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26 de Setembro de 2018

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Edição nº 927 / 2017

26/06/2017 - 17:56:55

Rumo ao desconhecido

Alari Romariz Torres

Nunca entendi a morte! Sempre achei que seria um grande e negro buraco na nossa frente.

Esta semana perdi um quase irmão, que lutou contra várias doenças e tinha horror a hospitais. Mas acabou morrendo na UTI de um deles.

A vida seria, apenas, um longo caminho a ser percorrido. Nossas lutas, nossas conquistas, nossos sofrimentos, de nada valem. Tudo passa! Os bens materiais que conquistamos ficam por aqui. Nada levamos.

Desde o nascimento já sabemos que, um dia, morreremos. E aí vem a grande dúvida: lá fora seremos recompensados ou castigados?

Os políticos que estão acabando com o Brasil, se morrerem, vão pagar de que maneira? 

Um homem bom como Frei Damião, passou pela vida, só fez o bem, conquistou milhares de fiéis e morreu. Estará no céu prestando contas a Deus pelo que semeou na terra?

Mulheres como Madre Teresa de Calcutá, santa, que viveu para os outros, morreu e está no céu. Se isso não for verdade, em nada se deve acreditar.

Aí, vamos pensar nos ladrões, assassinos, bandidos, políticos corruptos. Pintaram e bordaram na terra. Com certeza passarão pelo purgatório e pelo inferno, prestando contas de seus atos.

Tenho uma amiga muito engraçada. Morava com uma mãe doente e uma filha com paralisia cerebral. Sua casa era um barulho só! Então, ela dizia: “Querida, quando eu morrer, vou para o céu de elevador, sem escalas! Já paguei todos os meus pecados na terra”.

Bem perto de mim, vejo homens que perseguem velhos, aposentados, ficam com o dinheiro público, dividem entre eles oito milhões e cem mil reais por mês, trezentos mil reais para cada um, com certeza vão morrer. Gostaria de saber onde vão parar? Será que vão prestar contas de tudo que fizeram ou vão diretamente arder no fogo do inferno?

Encontrei um padre amigo que me perguntou: “E aí, amiga, vai parar de lutar? Acha que está dando certo?” E eu repliquei: “Padre, quando eu morrer e o Sr. encomendar o meu corpo, pode acreditar: eu parei de lutar”.

Lula, Dilma, Renan, Aécio e tantos outros políticos que levaram o Brasil ao fundo do poço, o que será deles? Quem estará esperando por eles lá em cima?

Vou a hospitais e vejo pessoas sofrendo. Algumas passam meses internadas, esperando para morrer. Por que tanto sofrimento? O que fizeram de tão ruim para pagar bem caro ainda aqui na terra? 

E as criaturas que são vítimas de doenças degenerativas e ficam fora do ar por anos e anos? Conheço amigas que lutaram, criaram filhos com tanto sacrifício, e, de repente, ficam desmemoriadas. Vivem completamente aéreas! Vou visitá-las e morro de pena!

Outro fato que me constrange são as doenças mentais. Apesar de que, no momento atual, há uma grande modificação na maneira de tratar, ainda são pessoas obrigadas a tomarem remédios para o resto da vida e serem submetidas a surtos de vez em quando. Depois de detectada uma doença mental, o sossego é muito pouco.

E a dúvida continua: existe outra vida? Ficamos debaixo da terra ou subimos para o céu?

A grande verdade é que a pessoa querida vai embora, um enorme vazio toma conta da vida das que ficam e o luto se apodera dos parentes.

Converso com amigas, vítimas de grandes perdas e as opiniões são as mais variadas. Os espíritas se consolam mais porque acreditam na reencarnação.

E a Velhinha das Alagoas ignora completamente o caminho a ser percorrido após a morte!!!

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