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15 de Novembro de 2018

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Edição nº 927 / 2017

26/06/2017 - 17:56:22

Outra vez os pequenos

Jorge Morais

Em política não existe o cedo. As coisas podem acontecer com bastante tempo de antecedência ou até mesmo na calada da noite e de última hora. Seguindo essa linha de raciocínio, é possível que os partidos já estejam se articulando e formando seus grupos para as eleições do próximo ano. É possível, também, que o quadro político costurado agora não dure muito tempo, e os pontos alinhavados sejam rompidos antes que se espere ou imagine. Na matemática da política, a soma de 2 mais 2 pode trazer um resultado bem diferente, ou seja, 5, 6 ou 7. Tudo vai depender das conversas.

Como os principais partidos políticos brasileiros estão bastante desgastados (PMDB, PSDB e PT), é provável que os chamados pequenos, ou nanicos da política, sejam considerados a bola da vez, em 2018, mesmo que isso não garanta eleição de ninguém, mas, apenas, um indicativo que um estrago de grandes proporções pode acontecer. Me recordo do pequeno PRN (Partido da Reconstrução Nacional) que elegeu Fernando Collor presidente da República, em 1989, tendo como principal bandeira de luta o combate aos chamados “marajás”. Nele, Collor governou o país de 1990 a 1992.

Na época do PRN de Fernando Collor, o presidente nacional do partido era Daniel Tourinho. Agora, numa versão melhor, o PRN volta às páginas da política como PTC (Partido Trabalhista Cristão), e com o mesmo presidente nacional (Tourinho), prometendo candidaturas próprias em todos os sentidos nos estados brasileiros, especialmente em Alagoas, onde nos interessa mais o processo. É possível que o ex-PRN, hoje, PTC, queira ser o diferencial das próximas eleições. Nesse sentido, já começou a fazer convites, prevendo a formação de uma boa base de sustentação para uma possível candidatura majoritária (Governo de Alagoas) e um grupo forte para a proporcional (federal e estadual).

Hoje, o Partido Trabalhista Cristão faz parte da base aliada do prefeito de Maceió, Rui Palmeira, inclusive com a indicação da Secretaria de Segurança Comunitária e Convívio Social, à frente o coronel Ivon Berto, colega de chapa como vice-prefeito na eleição passada ao lado de Paulo Memória. No processo, o partido ainda elegeu um vereador na capital. O partido conta, ainda, com o senador Fernando Collor em sua base, como no passado. Motivado, não com os votos obtidos, mas pelo trabalho realizado ao plantar essa semente, o PTC já pensa alto. Comentários dão conta de que os convites já começaram a ser feitos.

Dizem as más ou boas línguas que eles já gastam salivas para procurar convencer nomes com bom potencial de votos para candidaturas a deputados estadual e federal. Entre esses escolhidos está o nome da ex-prefeita de Arapiraca, Célia Rocha, aliada de primeira hora do senador Collor. Verdade ou mentira só ela mesmo pode falar. Se dependesse do PTC, Célia sairia a federal, mas a própria sonha em ficar mais perto de sua terra: seria candidata a estadual. Nesse caso, seria o carro-chefe, podendo, dependendo do grupo formado, garantir mais algumas cadeiras na Assembleia Legislativa.

Mesmo não tendo feito um bom mandato como prefeita de Arapiraca, Célia Rocha, que saiu bem desgastada, tem um carisma muito grande na política e como médica também, e é nisso que o partido e amigos apostam. Outros nomes estão sendo consultados para reforçar a densidade eleitoral do partido. Os vereadores por Maceió, Eduardo Canuto e Dudu Ronalsa, estão entre estes nomes também para deputado estadual, como o próprio secretário Ivon Berto (federal ou estadual) o que tornaria a legenda muito forte, surgindo como o novo da política, mesmo que com os velhos governantes.

E pelo que se ouve, não para por aí. Como em 1989, o pequeno Partido Trabalhista Cristão (PTC) sonha alto, pensa grande e visa, literalmente, outras cadeiras no cenário político alagoano. É pagar para ver.

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