 

que é a cota 

A Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar – CEAP (antiga verba indenizatória) é uma cota única mensal destinada a custear os gastos dos deputados exclusivamente vinculados ao exercício da atividade parlamentar. 

Segundo a legislação da Câmara Federal, o uso da CEAP, determina que só podem ser indenizadas despesas com passagens aéreas; telefonia; serviços postais; manutenção de escritórios de apoio à atividade parlamentar; assinatura de publicações; fornecimento de alimentação ao parlamentar; hospedagem; outras despesas com locomoção, contemplando locação ou fretamento de aeronaves, veículos automotores e embarcações, serviços de táxi, pedágio e estacionamento e passagens terrestres, marítimas ou fluviais; combustíveis e lubrificantes; serviços de segurança; contratação de consultorias e trabalhos técnicos; divulgação da atividade parlamentar, exceto nos 120 dias anteriores às eleições; participação do parlamentar em cursos, palestras, seminários, simpósios, congressos ou eventos congêneres; e a complementação do auxílio-moradia. O valor máximo mensal da cota depende da unidade da federação que o deputado representa. Essa variação ocorre por causa das passagens aéreas e está relacionada ao valor do trecho entre Brasília e o Estado que o deputado representa. 

De acordo com legislação de 2015, ainda em vigor, o valor referente a Alagoas é de R$ 40.572,24 por deputado federal.


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