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13 de Novembro de 2018

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Edição nº 927 / 2017

26/06/2017 - 17:53:28

Recebeu SMS do banco? Cuidado, pode ser armadilha

vítima é levada a acessa link e inserir nome completo, telefone, CPF e números de contas bancárias

Bruno Fernandes Estagiário sob supervisão da Redação
Armadilha que oferece benefícios difundida em redes sociais

A tecnologia proporciona ferramentas que tornam o cotidiano cada vez mais fácil, porém, tudo tem um preço. Com o surgimento de novas ferramentas, aplicativos e redes sociais, o número de golpes virtuais praticados por criminosos e a quantidade deles cresce a cada dia. Por isso, a prevenção é a melhor solução.

As tentativas variam de oferecer uma simples conta na Netflix até a liberação do número do celular para instituições bancarias.

O site especializado em tecnologia TecMundo analisou o link semelhante ao enviado a uma leitora do EXTRA que não é cliente de determinado banco e descobriu como o golpe funciona.

O método conhecido por phishing é um dos tipos mais antigos, já que “metade do trabalho” é enganar o usuário de computador ou smartphone. Como uma “pescaria”, o cibercriminoso envia um texto indicando que você ganhou algum prêmio ou dinheiro (ou está devendo algum valor) e, normalmente, acompanhado de um link para você resolver a situação. O golpe acontece quando se acessa o link e insere os dados sensíveis, como nome completo, telefone, CPF e números de contas bancárias.

O texto geralmente faz alusão ao valor em conta, agendamento de saque, ou liberação de dados para enganar o usuário. A mensagem é falsa e está sendo disseminada faz algumas semanas.

Segundo o advogado especialista em crimes na internet, Geovani Santos, que atende cerca de 50 casos desse tipo todos os anos e que também já foi vítima, os crimes praticados usando nomes de instituições bancárias ainda são os mais comuns, porém os números não são divulgados pelas mesmas para não demonstrar para os clientes a fragilidade nos sistemas antifraudes.

“A partir do momento em que uma pessoa cria uma conta no banco, ela passa a ter direito a um seguro oferecido pelo mesmo, garantindo ressarcimento total do valor retirado em caso de golpe mediante comprovação de que o cliente não foi coautor”, explica o advogado que complementa: “Basta a vítima procurar o banco ou um advogado munido de provas e o seguro será acionado, em até 72 horas o valor roubado será creditado na conta”.

O especialista explica que talvez esse seja um dos motivos para as tentativas de golpes serem tão populares, pois a partir do momento em que é acionado o seguro, todos esquecem o caso, e o banco não investiga quem praticou o crime.

FUI VÍTIMA. E AGORA?

Caso já tenha sido vítima, o recomendado é coletar a maior quantidade de provas possíveis, como capturas de telas, histórico de conversas, chamadas, imprimir e levar até a delegacia da Polícia Civil mais próxima, para que o delegado possa tomar as devidas providências. “Infelizmente no Brasil, não é tão popular delegacias especializadas nesses tipos de crimes, mas a maioria das delegacias comuns já conta com pessoas capazes de orientar quanto a isso” diz o advogado.

Especialistas em segurança na internet alertam que é preciso desconfiar quando o cliente é procurado por telefone, e-mail, sms e até whatsApp. Por via das dúvidas, ao menor sinal de que o funcionário não é realmente da empresa que ele diz representar, o consumidor deve desligar e entrar em contato diretamente com a empresa.


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