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26 de Setembro de 2018

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Edição nº 927 / 2017

26/06/2017 - 17:58:26

2018

CLÁUDIO VIEIRA

Não sei quanto a outros estados, por isso não posso dizer que o fenômeno ocorre só aqui, nas Alagoas do nosso natal. De outros rincões nacionais, leio diariamente apenas a Folha de S. Paulo, e naquele jornal não tenho percebido discussões sobre as próximas eleições daqueles locais com tanto sectarismo quanto aqui.

É certo que entre nós tem sido produzida amiudada crítica política, seja quanto aos acontecimentos nacionais ou quanto aos sucessos alagoanos na área política. E boas críticas, diga-se de passagem. Algumas poucas, no entanto, parecem produzidas por empedernidos cabos eleitorais, daqueles que não veem defeitos nos seus candidatos. Nesses casos, a seriedade da crítica fica absolutamente prejudicada, mesmo a despeito da respeitabilidade de quem a faz. Aliás, as considerações, prognósticos, previsões e quejandas, ficam na estreita senda dos palpites.

Após as revelações da Lava Jato, o resultado das eleições de 2018 é absolutamente imprevisível. Quem, em sã consciência, pode afirmar com segurança quais serão os eleitos no próximo pleito? Boa parte dos candidatos principais está enrolada nas investigações de corrução, formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e outros crimes previstos no Código Penal Brasileiro. E o Ministério Público, seja o federal ou o estadual, ainda não sossegou na persecução de crimes contra o Estado. Em tais circunstâncias, quais candidatos sobreviverão incólumes a esses meses, que se prenunciam tumultuados, precedentes às eleições, mesmo considerada a morosidade do STF no julgamento de protagonistas políticos? No mesmo compasso, a atuação dos órgãos de persecução criminal tem despertado no cidadão sentimentos que pareciam por comodidade adormecidos. Hoje em dia o interesse pela política tem agitado a cidadania. Em cada casa, escritório, consultório, restaurantes ou bares; nas praias, nos cinemas, nos campos de futebol, em todos os lugares fala-se dos acontecimentos diários da política nacional, do desmascaramento de antigas vestais, ou da constatação de novas peraltices dos renitentes em prática criminosa. As discussões nesse sentido revelam incredulidade, descrença e, algumas vezes, desesperança no futuro do País, até porque, vez ou outra, o Judiciário, ele mesmo em certas situações sectário, claudica na imposição do castigo merecido àqueles que traíram o mandato popular. 

O lado bom de tudo isso, no entanto, é que o eleitor brasileiro em geral, e o alagoano em particular, parece afinal ter sido tocado pelo patriotismo, talvez conscientizando-se do seu protagonismo na vida do País, quem sabe imbuindo-se da responsabilidade de mudar a política brasileira. 

2018 falar-nos-á dessas coisas.

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